domingo, 23 de julho de 2017

P933: REVISTA "KARAS" DE JULHO


Como habitualmente cedo começaram a chegar ao Café Central os primeiros participantes. O Miguel Pessoa vai registando as presenças enquanto acompanha a conversa dos companheiros de mesa - o Cláudio Moreira, responsável pelas inscrições do Aníbal Tavares e do Fernando Garcia Lopes, e o Juvenal Amado, vindo à boleia do Cláudio.


Noutra mesa podíamos ver o Diamantino Ferreira e Emília ladeados pelo Fernando de Freitas Pinto, que trouxe a reboque o estreante José Augusto Vieira, por ele inscrito. Ao fundo ainda podemos ver o habitual Luís Lopes Jorge. 


Outra estreia nos nossos convívios, o Benjamim Mira Dinis, que o Manuel Frazão Vieira se encarregou de inscrever. Aqui, os dois conversam com a Giselda Pessoa.


Por falar em estreantes, mais um, o Carlos Pratas (não confundir com o Carlos Prata, de Aveiro...) trazido pelo Domingos Santos, aqui a seu lado. E, de mais longe, os já habituais  Manuel Augusto Reis (Aveiro) e Artur Soares (Figueira da Foz). 


Um grupo de que já conhecemos bem as caras - o Carlos Morte, Artur Soares, Manuel "Kambuta" Lopes, Manuel Nunes Mendes, Agostinho Gaspar, António Sousa e António Frade.


O Agostinho Gaspar (único totalista dos nossos convívios!) é sempre alvo de manifestações de carinho por parte dos camarigos. Vemo-lo aqui, rodeado pelo Cláudio Moreira, Almiro Gonçalves e Miguel Diniz.


Mas estava na hora do almoço. E, na ausência do Joaquim Mexia Alves, retido por outro compromisso, o Miguel Pessoa organiza as hostes para a foto da praxe, seguida da ida para o petisco.


Foto que, diga-se de passagem, é sempre difícil de conseguir, que o pessoal é muito irrequieto, como se pode ver por esta imagem... 
Aqui ainda conseguimos ver o Raul Castro que, por compromissos da agenda, se limitou a confraternizar connosco no Café Central, posar para a foto, pagar o almoço... e partir para outra... Pode ser que para a próxima consiga mais algum tempo para estar connosco!


Dois dos elementos do grupo de Aveiro (desta vez desfalcado do José Luís Malaquias), o Carlos Prata e Manuel Reis, ao lado do nosso competentíssimo tesoureiro, o Vitor Caseiro, que desta vez foi acolitado nas funções pelo Carlos Oliveira. Aqui, já devem estar a preparar a estratégia...


Este é o outro lado da mesa, onde vemos o Carlos Augusto Pinheiro (que não descola dos outros dois aveirenses...), aqui na companhia do habitual José Luís Rodrigues. O Silvino Correia d'Oliveira, ex-piloto de T-6 e DO-27 na BA12, lembra aqui histórias antigas com a sua contemporânea na Guiné, a Giselda Pessoa. O Silvino repetiu a presença iniciada no encontro anterior... e prometeu continuar.


O Manuel Frazão Vieira posa junto do seu "afilhado" e estreante Benjamim Mira Diniz. Infelizmente o Manuel não tem tido possibilidade de confraternizar com o "seu" Capitão Vasco da Gama, dada a ausência sistemática deste nos nossos últimos convívios. Para quando o regresso, Vasco?
Ao fundo podemos ver ainda o Manuel Clemente e esposa Elvira, inscritos como habitualmente pelo Manuel Jacinto.


O Mário Ley Garcia não costuma faltar. Aqui ao lado do Miguel Diniz, vendo-se ao fundo o novato Carlos Pratas e o Domingos Santos.


Dois casais habitualmente presentes nestes nossos encontros - o António Frade e esposa Helena, e o Almiro Gonçalves e esposa Amélia.


Devido a algumas limitações a nível da saúde o José da Silva não tem podido dar-nos garantias da sua presença. Mas felizmente tem conseguido estar presente nos últimos convívios. Vemo-lo aqui na companhia do António Sousa, Fernando Garcia Lopes e Juvenal Amado.


