segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

P884: É UM BARDO PORTUGUÊS...

Envia-nos o nosso camarigo Juvenal Amado esta "Ode ao Cozido", pretensamente cozinhada por um tal Chatotorix - diz ele... Bom, que lhes faça bom proveito! Mas não abusem...



sábado, 11 de fevereiro de 2017

P881: PARA OS MAIS SAUDOSISTAS

OPERADORES PORTUGUESES LANÇAM GUINÉ-BISSAU 

(ILHAS BIJAGÓS) COMO DESTINO DE FÉRIAS EM 2017

LUXO NOS BIJAGÓS
A francesa Solange Morin, proprietária do Ponta Anchaca na ilha de Rubane, assegura o transporte dos turistas ao seu hotel em avião privado
Os pacotes para a Guiné-Bissau serão lançados até à BTL, feira do turismo de Lisboa, como resultado da primeira viagem de reconhecimento do destino que envolveu a maioria dos produtores de viagens
Foi, literalmente, uma descoberta para os operadores turísticos portugueses. A primeira 'fam trip' à Guiné-Bissau de 'construtores' de programas de viagens promovida pela Euroatlantic de 6 a 11 de janeiro — onde participaram a Abreu, Solférias, Soltrópico, Sonhando, Clube Viajar, You e Across, que representam 80% da operação turística nacional — irá resultar na criação de pacotes de férias, de uma semana a 10 dias, a lançar já na próxima BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa), a feira que decorre na FIL de 15 a 19 de março e que é a principal montra do turismo português.
Para os operadores turísticos, a 'pérola' deste destino novo são os Bijagós, arquipélago com 88 ilhas ao largo da Guiné-Bissau e que é um santuário natural (tem os únicos hipopótamos marinhos do planeta, entre uma grande diversidade de vida animal, como tartarugas ou chimpanzés).
"O nosso objetivo é fazer um turismo de qualidade e controlado tendo em conta o ecossistema que existe em Bijagós, cujo potencial é muito aprazível para o turismo que o mundo hoje procura", salientou Fernando Vaz, ministro do turismo da Guiné-Bissau ao receber os operadores turísticos, a quem fez o apelo de criar um produto de férias "para que os portugueses também venham à Guiné onde vão sentir-se em casa, e não só ao Algarve".
O ministro guineense frisou ainda que "o nosso turismo ainda é incipiente, recebemos 30 mil turistas por ano, e queremos aprender com Portugal. Se Cabo Verde conseguiu tornar-se um destino reconhecido nós também vamos conseguir".

                                                        
          

