terça-feira, 16 de janeiro de 2018

P988: UMA FELIZ INICIATIVA, PERMANENTEMENTE RENOVADA

OITO ANOS DE TABANCA DO CENTRO!

Já lá vão oito anos (!) e eu não posso deixar de me surpreender com isso mesmo.

É que, passados oito anos ainda continuamos a reunir-nos, a almoçarmos, a convivermos, a termos tema de conversa, a abraçarmo-nos, a entusiasmarmo-nos, a emocionarmo-nos, enfim, a sentirmo-nos de algum modo sempre combatentes.



Quem havia de dizer que esta gente apesar dos sessentas e setentas anos, continua a ter entusiasmo e vitalidade, para vir por vezes de longe, “apenas” para dar dois dedos de conversa, para dar uns abraços, para matar saudades.

Saudades de quê?
Da guerra?
Claro que não!

Mas sim saudades de quando os jovens se fizeram homens, e perceberam que aquele que estava ao seu lado era aquele em quem mais se devia confiar, que aqueles e aquelas que andavam pelo ar, eram a protecção e a esperança nos momentos de aperto, que aqueles que andavam a navegar, combatiam ao nosso lado e protegiam as nossas chegadas e partidas e até as nossas idas de férias.

É um orgulho enorme fazer parte desta Tabanca do Centro que nos une “apenas” para matar as tais saudades, para falarmos a linguagem que só nós compreendemos, para contar até à exaustão as histórias já tantas vezes contadas.



É bom ver como os olhos cansados de tanta coisa já vista na vida, se iluminam quando nos juntamos e partilhamos a nossa emoção, porque no fundo partilhamos a nossa vida, como fizemos na Guiné, em Angola ou por Moçambique.

Obrigado, meus camarigos, por estes oito anos e que muitos mais venham para nos continuarmos a abraçar, deixando de lado tudo o que divide e não junta, para sermos exemplo para os vindouros de que um combatente nunca deixa de o ser, enquanto viver.

Porque nós não somos combatentes da guerra, somos combatentes da vida!


Monte Real, 16 de Janeiro de 2018
Joaquim Mexia Alves

Nota:

Já agora, venham lá daí, de todos os lados, festejar estes oito anos da Tabanca do Centro, que vos espera de braços abertos.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

P986: JERO - LEMBRANÇAS DE ÁFRICA

O “NHACA”

O soldado-atirador nº. 2226/63, António Machado de seu nome, era mais conhecido na Companhia por “Nhaca”, sendo, entre várias coisas, aprendiz de enfermeiro nas horas vagas.

O "Nhaca"
O seu retrato físico descreve-se em poucas palavras: alto, muito magro, rosto ossudo de traços mongóis (também lhe chamavam “Chu-en-Lai” por causa disso), óculos na ponta do nariz, cabelo liso pouco assente e umas longas pernas, muito finas e algo tortas.

A seu respeito ficaram algumas histórias, esbatidas pelo tempo, que recordamos com o auxílio do “Diário” da C.Caç. 675.

Para já, deve referir-se a maneira curiosa como se iniciou para as “medicinas”. Era um cliente tão assíduo do posto de socorros – era certo e sabido que depois do toque a doentes o Machado lá estava a pedir a sua aspirina diária para as dores de cabeça – que um dia foi convidado a ficar, passando de “doente profissional” a curioso da enfermagem.

E não se pode dizer que o Machado não tivesse habilidade e não fosse útil, despachando a preceito e com rapidez os pensos que se reconheciam estar já ao alcance dos seus conhecimentos, embora por vezes os seus ares “doutorais” não fossem muito bem aceites pelos fregueses do posto de socorros.

Alguns conflitos com o cabo enfermeiro Martins, que não simpatizava muito com o Nhaca, levaram-no a afastar-se temporariamente… mas a sua boa vontade e gosto pela enfermagem faziam-no voltar a aparecer principalmente quando o seu “amigo” Martins não estava ao serviço.