O Joaquim Caneira foi inscrito como habitualmente pelo Abílio Vieira Marques. Os dois partilham a mesa com o Luís Lopes Jorge, o Aníbal Tavares e o Cláudio Moreira.


Uma geral do Grupo da Linha (ou mais propriamente das Linhas - Sintra e Cascais): Jorge Pinto, Luís R. Moreira, José Miguel Louro, António Maria Silva, António Fernando Marques, Gina Marques e Irene Moreira.


Para além da geração de combatentes duas outras gerações estavam presentes, aqui representadas pelo Gonçalo Lopes, filho do "Kambuta", e pelos dois netinhos do Manuel Nunes Mendes. A Hortense Mateus, esposa do "Kambuta", essa é já presença obrigatória (nem ela deixava o Manuel ir sozinho...). 


O Manuel "Kambuta" Lopes tem sempre que dar espectáculo... aqui observado pelo Manuel Clemente, Manuel Frazão Vieira, Manuel Jacinto e Luís Branquinho Crespo.


Como sempre a comida mereceu a aprovação geral... e originou o reforço das travessas, para satisfazer o apetite dos presentes.


O Manuel Reis aparece aqui à conversa com o Manuel Jacinto. Este trazia consigo um casal amigo, o José Saco e esposa, que também vemos na foto (não tem que ver com outro José Saco já presente anteriormente nos nossos convívios).
E no final do encontro o Luís Branquinho Crespo teve oportunidade de pôr à disposição dos presentes o seu último livro, "Guiné, um rio de memórias", o qual foi adquirido por vários interessados.
E, como diria o Kambuta, vamos esperar por Setembro para voltarmos a encontrar-nos. Até lá, tenham um óptimo período de férias!



quarta-feira, 12 de julho de 2017

P930: AH, CÃEZINHOS LINDOS!

QUASE UM LUSITANO… A MENOS!


Um texto recentíssimo que nos foi enviado pelo nosso camarigo e exigrado José Belo, que relata as vicissitudes a que está sujeito quem escolhe viver para lá do sol posto, onde encontros inopinados com a fauna local são o pão nosso de cada dia. Para os que estão menos familiarizados com as histórias do Zé Belo, gostaríamos de acrescentar alguma informação. Este nosso camarada mudou-se com armas e bagagens para a Suécia há mais de quarenta anos. Bom, com armas não, só foram as bagagens…
Mas, dizíamos, na Suécia tem passado longos períodos na Lapónia Sueca, em Kiruna, próximo das fronteiras da Suécia com a Noruega e com a Finlândia, local remoto, isolado  e frio, em comunhão com a natureza e com a fauna que ela resolveu lá pôr…
Como aspectos positivos temos o facto de não ter maus vizinhos; como aspectos negativos, a circunstância de não ter mesmo vizinhos nenhuns num raio de 200 quilómetros… para além de uma série de animais com mau feitio que convém manter à distância… como é o caso da história abaixo publicada.
Os editores

José Belo
Escrevi várias vezes sobre os meus cães mas, se estou a escrever agora, a eles o devo!

A menos de quatrocentos metros da minha casa um rio caudaloso é local ideal para, cedo pela manhã, pescar salmão.

Acompanhado por 3 dos meus cães lá estava a pescar calmamente quando surge da floresta uma ursa acompanhada de duas crias, certamente também com ideia de apanhar alguns salmões.

Carregando com todo o equipamento de pesca, e com a urgência de sair de casa o mais cedo possível, faltava-me SÓ a carabina.

Com muitas décadas de experiência local deveria saber que há coisas que por aqui se não devem... esquecer!

Se o animal estivesse só, normalmente afastava-se. Com as crias costumam atacar de imediato.

Com o rio pelas costas, o urso pela frente a menos de cinquenta metros, estava o lusitano com uma cana de pesca na mão!

A  tão típica pega de caras iria certamente surgir (só que... seria "levado a ombros" pela ursa!) 