                                                                  MAR DE ILHAS
O arquipélago de Bijagós, ao largo da Guiné, integra 88 ilhas em estado natural, o que é considerado um paraíso para eco-turismo
Para a Abreu Viagens, a Guiné tem todas as condições para "funcionar como um destino novo" de lazer, quando até à data era "desconhecido" dos turistas portugueses, conforme destaca Leonor Ramos, gestora do produto África do operador turístico, que participou nesta viagem de reconhecimento à Guiné-Bissau.
Tirando partido dos atuais quatro voos diretos por semana que ligam Portugal à Guiné (dois da TAP e dois da Euroatlantic), a perspetiva da Abreu é lançar a curto prazo programas de viagens de 5 a 7 dias, "focados no arquipélago de Bijagós mas sem deixar Bissau de fora, pois os portugueses têm uma ligação grande à cidade", adianta Leonor Ramos. Na sua perspetiva, o perfil do cliente-alvo para o destino Guiné é sobretudo o "passageiro que já bateu outros destinos ao nível de África, como São Tomé". Mas a gestora de programas da Abreu frisa que neste destino "está tudo ainda muito verde e tem de haver promoção do país, o que não passa só pelos operadores turísticos, é essencial que o Governo guineense assuma aqui o seu papel".
NA ROTA DO HIPOPÓTAMO
Os Bijagós têm a única colónia de hipopótamos marinhos no mundo, havendo programas especiais para os avistar
O mesmo objetivo é partilhado pela Solférias. "Faz todo o sentido incluir a Guiné-Bissau na nossa programação pois África é uma das principais apostas da Solférias", salienta Cláudia Martins, gestora de produto deste operador turístico. "Estamos a trabalhar já na programação de verão, válida de maio a final de outubro, e nesta altura do campeonato o que vamos fazer é lançar de imediato uma brochura com um combinado entre Bissau e Bijagós para pôr à venda já em fevereiro, e seguramente antes da BTL."
Do que viu na viagem de reconhecimento à Guiné-Bissau, a operadora da Solférias adianta que o objetivo é "lançar programas de uma semana, incluindo cinco noites em Bijagós e uma em Bissau" e também "conseguir pacotes a preços abaixo dos 2 mil euros", dependendo das tarifas a negociar com as companhias aéreas."Vai ser um complemento muito interessante para a nossa programação", prevê Cláudia Martins, sustentando que a Guiné pode funcionar como destino "que complementa a nossa oferta 'charter' para Cabo Verde, embora dirigindo-se a um mercado diferente, que não é do 'tudo incluído', mas sobretudo clientes que procuram outro tipo de experiências. Cada vez há mais pessoas a necessitar do contacto com a natureza, do desligar dos telemóveis, e destinos como este são cada vez mais procurados".
ECOSSISTEMA
O Turismo da Guiné-Bissau diz-se empenhado em "desenvolver um destino controlado e não massificado nos Bijagós"
Segundo a gestora da Solférias, "acreditamos que não será um destino de grande volume, mas nesta fase não queremos deixar de ajudar a Guiné-Bissau com tudo o que estiver ao nosso alcance". Salienta que "estão reunidas as condições" para se lançar este destino novo em Portugal, mas sublinha que há ainda "um longo caminho para a Guiné fazer, com todas as notícias negativas que têm saído sobre o país".
"UM PARAÍSO DESCONHECIDO PARA A MAIORIA DOS PORTUGUESES"
Lara Reis, gestora de produto da Soltrópico, também considera que o destino "tem muito potencial e o produto pode ter muita saída em Portugal, mas é preciso mudar a visão que os portugueses têm da Guiné-Bissau". Sustenta que este "pode vir a ser um produto Soltrópico", mas ressalva que terá de ser ainda sujeito à análise do operador turístico relativamente à programação para 2017. Na sua opinião, "de início, e para não correr muito risco, podíamos começar com um pacote mais pequeno, de cinco noites, com Bissau e Bijagós, um paraíso ainda desconhecido para a maioria dos portugueses e que poderá ser um próximo destino a estar em voga".
Segundo a criadora de pacotes de férias da Soltrópico, "mais tarde poderíamos fazer uma identificação de pontos interessantes no país com vista a programas associados a turismo de saudade e às memórias coloniais, pois há uma grande comunidade de portugueses que estiveram na Guiné-Bissau e podem ter interesse em voltar ao país e matar saudades". Frisando que "o que procuramos na Guiné não é um turismo de massas", Lara Reis refere que no início desta operação "os preços terão de ser bastante interessantes, em comparação com outros destinos como São Tomé ou Senegal".
No caso do operador turístico You, a previsão também passa por lançar programas a curto prazo. "Nós já tínhamos pensado fazer alguma coisa na Guiné-Bissau", salienta Elisabete Augusto, diretora de operações da You, para quem a recente visita de reconhecimento ao destino tornou "o produto mais fácil de trabalhar".
TURISMO DE SAUDADE 
As memórias coloniais são visíveis na antiga messe dos oficiais em Bissau, que deu lugar ao Hotel Azalai
