domingo, 20 de maio de 2018

P1024: APRESENTAÇÃO DE LIVRO

"25 POEMAS DE DORES E AMORES"

Em devido tempo referimos aqui a atribuição ao nosso camarigo António Lúcio Vieira do Prémio Literário do Médio Tejo 2017, pela sua obra "25 poemas de dores e amores".

Tem agora o Lúcio Vieira a oportunidade de fazer a apresentação deste seu livro em dois locais distintos, para os quais aqui deixamos o convite para quem quiser e puder estar presente.


quarta-feira, 9 de maio de 2018

P1021: REVISTA "KARAS" DE MAIO

O Manuel "Kambuta" Lopes, aconselhado pelo médico a não participar no almoço, para evitar abusos, não quis deixar de estar presente para dar um abraço aos camarigos. E, claro, para posar para umas fotografias, que o rapaz é muito fotogénico... Depois, foi à sua vida...
O António Martins de Matos esteve mais uma vez presente no Encontro Nacional. Já nos convívios das Tabancas mais pequenas ele tem vindo a reduzir ultimamente a sua participação. E o boné que ostenta na foto acabou por mudar de mãos (ou de cabeça...), como poderão ver lá mais pró fim da revista...
A jogar em casa, o Vitor Caseiro e Celeste confraternizam com a Irene Moreira, uma presença também habitual nos convívios da Tabanca do Centro.
Eh lá! Isto é tudo pessoal do Norte, carago!...  O José Ferreira da Silva e o António Tavares junto do Carlos Silva - embora seja difícil considerar este último do Norte, que ele circula pelas Tabancas todas...
O JERO estava algo limitado nos petiscos, pois estava a iniciar uma preparação para um exame que exigia alguma contenção. Tanto que acabou por retirar-se ainda bem cedo. Vemo-lo aqui junto do Vasco Ferreira e do Manuel Augusto Reis.
O Juvenal Amado aproveitou o facto de o Encontro Nacional se realizar a um Sábado e pôde estar presente, coisa que ele tem mais dificuldade em garantir nos convívios da Tabanca do Centro, que decorrem a meio da semana. Solidariamente ainda deu boleia a alguns camaradas necessitados de transporte. Está aqui acompanhado pela Amélia e Almiro Gonçalves, velhos conhecidos de Monte Real e do cozido da D. Preciosa.
Já razoavelmente recuperado das mazelas que impediram a sua presença nos últimos convívios da Tabanca da Linha, o Carlos Alberto Rodrigues Cruz pôde agora estar presente no Encontro Nacional, acompanhado da família. Aqui, com o apoio solidário da Giselda Pessoa e do Carlos Vinhal.
Um dos organizadores do Encontro, empenhado no apoio logístico aos participantes, o Joaquim Mexia Alves percorre as mesas vendo se tudo corre pelo melhor, Aqui com o José Barros Rocha, Jorge Rosales e Jorge Cabral.
Dois casais que são presença habitual no Encontro Nacional, a Maria Clara e o António Sampaio mais a Maria Irene e o Virgínio Briote.
Três digníssimos representantes do pessoal de Torres Novas - o Manuel Ramos, o Lúcio Vieira e o Carlos Pinheiro.
Como Régulo da Tabanca Grande, o Luís Graça percorria as mesas confraternizando com os presentes. Aqui, à conversa com o mais recente colaborador do blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, o Jorge Araújo.
A Isabel e o Tozé Pereira da Costa são presença firme nestes Encontros. E o Idálio Reis e o Francisco Silva também são fieis participantes.
Alíás desta vez o Francisco Silva vinha acompanhado de mais família - além da esposa Elisabete  pudemos ver a filha Ana Cláudia e os netinhos Tiago e Sofia. E o Eduardo Magalhães Ribeiro parece estar aqui de serviço de "babysitter"...
Enquanto o Luís Graça deambula pela sala, a Alice Carneiro vai confraternizando com o Helder Valério Sousa e a Elisabete e Manuel Ribeiro Agostinho.
Os Encontros ao sábado permitem ao casal Celeste e Vitor Caseiro estarem ambos  presentes neste convívio, o que se torna mais difícil de garantir nos convívios da Tabanca do Centro, realizados a meio da semana. 
O Agostinho Gaspar não falha estes encontros, sejam os nacionais ou os locais... Aqui com o Xico Allen, que já vimos por mais que uma vez no cozido da D. Preciosa.
Duas caras conhecidas do Centro - o Manuel Joaquim e o António Graça de Abreu. 
E o António Joaquim Alves - que tinha feito no mês passado a sua estreia na Tabanca do Centro pela mão do Juvenal Amado - parece que lhe tomou o gosto e estreou-se agora no XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande. E é para continuar!
A Margarida Peixoto e a Giselda Pessoa partilham fotos antigas de uma familiar/amiga comum. O que não foi partilhado na altura foi um licor de chocolate preparado pela Margarida e oferecido à Giselda, que esta pôde já apreciar devidamente depois do regresso a casa...
E na "mesa da Força Aérea" o António Matos, a Giselda e o Miguel Pessoa puderam trocar conversa animada com o Mário Leitão, um "angolano" que se integrou bem no grupo dos "guineenses", com o bichinho da aviação (tendo ele próprio o brevet civil) e interessado nas aventuras do pessoal da Força Aérea nos tempos da Guiné.
O Mário Leitão acabou por oferecer aos "aviadores" publicações da sua autoria, devidamente assinadas, nomeadamente a "História do Dia do Combatente Limiano". 
E o António Matos não resistiu a oferecer-lhe o boné da Esq. 301 (F-16), recebido e usado de imediato com grande entusiasmo e apreço por este nosso camarada.