Da esq. para a direita: Enfermeiro guineense, que mais tarde viemos a saber que estava ligado ao PAIGC(que me ficou a dever 100 pesos), o Alf. Médico Martins Barata, o "Nhaca", Alferes Mendonça (2º. Comandante da CCac.675), o Padre Mandinga, o Furriel Enf.Oliveira e o Chefe da Tabanca de Binta.
Assim aconteceu mais uma vez em Guidage (na fronteira da Guiné com o Senegal), onde esteva instalado temporariamente o pelotão a que pertencia. Quando o cabo enfermeiro Adelino substituiu o Martins, o nosso amigo Machado voltou a ser “ajudante de enfermeiro” e a fazer valer os seus dotes e saberes, repetindo com frequência aos nativos que acorriam ao posto de socorros o seu nome e “posto”, já que a “especialidade” era rendosa pois em troca de uma injeção os doentes do Senegal traziam uma galinha, o que reforçava a sua alimentação. 

O anterior enfermeiro teve “lucros” tais que chegou a fazer uma capoeira normalmente sempre bem recheada de galinhas senegalesas.

Assim o “Doutor” António Machado passou a ser mais conhecido entre a população nativa, com direito a ter quase todos os dias “rancho” melhorado.

Até que um dia – há sempre um dia – houve tanta gente no posto de enfermagem que o Machado foi encarregado de, além dos pensos, dar duas ou três injeções de hidromicina, que ele despachou com ligeireza. 

Terminada a consulta e quando se limpavam as seringas para serem de novo fervidas, verificou-se faltar uma agulha de injeções intramusculares.

O Machado teve um sobressalto, bateu com mão na testa, e sem dizer palavra saiu disparado do posto de socorros.

Um sprint de 200 metros e eis que o nosso “enfermeiro” volta cansado mas com a agulha em falta recuperada por ter seguido indevidamente na nádega de uma bajuda (rapariga jovem).

Ficou tudo certo no material sanitário mas o “prestígio” do Machado saiu da história um pouco abalado embora alguns o consolassem dizendo-lhe que azares daqueles acontecem aos melhores, sendo conhecidas histórias de médicos cirurgiões que se esqueceram de pinças e tesouras nas entranhas dos seus pacientes.

E o Machado voltou a fazer enfermagem embora se dedicasse a partir dessa altura a fazer mais pensos e seus “derivados”, com algum prejuízo para o stock das “suas” galinhas que lhe chegavam do outro lado da fronteira.

Mas não deixou a sua fama e proveito por “mãos alheias”. E aqui é recordado mais de meio século depois da sua passagem pela Guiné (1964-66), o soldado-atirador nº. 2226/63, António Machado de seu nome. Mais conhecido por “Nhaca”.
JERO



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

P985: NO LANÇAMENTO DE MAIS UM LIVRO

Artigo sobre o nosso camarigo Lúcio Vieira  reproduzido, com a devida vénia, de


TORRES NOVAS

UM PRÉMIO PARA O “POETA MAIOR”
QUE O PAÍS NUNCA RECONHECEU

Reportagem de  Cláudia Gameiro


 Poeta de Torres Novas venceu o seu primeiro prémio 
depois de uma vida dedicada à poesia
Foto: mediotejo.net

Figura reconhecida no circulo literário e do teatro torrejano, foi uma surpresa “sem surpresa” a notícia de que António Lúcio Vieira fora escolhido como o vencedor do Prémio Literário Médio Tejo Edições, na categoria de poesia. Disso deram conta os seus amigos aquando a apresentação da obra vencedora “25 poemas de dores e amores”, no sábado, 16 de dezembro, lançada a nível nacional através da nova chancela da Médio Tejo Edições, a Origami.

“longa e insana noite dos desassossegos
que cruz esta minha porquê estes pregos
que silêncio é este que me cava a sorte
porque me és eterna bem mais do que a morte”

in 25 Poemas de dores e amores, pp.41
  

 O cravo é a imagem de marca do livro de António Lúcio Vieira. É um símbolo de liberdade 
mas também do amor,  em alguns países. Na foto, o poeta com a editora Patrícia Fonseca. 
Foto: mediotejo.net

“Isto é da melhor poesia que já li”, afirmaria António Matias Coelho, presidente da Associação Casa-Memória de Camões e membro do júri, ao ler o poema da página 41, o que mais o marcou, e ditaria a sua predilecção pela obra, então anónima, que venceria o Prémio Literário Médio Tejo Edições, uma iniciativa com o apoio do TorreShopping que visa revelar talentos regionais. “Eu não conhecia o António Lúcio Vieira, nunca tinha lido nada dele”, reconheceu, frisando que o que conheceu dele durante todo o processo de análise das obras de poesia a concurso foram apenas as suas palavras. “Havia outros trabalhos igualmente merecedores” da vitória, mas a obra de António Lúcio Vieira alcançaria a unanimidade.