Para lançar o destino Guiné, o objetivo da You passa por "publicar circuitos de uma semana a 10 dias, com quatro a cinco noites para ir à praia, e vamos de certeza incluir Bijagós", refere Elisabete Augusto, adiantando que os programas terão um alcance mais vasto. "A nossa ideia é também montar um 'tour' pelo interior da Guiné, passando por cidades como Bafatá ou Gabu, além de Bissau, a pensar nos antigos militares que querem visitar os lugares onde estiveram durante a guerra colonial". Como frisa a diretora de operações da You, "vamos trabalhar para que as pessoas em Portugal possam vir conhecer a Guiné".
Tendo já algum tráfego para a Guiné, organizando viagens associadas a ações humanitárias, também o Clube Viajar, cujo operador é o Viajar Tours, tem a perspetiva de começar a lançar pacotes com Bissau e Bijagós. “O arquipélago dos Bijagós é um paraíso natural e apenas a quatro horas de distância de Portugal”, faz notar Manuela Varanda, agente de viagens do Clube Viajar, frisando que, face ao potencial da Guiné ao nível de programas de lazer, o destino merece começar a ser explorado. “E esta viagem de reconhecimento demonstrou tratar-se de um destino tranquilo, genuíno e com um povo muito gentil, além de ter boa comida.”
LANÇAR UM MANUAL DE VENDA PARA OS AGENTES DE VIAGENS
Para o operador Sonhando, a 'fam trip' à Guiné-Bissau foi “um sucesso”, e também "um verdadeiro derrubar de preconceitos, pois apesar da instabilidade política do país encontrámos um ambiente pacífico e seguro", salienta Mariana Correia, gestora de reservas da Sonhando.
Destaca ainda as "paisagens deslumbrantes como o arquipélago dos Bijagós, hotelaria diversificada e de qualidade, receptivos locais com produtos bem trabalhados e prontos a receber o turista português".
ENERGIA AFRICANA
Os operadores também querem destacar a vertente cultural nos programas de viagens à Guiné
Segundo Mariana Correia, "a Sonhando tudo fará para divulgar e colocar a Guiné-Bissau como um dos destinos de eleição dos portugueses", através da criação de pacotes de 5 a 7 noites, que serão lançados ainda antes da BTL. "Vamos apostar em programas de lazer, e também de turismo de saudade associados ao regresso de ex-combatentes, além caça/pesca ou negócios", adianta.
A operadora da Sonhando adianta que "a nossa intenção é fazer um manual de vendas para os agentes de viagens em Portugal, pois sabemos que apesar de uma língua que nos une, existe um profundo desconhecimento da Guiné Bissau enquanto destino turístico com enorme potencial".
Apesar de ser mais especializada em safaris, e tendo o foco em África, também a Across prevê começar a incluir a Guiné na sua programação já em 2017.
"Esta viagem deu-nos a mostrar a verdadeira imagem da Guiné", sustenta Reno Maurício, diretor-geral da Across, frisando que o seu interesse está em "destinos com uma relação forte com Portugal, locais que não tenham só animais mas também história, algo com que o cliente português se possa relacionar".
Segundo o diretor-geral da Across, "vamos já lançar três programas para a Guiné-Bissau, com vertente cultural, de vida selvagem e de praias", e a curto prazo sairão as respetivas brochuras para venda nas agências de viagens. "Vamos aproveitar os voos da Euroatlantic para vender uma série de experiências", que irão resultar em combinados de Bissau com Bijagós e com locais para safaris, além de "programas à medida na área de turismo de saudade, em que queremos levar pequenos grupos de umas 18 pessoas, pois este é um mercado forte na Guiné".
A nível de preços, Reno Maurício avisa que "não vamos ser os mais baratos do mercado, pois a nossa guerra não é a dos preços". Na Across o preço dos programas para este destino vai depender de uma série de opções disponíveis. "Na Guiné estamos a falar de um produto que pode ir de pouco mais de mil euros até três mil euros", avança.
VIDA SELVAGEM
Assistir à desova das tartarugas na ilha de Poilão é uma das experiências que os turistas podem ter nos Bijagós
"Eu acho que vai haver uma grande dose de boa vontade dos operadores que aqui vieram no sentido de promover a Guiné-Bissau", sustenta o diretor-geral da Across.
A "NECESSIDADE DE RESPIRAR NATUREZA"
Para alojar os turistas nos Bijagós, a mira dos operadores está sobretudo no Ponta Anchaca, hotel da francesa Solange Morin na ilha de Rubane onde os quartos são 'tabankas' de madeira à beira do mar e entre palmeiras, exalando um ambiente de luxo natural.
"Quando aqui cheguei isto era selva virgem, não havia nada, nada, tive de fazer tudo do zero", diz Solange Morin, assumindo o seu "grão de loucura" ao ter vendido os seus hotéis no Senegal para criar uma unidade nos Bijagós. "Tinha necessidade de respirar natureza, não há outra sensação de paz e liberdade como há aqui", confessa.
É a mesma sensação que Solange Morin quer transmitir aos clientes do hotel. "Quando as pessoas querem ver as tartarugas ou os hipopótamos, nós podemos fazer isso", garante. O Ponta Anchaca conta com várias lanchas para passeios e também um avião privado em permanência para assegurar o transporte dos hóspedes de Bissau. "É um destino que ainda não é conhecido. As pessoas perguntam: onde ficam os Bijagós?", refere Solange Morin, que tem recebido sobretudo hóspedes franceses, belgas, ingleses ou italianos, "e espero que cada vez mais portugueses".
Além do Ponta Anchaca, são sobretudo os hotéis virados para a pesca, e também de proprietários franceses, que predominam nos Bijagós.

