quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

P21: O Centro e o Nada

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Aparentemente …
o nada é… o nada.
quer dizer
não existe não tem densidade não tem massa
não tem peso – nem espaço – nem volume
não tem cor nem cheiro

insisto
aparentemente nada é nada.
com nada é impossível construir casas semear trigo
colher cerejas fazer um filho ir à lua
com o nada ninguém ri ninguém chora ninguém
grita de dor ou de prazer

o nada não é pão – nem espada – nem ternura
nada – em absoluto – não existe
nada é um ponto
nada é o centro imaterial arbitrariamente ocupado
pelo espaço em redor

o nada é o centro
um território tão vasto como o infinito
um território tão vasto como o sonho
cientistas e poetas que me expliquem o nada e
o centro
que me expliquem aquilo que em vão buscarei…
até ao último folgo

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O presente do camarigo José Brás para a Tabanca do Centro, no seu 1º Encontro.
Sem mais considerações, que não são necessárias!
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2 comentários:

Joaquim Mexia Alves disse...

Meus caros camarigos

O 1º Encontro da Tabanca do Centro foi um sucesso!!!

Peço a todos os que tiraram fotografias que as façam chegar ao seguinte email - tabanca.centro@gmail.com

Porque hoje tenho um exame de um curso de Teologia que estou a fazer, não tenho tempo para colocar a notícia do 1º Encontro, mas assim aguardo também mais fotografias para juntar áquelas que o Miguel Pessoa tirou, "oficialmente" pela Tabanca do Centro.

Mais uma vez agradecemos a todas e todos que vieram abrilhantar esta festa.

Abraço camarigo para todos

Portojo disse...

Pronto.
Já compreendi.
Mais um abraço para a Tabanca do Centro