Na apresentação do livro, António Matias Coelho descreveu o vencedor como “um poeta maior”, um “mestre da palavra”. “Não é um poeta regional, é um poeta nacional”, salientou, mas que nunca teve o devido reconhecimento.

A mesma opinião foi partilhada pelo músico Pedro Barroso, presente na apresentação e autor do prefácio da obra, que o consideraria “um caso enorme de injustiça no tecido cultural” literário. “Fiz tertúlia com muitos poetas famosos que não têm a profundidade deste homem”, afirmou. “O António Lúcio Vieira é uma figura maior, é um poeta maior da poesia portuguesa”, com um “domínio da língua que não é vulgar”.

“O António Lúcio Vieira não precisava de ser descoberto. Mas precisava de ser acarinhado e precisa, com toda a certeza, de ser mais promovido, para que o seu talento possa ser reconhecido a nível nacional”, salientou Patrícia Fonseca, editora da Médio Tejo Edições, admitindo que o nome do poeta era desconhecido de três de quatro membros do júri.

Também presente na ocasião, o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, recordaria um amigo que é “como um irmão” e que possui um “dom” há muito reconhecido pelos que o rodeiam.

António Lúcio Vieira descreveria o livro como a sua “melhor poesia” e “a mais madura”, sendo que os poemas desta obra foram todos escritos nos últimos dois anos. Na sua intervenção lembrou que esteve às portas da morte, não tendo ido receber o prémio no Torreshoping quando este foi anunciado, em setembro passado, e que chegou a pensar que esta acabaria por ser uma obra póstuma. Não foi e encontrou um auditório composto no sábado, na Biblioteca Municipal de Torres Novas, onde vários amigos declamaram alguns dos seus poemas.

O poeta é conhecido em Torres Novas sobretudo pelo seu trabalho como dramaturgo, tendo ainda trabalhado como jornalista no jornal local “O Almonda”. O seu primeiro livro de poesia data de 1974, publicando várias outras obras ao longo da vida. Natural de Alcanena, vive em Torres Novas desde a juventude. E é nesta cidade que, promete, continuará a escrever, fintando a solidão das noites e as agruras dos dias.


domingo, 31 de dezembro de 2017

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

P983: PARA MARCAREM OS PRÓXIMOS CONVÍVOS...

CALENDÁRIO DA TABANCA DO CENTRO

Como vem sendo hábito nos últimos anos, no final do nosso almoço de Natal tivemos a oportunidade de distribuir aos presentes um calendário de mesa para o ano de 2018 – uma oferta do nosso camarigo Paulo Moreno, que já nos habituou a este “miminho” no final de cada ano.


Contando-se com um maior número de presenças neste convívio, ainda acabou por sobrar uma quantidade razoável de calendários que contamos pôr à disposição dos interessados no final do nosso próximo encontro, em 31 de Janeiro.


Deixamos-vos aqui uma imagem do calendário que, depois de montado, poderão colocar na vossa mesa de trabalho.
Os editores

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

P982: REVISTA "KARAS" DE DEZEMBRO



Desta vez não houve praticamente novas caras. Este, por exemplo, é um grupo que muitas vezes se reúne nos nossos convívios: Domingos Santos, Manuel da Ponte, José Luís Rodrigues, Diamantino Ferreira e Agostinho Gaspar.


Outro "lote" que podemos ver com frequência em Monte Real - António Sousa, Manuel Nunes Mendes, António Frade e Luís Dias.


De pé, o Firmino Moreira, que aproveitou uma deslocação a Portugal para poder confraternizar com o pessoal da Tabanca do Centro, Não foi aliás a primeira vez que esteve presente pois já tinha participado há uns anos num nosso convívio. Desta vez  conseguiu fazer coincidir a sua vinda ao nosso País com um convívio da Tabanca. E trouxe consigo o Albano Sousa, que substituiu à última hora o indisponível José Casimiro Carvalho.
O Jaime Brandão faz aqui companhia ao Joaquim Mexia Alves enquanto não chega a hora do almoço. Não sendo apreciador do tradicional cozido mas jogando em casa (ele vive em Monte Real), aproveita o período de concentração no Café Central para confraternizar com o grupo - depois vai à vida...