 ACAMPAR NA PRAIA 


O Dakosta Island Beach Camp do guineense Adelino da Costa põe a tónica na cultura bijagó
O destaque também vai para o Dakosta Island Beach Camp, do guineense Adelino da Costa, junto à praia de Bruce em Bubaque, onde parece que o tempo parou.
Além dos quartos em vivendas, o Dakosta Island tem também um espaço de tendas marcado por instalações artísticas associadas à cultura bijagó.
"Estamos num espaço protegido pela UNESCO, isto é um museu ao ar livre, é a pura natureza que está a faltar no mundo", faz notar Adelino da Costa, que trocou a vida nos Estados Unidos (onde é um lutador medalhado e tem uma rede de ginásios em Nova Iorque, com a marca 'Pump') para estar mais próximo do investimento turístico que quer reforçar na sua terra.
"A língua portuguesa está-se a perder aqui", considera Adelino da Costa, lembrando que o investimento turístico nos Bijagós está a ser feito sobretudo por franceses, e "há zero de portugueses". Como guineense, propõe-se aqui diferenciar pelo toque da cultura. "O atraso da Guiné pode tornar-se na sua principal vantagem, pois os Bijagós ainda estão em estado natural, nada foi estragado", salienta. "É um local para desligar o telemóvel e desligar de tudo. E isto para os turistas é o mesmo que lhes dar ouro."
......................................................................................................................................

Nota:  O texto que reproduzimos foi publicado recentemente no Blogue dos Especialistas da BA12. O seu conteúdo poderá interessar a muitos dos combatentes que passaram pela Guiné e que gostariam de poder voltar a lembrar tempos e gentes do antigamente. Por isso achámos útil editar este texto, com a devida vénia aos Especialistas da BA12.
Acrescentamos ainda que a BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) a que o texto faz referência é o maior evento de turismo realizado em Portugal e a sua 29ª edição vai ter lugar na FIL, Parque das Nações, de 15 a 19 de Março de 2017.
Os Editores

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

P877: UM BOLO DE ANIVERSÁRIO PARA VETERANOS...