Queriam mais conversa? Bom, nesse caso é melhor irem ver as reportagens publicadas no blogue "Luís Graça & Camaradas da Guiné", que escalpeliza de alto a baixo todos os pormenores deste grande encontro. 

Para isso vão a  https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/


sexta-feira, 4 de maio de 2018

P1020: JERO - LEMBRANÇAS DE ÁFRICA

SALEQUINHEDIM... FRENTE A FARIM

JERO
Conheci o Aníbal Albino, alfacinha dos quatro costados, no Hospital Militar Principal, à Estrela, em Lisboa, onde o tratávamos por  “six/five/ò/laring”(vá-se lá saber porquê…). A partir de Outubro de 1962 estivemos alguns meses juntos e ficámos amigos.

Depois… cada qual foi à sua vida em termos militares e voltámos a encontrar-nos em meados de Novembro de 1964… num local muito longe de Lisboa!

O Aníbal Albino era então o Furriel Enfermeiro da Companhia de Artilharia 732, recém-chegada à Guiné.  Eu desempenhava idênticas funções na Companhia de Caçadores 675, ao tempo já com a experiência de 4 meses de mato na região de Binta, a cerca de 20 kms. de Farim.

Na altura do nosso encontro eu estava integrado num pelotão da minha Companhia (o 3º.Pelotão), que garantia uma “testa de ponte” frente a Farim (na margem esquerda do Rio Cacheu) para uma operação da Companhia de Cavalaria 487 e o Aníbal Albino vinha com a sua Companhia de Bissau para se instalarem em Saliquinhedim, a 5 kms. de Farim.

Encontrámo-nos na noite de 5 de Novembro – conforme registo do “Diário” da minha “Companhia 675” – e o Aníbal Albino não exagera quando mais tarde me confessou que “tremia por tudo quando era sítio”.

A sua Companhia tinha partido na manhã do dia anterior de Bissau, em coluna-auto, via Mansoa-Mansabá-Olossato, e já tinha sido violentamente atacada por duas vezes, resultando dessas emboscadas um morto e cinco feridos.  Quando chegaram junto de nós os militares da “Companhia 732” vinham de cabeça perdida e completamente desorientados.

Ainda hoje me lembro de o Aníbal Albino me contar que os militares da sua Companhia tinham recebido as suas espingardas automáticas“G-3” na véspera e já tinham “passado” por dois ataques e muitos deles nem a bala na câmara “sabiam meter”! Praticamente a reação ao fogo inimigo tinha sido feita por um Sargento do Quadro, com uma metralhadora-pesada instalada numa viatura.

Aníbal Rebelo Albino
O resto da malta tinha-se mandado ao chão à espera que a “trovoada” passasse… A confusão tinha sido tanta que até as tropas de Saliquinhedim, que eles vinham render, tinha feito fogo sobre eles, pois não tinham informação de que iam ser rendidos nesse dia !!!

Recordo-me ainda do pormenor macabro de ter sido eu, mais o meu cabo-enfermeiro Martins, que fomos acima de uma viatura buscar o morto da “732”, para o confiar às tropas da “487”, que regressavam nessa noite a Farim, pois os seus camaradas nem tinham coragem de olhar para o corpo, já então envolto numa lona.

Refiro umas linhas do “Diário da minha Companhia 675: “Quase há dois dias sem comerem eles aceitaram como “dádiva” do céu” o nosso jantar de que prescindimos para lhes oferecer. Pouco a pouco conseguimos confortá-los e dar-lhes alento.
Não podiam cruzar os braços. Tinham que reagir, lutar, vingar os seus mortos e feridos.”

Foi uma longa noite para eles mas, quando chegou o novo dia, apesar de inexperientes estavam prontos para voltar à luta. Quando abalaram de novo nas suas viaturas para render a “487”, e continuar a operação, tinham um ar resoluto e uma nova confiança.

 «Obrigado 675», gritaram-nos.

 «Para a frente 732», incitámo-los na despedida.

No que diz respeito à "minha" operação, que estava prevista para três dias, acabou por prolongar-se por mais quatro – uma surpresa tão desagradável quanto imprevista! 

Mas na minha memória – mais do que essa semana terrivelmente desconfortável – o que perdura são os camaradas da “732” e, particularmente, o  Enfermeiro Aníbal Albino. Que muitos anos mais tarde vi a reencontrar na praia de São Martinho do Porto.

E, claro está, as primeiras palavras que trocámos tiveram a ver com a terrível noite da Guiné em Saliquinhedim… frente a Farim. Duas palavras, correspondentes a dois lugares da longínqua Guiné, que nos marcaram para toda a vida.

JERO