Os cães, em jogada de tal modo inteligente(!) que ainda me custa a acreditar ter sido instintiva, atacam de imediato uma das crias, que se pôs em fuga com enorme gritaria sempre seguida pelos cães. A ursa esqueceu-me completamente de mim e partiu em grande velocidade em defesa da cria.

Algum recorde olímpico terei batido na corrida de 400 metros para casa para buscar a carabina!...

De regresso ao local encontro os cães a meio caminho, quando calmamente se dirigiam para casa.

Tenho bastante carne de alce guardada nas arcas frigoríficas e garanto que os 3 cães vão ter um banquete de rebentar as "costuras"...

E, mais uma vez me pergunto: “Instinto"?
Ou uma decisão estratégica?
Para mais, efectuada com rapidez, em total silêncio e em conjunto.

Estaria mais sossegado num fim de tarde de Verão lisboeta sentado numa esplanada do Rossio, atacando um gin tónico...

Um abraço do
José Belo


terça-feira, 4 de julho de 2017

P928: UM DESABAFO...

POBRE PORTUGAL


          Arde Portugal,
          não só em chamas,
          que matam gente,
          mas também em fogo lento,
          que mata inclemente
          o orgulho nacional.



                    Roubam-nos armas,
                    tiram-nos a dignidade,
                    enchem-nos de vergonha,
                    ocultam-nos a verdade.



          O circo não pára,
          porque os palhaços,
          e os equilibristas são muitos
          e todos têm que ganhar,
          na arte de enganar,
          os obrigados espectadores,
          que assistem envergonhados,
          à melhor arte de roubar,
          a que manhosos enganadores
          quiseram chamar de politica.




          Pobre Portugal,
          triste gáudio da Europa,
          se já não tínhamos governantes,
          agora …
          já nem temos tropa!



                     Monte Real, 4 de Julho de 2017
                               Joaquim Mexia Alves 
 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

P926: PATRULHAMENTOS DE LUXO...

PÁGINAS AMARELECIDAS DE UM IMPÉRIO

Inícios de 1968.

O Alferes Rani, seu nome de guerra desde os bons tempos do Liceu Francês de Lisboa e das noitadas do Pub John Bull de Cascais, comandava um Pelotão de Atiradores de Infantaria de uma Companhia no norte da Guiné.

Aparentemente, nada de especial com o facto, não fora o Rani… um Senhor!
Futuro herdeiro de importante empresa da época ligada à camionagem e turismo, o Rani gostava de marcar sempre "presença".

Em visita à Tabanca junto ao quartel, apercebeu-se da existência de uma vivenda em ruínas, anteriormente habitada por família de comerciantes brancos.

Na casa de banho da mesma encontrou vetusta sanita branca em perfeito estado de conservação.

Ordenou que a mesma fosse lavada cuidadosamente e levada para a Tabanca. E que aguardassem novas instruções quanto à mesma.

Procurou de imediato, e contratou jovem e robusto Balanta (dizia-se pagar mais ao Balanta do que recebia de soldo o comandante da milícia local) como responsável por tudo o ligado à sanita.

O Balanta e a sanita deviam esperá-lo à saída da Tabanca quando o Pelotão comandado pelo Rani partia para regulares patrulhamentos na zona operacional da Companhia.

O Pelotão passava e o jovem lá se integrava entre os últimos homens da coluna carregando ao ombro a sanita pendurada numa estaca.

Ao sentir-se "necessitado”, a sanita era colocada no solo, de preferência em local sombrio, e o Rani... defecava!

Não humildemente de cócoras como todos os outros mas... senhorialmente SENTADO!

Depois de cuidadosamente limpa a sanita lá voltava ao ombro do carregador e o patrulhamento continuava.

Apesar de a sanita ser "introduzida" no pelotão a conveniente distância do quartel é óbvio que o facto depressa se espalhou entre todos os militares, provocando mais ou menos gargalhadas.

O nome da família, o poder económico e os contactos íntimos da mesma com o poder político da época, levavam a que... nem o comandante de companhia nem o comandante do batalhão... mostrassem interesse em aprofundar as senhoriais garotadas do Rani.