Alertado para a falta do bolo comemorativo do nosso 7º aniversário e sempre vigilante lá no meio do gelo, o nosso camarigo exigrado (*)  José Belo enviou-nos um mail urgente em que nos transmite a sua preocupação:


"Como 'alguém' aparentemente se esqueceu do... detalhe... do bolo do aniversário da Tabanca do Centro, aqui ficam algumas sugestões para o futuro...
José Belo"





Agradecemos ao José Belo as sugestões enviadas, que prometemos ter em consideração numa próxima oportunidade!
Os editores

(*) Não sabem o que é "exigrado"?! Abram a Centropédia na coluna da direita e vejam em "Lapão" (mas também dá para outros sítios...).

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

P876: SOBRE O NOSSO 7º ANIVERSÁRIO

Enviou-nos o Manuel Frazão Vieira este texto em que faz uma apreciação do nosso último encontro, comemorativo do nosso sétimo aniversário.
Numa coisa ele tem razão, faltou algo para animar a ocasião… e nós sabemos o que foi - o tradicional bolo de aniversário…

Talvez tenhamos alguma desculpa com esta falha. Estamos a lembrar-nos que numa anterior comemoração o pasteleiro contratado decidiu alterar as instruções que lhe tinham sido dadas e resolveu escrever “Banca do Centro” no topo do bolo. 

Um psicólogo poderá dizer que estas recordações traumáticas deixam sequelas, principalmente numa ocasião em que a Banca está tão fragilizada… Talvez tenha sido por isso que nem avançámos com a preparação do bolo de aniversário… Mas tentaremos ultrapassar o trauma no próximo aniversário!

Os editores             


   Bons amigos e estimados camarigos

Manuel Frazão Vieira
É verdade. No passado dia 25 de Janeiro de 2017, comemorou-se o 7.º aniversário da criação da Tabanca do Centro, com a realização do 58.º encontro-convívio dos camarigos ex-combatentes da Guiné. 

Para este encontro estavam anunciadas 71 inscrições. Não sei se vieram todos os inscritos, mas os que vieram sabiam ao que vinham, pois a sua presença, convívio e animação, como sempre, foi prova disso mesmo, com a particularidade de, desta vez, se celebrar o aniversário da criação da Tabanca do Centro. Foi um evento digno de registo, de louvor e de reconhecimento pela sua continuidade.

Pareceu-me, no entanto, é uma opinião muito pessoal, vale o que vale, faltar qualquer coisa mais para uma festividade destas em dia de aniversário - 7 aninhos. Não sei responder, nem tenho qualquer ideia para o efeito. Deixo a observação, a título de desafio, pensando já no próximo aniversário. 

O importante para mim é que os encontros que se seguem se prolonguem no tempo e tragam muitos camarigos ao convívio, sinal de vida. É que, dentro de cada um de nós há uma relíquia de memórias e afectos que são o suporte de um tesouro individual de todos e cada um, uma vida de trabalho, sonhos e anseios nem sempre conseguidos. Todos nós fomos e estamos vincados, ainda, pela marca de duros episódios de guerra.  

Os encontros de Monte Real trazem-nos, por alguns dias, a suspensão do nosso isolamento e a quebra de um quotidiano, por vezes rotineiro, onde muitas vezes não há dias nem calendário.  

A sociedade, refiro-me aos mais novos que nós, agora, porque um dia ocuparão o nosso espaço e serão como nós, tomou a liberdade de, pomposamente, nos rotular a geração dos "SEXALESCENTES". É uma palavra certa para o momento certo. Este neologismo surge pleno de propriedade, pois veio substituir a palavra "sexagenário" que, sinceramente, me arrepiava  ou arrepia pela sua frieza, poder limitativo e acção terminal. Mas não tenhamos ilusões, o tempo que vivemos é duro e impõe o seu ditame. A nossa geração grisalha, a minha geração ... custa escrever isto, vai envelhecendo. Daí que, seja preciso saber envelhecer saboreando a ternura e a beleza da sua essência.