O Rui Marques Gouveia pousando para a foto com a Maria Teresa, sua acompanhante, enquanto o José Jesus Ricardo, seu cunhado, põe a conversa em dia com o Manuel Frazão Vieira.



A Amélia Gonçalves aguarda pacientemente o desenrolar dos acontecimentos enquanto o Almiro bate um papo com o José Manuel Baptista.


É aliás hábito haver muitas conversas cruzadas neste período de "aquecimento" antes do almoço. Vemos aqui o António Sousa e o António Frade, enquanto o Carlos Pinheiro aproveita para fazer um contacto telefónico, Será para saber onde anda o restante pessoal de Torres Novas? É que desta vez só conseguiu trazer o Lúcio Vieira...


A Giselda conversa com o JERO e, pela experiência que já temos do anterior, podemos apostar que este lhe está a mostrar o último número do "Cister", o periódico de Alcobaça em que ele colabora e que generosamente distribui no decorrer dos nossos convívios.
Uma pose para a fotografia do António Sousa e do Luís Dias. Este último tem tido ultimamente algumas "faltas de comparência" - será que tem havido incompatibilidade de agenda?


Dos quatro de Aveiro vieram três - o Carlos Prata não pôde estar presente. Vemos ao fundo o Carlos Augusto Pinheiro e o José Luís Malaquias, aqui ladeados pelo José Luís Rodrigues e António Sousa. Do António Sousa já não queremos falar mais, que já mostrámos muitas fotos dele... E do Miguel Diniz, a quem cortámos uma orelha, já falamos na foto seguinte...


O terceiro elemento do grupo de Aveiro - o Manuel Reis - aparece aqui bem acompanhado pelo Luís Branquinho Crespo, Miguel Diniz e Carlos Manata.
Sobre o Miguel Diniz refira-se que em tempos antigos já foi Dinis (como o outro, o Zé Manel)... mas a burocracia transformou-lhe o "s" num "z", ao contrário da esposa que, segundo ele, continua a poder usar o "s" no nome (que afinal era o dele...). Incongruências!...


Veteranos nos nossos convívios (desde os primórdios...) o Carlos Pinheiro, Carlos Oliveira e Domingos Santos.
Mais recentes o Manuel Frazão Vieira e o Benjamim Mira Dinis, fazem aqui companhia a um veterano nestas lides, o Vitor Caseiro, distinto tesoureiro da nossa Tabanca.


O Firmino Moreira aproveitou a oportunidade para matar saudades do nosso grupo - agora passará provavelmente mais uns tempos afastado dos nossos convívios. Aqui ladeado pelo Raul Santos, normalmente inscrito pelo Carlos Santos. Ao fundo vemos ainda o Alípio Martins e a sua acompanhante.
O casal Frade - António e Maria Helena - é presença habitual nas nossas reuniões.


Um frente a frente de dois camaradas ligados ao Núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes - o Mário Ley Garcia e o Ismael Alves. Este último, após uma ausência significativa, lá conseguiu encaixar o convívio na sua apertada agenda e estar novamente presente. Ao lado dele dois casais - o Almiro Gonçalves e Amélia, e o Manuel da Ponte e a Maria.
Na foto da direita o trio do costume - o Agostinho Gaspar acompanhado como habitualmente pela Isabel e pelo Miguel. E este nosso camarada já vai nas 65 presenças consecutivas! Será que quer chegar às 100?! Também, a manter este ritmo só já nos faltam quatro anos e meio...


Ainda na ressaca da apresentação da sua nova obra - de que demos aqui notícia - o Lúcio Vieira lá acompanhou o Carlos Pinheiro na sua deslocação desde Torres Novas. Ainda um pouco combalido dos problemas de saúde que o afligiram ao longo deste ano, mas animado com o prémio recentemente atribuído e a consequente publicação de uma nova obra. Sobre o assunto voltaremos brevemente num poste alusivo a publicar no início de Janeiro.
A mesa do Amado Chefe, regressado depois de uma crise que o impediu de estar presente no convívio anterior. Pelo sim pelo não estavam à mão dois elementos da área da saúde - a Giselda e o JERO - não fosse haver uma recaída... Para uma ajuda extra ainda lá estavam o Miguel Pessoa, o José Manuel Baptista mais a Ana e a Cidália, e ainda o Manuel Mendes. Este último já está habituado a estas cenas - veja-se a apoio que tem proporcionado ao seu/nosso amigo Kambuta e que muito o tem ajudado na sua recuperação (quem o diz é o próprio Kambuta).