Os encontros da Tabanca do Centro, são, efectivamente, uma ocasião para momentos de acolhimento partilhado, mesmo por pouco tempo que seja. Um rotineiro cumprimento de mão ou um sorriso, mesmo que tímido, são reconfortantes e levam-nos a mudar de semblante. É isto que nos impulsa aos encontros mensais, no acesso ao fortalecimento e estabilidade de uma amizade adquirida no tempo e que se pretende sedimentar. 

São 7 anos de vida e de história da Tabanca do Centro. É curioso que o número 7 é para alguns cientistas um número importante, sagrado, poderoso e perfeito. Oxalá, que os nossos encontros-convívio que temos pela frente sejam longínquos e, nesse sentido, se repitam "70X7". Optimista? Sim, até porque o número 7, de raiz hebraica, significa, exactamente, "garantir". Estaremos "garantidos" no tempo?...

Abraços
Manuel Frazão Vieira


domingo, 29 de janeiro de 2017

P875: REVISTA "KARAS" DE JANEIRO


Como habitualmente, a partir do meio-dia começou a juntar-se pessoal no Café Central, na vontade de pôr a conversa em dia e rever caras que já não via há muito tempo. Afinal, o nosso último encontro já tinha sido o ano passado, em 2 de Dezembro...


O dia de sol deu ensejo a uns tantos de se refastelarem na esplanada exterior do Café Central...


...enquanto outros preferiram abrigar-se na esplanada interior, a salvo de alguma mudança de tempo repentina ou de algum vento mais forte.


Quatro participantes inscritos pelo Mário Marques, do núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes. Três deles em estreia absoluta - José Vieira, Mário Marques e Paulo Laranjo. O Amadeu J. Ferreira já era nosso conhecido destes convívios.


O Joaquim Mexia Alves e o Miguel Pessoa lá iam recebendo os participantes, uns mais habituais - como o António Maria Silva - outros que andavam fugidos há bastante tempo, embora com muitas promessas de regresso - caso do Jorge Narciso...
E no meio dos seus afazeres com os registos e fotos dos estreantes, o editor da "Karas" ainda arranjou tempo para confraternizar com o estreante João Roda, um velho camarada dos tempos da Guiné - e não só, pois ambos se cruzaram mais que uma vez na sua vida profissional na Força Aérea.


O João Lopes é mais um elemento da Força Aérea presente nos nossos convívios. Estreou-se pelas mãos do José Pimentel de Carvalho, que o inscreveu à última hora... Aqui, os dois à conversa com o José Quintas e o Vitor Junqueira.
Na imagem da direita vemos, de costas, outro estreante - o Júlio Martins Baltazar - em conversa animada com o Manuel Ferreira da Silva, Carlos Oliveira e Manuel da Ponte. 


Rebuscando no seu baú de memórias, o nosso camarigo JERO descobriu um papel misterioso, velho de há quase 50 anos, cujo conteúdo ele gostaria de decifrar. Na verdade, nem sabemos se estaremos a apresentar o papel de pernas para o ar...


Estava na hora de nos dirigirmos para o local da refeição, a dois passos do Café Central. E o pessoal rapidamente se dispôs ao longo das duas mesas corridas preparadas para o efeito.
Vemos em primeiro plano o trio representante de Aveiro - Carlos Augusto Pinheiro, José Luís Malaquias e Manuel Reis (Faltou o 4º elemento, o Carlos Prata). Mais afastados ainda se conseguem reconhecer o José Luís Rodrigues, Carlos Manata e Vitor Caseiro.


Três casalinhos neste canto da mesa: Agostinho Gaspar (totalista dos nossos convívios!) e Isabel, Manuel da Ponte e Maria Emília e António Frade e Maria Helena.
O Manuel Kambuta Lopes apresentou-se em baixo de forma, com uma indisposição que lhe tirou grande parte do ânimo. Mesmo assim, ainda com forças para um carinho para com a "namorada" Hortense.