O Luís Dias e a Manuela lá estiveram mais uma vez presentes. Uma presença habitual é a do Carlos Santos, que aqui apadrinhava a estreia do Albano Sousa, vindo a reboque do Firmino Moreira. Também com presenças esporádicas, o José Manuel Coutinho Quintas e o Joaquim Coelho. 



O Joaquim Coelho teve a gentileza de oferecer a alguns dos presentes obras da sua autoria - "A Guerra Armadilhada", um registo da guerra no norte de Moçambique, e "Capim Aveludado", um livro de "poemas dos dias de guerra e momentos de paz", como ele próprio refere. Os nossos agradecimentos ao Joaquim. E esperamos vê-lo mais vezes entre nós, que o interregno foi grande...


Chegava a altura de se encerrarem as festividades, não sem que o Amado Chefe dirigisse aos presentes algumas palavras, dando realce à época natalícia que atravessamos e desejando a todos um Bom Natal, passado num ambiente de Paz e Fraternidade, e um ano de 2018 que nos permita viver felizes e em harmonia com os que nos rodeiam. 


E no momento do pagamento da refeição os presentes foram brindados com um calendário que, a exemplo de anos anteriores, o nosso camarada Paulo Moreno teve a iniciativa de oferecer aos Atabancados do Centro. Não tendo podido estar presente no convívio, nem por isso os calendários deixaram de nos chegar às mãos, neste caso através da disponibilidade do Carlos Santos.
Ainda sobrou um número razoável de calendários, que iremos disponibilizar a quem estiver neles interessado no decorrer do nosso convívio de 31 de Janeiro.
Os nossos agradecimentos ao Paulo Moreno por mais esta oferta.





sábado, 23 de dezembro de 2017

P981: ADEQUADO À QUADRA NATALÍCIA

Palavras de introdução do Manuel Frazão Vieira ao texto que nos enviou:

Eu passei dois natais na Guiné. Notei, então, na nossa "rapaziada" uma forte vivência, alegria e uma apreciável religiosidade sem dogmas na vivência da quadra natalícia. Por isso lembrei-me de enviar o texto abaixo, do Papa Francisco, que me parece muito belo para a presente época de Natal.

Manuel Frazão Vieira
                                                  
NATAL ÉS TU

Natal és tu,
quando decides nascer novamente todos os dias
e deixar entrar Deus na tua alma.

A árvore de Natal és tu
quando resistes fortemente
aos ventos e às dificuldades da vida.

As decorações de Natal és tu
quando as tuas virtudes são as cores
que adornam a tua vida.

O sino de Natal és tu
quando chamas, reúnes e tentas unir.

És também a luz de Natal
quando iluminas com a tua vida
                                                              o caminho dos outros
                                                              com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.

A estrela de Natal és tu
quando levas alguém
ao encontro com o Senhor

És também os Reis Magos
quando dás o melhor que tens
sem te importares a quem o dás.

A música de Natal és tu
quando conquistas a harmonia dentro de ti.

O presente de Natal és tu
quando perdoas e restabeleces a paz
mesmo quando sofres.

A ceia de Natal és tu
quando sacias com pão e com esperança
o pobre que está a teu lado.

Tu és a noite de Natal
quando humilde e consciente
recebes no silêncio da noite
o Salvador do Mundo
sem barulho nem grandes celebrações;
tu és o sorriso da confiança e ternura
na paz interior de um Natal perene
que estabelece o reino dentro de ti.

Um Bom Natal a todos os que
se assemelham ao Natal.


PAPA FRANCISCO  (texto extraído de uma homilia)


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

P980: COM VOTOS DE FESTAS FELIZES


Algumas mensagens que nos chegaram, vindas de alguns camarigos, 
a quem agradecemos... e retribuímos em nome de todos.

Ó Manel, o vosso penteado está um espanto! Devem ter tirado a foto 
quando passava o trenó do Pai Natal na esgalha...