O José Luís Rodrigues como de costume foi dos primeiros a inscrever-se para este convívio; o Carlos Manata  é menos apressado, mas chegou bem a tempo de participar neste nosso aniversário.
O Luís Marcelino e o Manuel Frazão Vieira ficaram lado a lado. Este último juntou-se-nos há pouco tempo mas nitidamente gostou do ambiente... e não tem faltado. E contamos com ele para colaborar com textos para publicação no blogue; o primeiro já saiu e o segundo está a caminho...


O Vitor Junqueira, depois de um afastamento do nosso convívio tem sido mais certinho e tem aparecido com alguma assiduidade. O José Quintas e o Pimentel de Carvalho também são caras já conhecidas, sendo que este último já pode lavar a loiça e cozinhar a preceito lá em casa, pois acaba de receber o avental da Tabanca do Centro que tinha encomendado... 
O veterano Domingos Santos partilha a mesa com o Mário Marques, que à sua conta inscreveu quatro camaradas - três deles são estreia absoluta. 


O grupo de Torres Novas surgiu bastante composto, o que dificulta a foto de grupo. Optámos por fazer a "dobradinha" para apanhar todos - Carlos Pinheiro, Manuel Ramos, Alexandre Fanha, João Rodrigues, Lúcio Vieira e Manuel Rodrigues.


Tivemos o prazer de voltar a ter a presença do Rui Pedro Silva, que apresentava até agora grande dificuldade em conjugar a sua actividade profissional com a disponibilidade para a última 6ª feira do mês; a mudança para 4ª feira veio facilitar-lhe a vida...
Na mesa vemos ainda um ramalhete composto pelo Carlos Oliveira, Carlos Santos e Raul Santos.
E a Giselda divide as atenções entre a Hortense e a Dulce, o "braço direito" da D. Preciosa.


O Baltazar Rosado Lourenço vai dando apoio logístico ao Rui Marques Gouveia, que como tem sucedido nos últimos convívios, teve a companhia do cunhado José Jesus Ricardo.
E, libertos desta vez de quaisquer compromissos com a guarda dos netinhos, o António Fernando Marques e a Gina, representantes da Linha, puderam desfrutar por mais tempo da companhia dos camarigos da Tabanca do Centro


Também da Linha (mas agora da de Sintra...) tinhamos este simpático casal - Luís R. Moreira e Irene - a viver momentos felizes... de tal modo que o Luís resolveu encomendar um avental da Tabanca do Centro para ajudar nas lidas da casa. Entregue a encomenda, o material foi logo ali experimentado, sob o olhar atento do António Maria Silva, que de imediato resolveu encomendar um igual...


Estava na hora das habituais palavras dirigidas pelo Régulo da Tabanca Joaquim Mexia Alves; e pelo ar sorridente dos ouvintes a coisa até correu bem... E naturalmente a atenção foi dirigida para o nosso aniversário - o sétimo - e para o êxito desta nossa iniciativa, que tem trazido um número crescente de participantes e também caras novas em todos os convívios.


Encerrou-se o nosso convívio da melhor maneira, com uma homenagem mais do que merecida a um colaborador incansável e dedicado - o Paulo Moreno - sob a forma de um louvor que o Amado Chefe fez questão de lhe entregar, reflectindo o apreço da Tabanca do Centro pelo apoio que o Paulo tem prestado a todas as nossas iniciativas.



Claro que não podíamos ir embora sem pagar a conta... e disso se encarregaram os tesoureiros de serviço - Vitor Caseiro e Carlos Santos - com a competência do costume e a colaboração esforçada dos pagantes.
E agora é só um bocadinho até ao próximo encontro, o 59º. É já em 22 de Fevereiro, como aqui anuncia o Kambuta, fazendo das tripas coração. EhEh! Não rima mas é verdade...