Com a chegada de Spínola à Guiné o comandante de batalhão foi um dos que acabou por ser afastado e, discretamente no meio de todas as "convulsões" do momento, o Rani lá foi colocado em conveniente repartição em Bissau.


Mais ou menos no mesmo período desta aventura do Rani, três outros "meninos muito ricos e históricos" das noitadas dos Estoris e Cascais acabaram por passar pelo mato da Guiné, depois de com as suas pequenas-grandes travessuras terem caído em desgraça familiar a necessitar castigo.

Sem querer "entrar por aí"... Já estamos em 2017...

Para uns "castigo", para outros... DEVER!

Um abraço do José Belo
Lappland/Suécia/2017



terça-feira, 13 de junho de 2017

P922: REVISTA "KARAS" DE JUNHO


Terminadas as obras de remodelação o Café Central voltou a ser palco da concentração do pessoal antes da refeição. Este grupo resolveu confraternizar logo à entrada do café, aproveitando o bom tempo que se fazia sentir. À direita, o grupo de Torres Novas apresentava-se algo desfalcado, apenas com 4 participantes: Carlos Pinheiro, João Rodrigues, Manuel Rodrigues e Francisco Ribeiro. Conversam aqui com o Abílio Vieira Marques, Joaquim Caneira, Raul Santos e Carlos Santos, que parece reger a orquestra...


Outros recolheram-se à sombra da esplanada, como é o caso deste grupo, com o José da Silva, Manuel Nunes Mendes, Luís Lopes Jorge e António Sousa dando as boas vindas ao regressado José Prates, há longo tempo afastado dos nossos convívios.


Um grupo inscrito pelo António Nobre, que vemos à direita, junto do Virgolino Ferreira, Elias Vieira Ferreira e Acácio Vieira.


O grupo de Aveiro vinha desta vez reduzido a trio (aliás, a sua formação original...): Carlos Prata, José Luís Malaquias e Manuel Augusto Reis. E o Silvino Correia d'Oliveira, ex-piloto na BA12 (T-6 e DO-27), cumpriu o prometido no Encontro Nacional da Tabanca Grande e juntou-se a nós, prometendo continuidade na sua presença. Aqui junto do Miguel Pessoa, seu contemporâneo em Bissalanca.


O Luís Branquinho Crespo inscreveu como acompanhante um amigo, José Fernandes Baptista. Aqui, os dois conversam com o Agostinho Gaspar, o nosso totalista dos convívios (já vai em 61!).
E as Senhoras não podiam faltar. Este grupo, aliás, já é presença assídua nos nossos encontro: Manuela Dias, Hortense Mateus, Maria Helena Frade, Emília Ferreira, Ana Baptista e Isabel Gaspar.


A convite do Joaquim Mexia Alves, o seu amigo José Martins Carvalho - combatente em Moçambique - repetiu a presença nos nossos convívios. E o Manuel Jacinto, mesmo impedido de estar presente, não deixou de inscrever pessoal - como foi o caso do António Pinto Alves, Manuel Clemente e respectivas esposas.


O casal José Manuel Baptista/Ana Baptista tem sido presença mais ou menos habitual nos nossos convívios. E o Fernando de Freitas Pinto e o Manuel Ferreira da Silva, esses não costumam faltar...


Já no salão de refeições o pessoal espalha-se um pouco ao acaso, mas alguns grupos tentam manter a coesão,,, Os quatro de Torres Novas - Carlos Pinheiro, João Rodrigues, Francisco Ribeiro e Manuel Rodrigues - partilham a mesa com o António Sousa e o José Fernandes Baptista, este trazido pelo Luís Branquinho Crespo.



O casal Gina e António Fernando Marques e o  casal Amélia e Almiro Gonçalves ficaram desta vez junto ao régulo da Tabanca. E o Joaquim Caneira e o Abílio Vieira Marques regressaram ao nosso convívio - lá vão aparecendo de vez em quando...



À esquerda o Virgolino Ferreira (estreia) e o Acácio Vieira, inscritos pelo António Nobre. À direita, dois pilotos de tempos diferentes na Guiné... mas com os mesmos aviões (T-6 e DO-27) - o Silvino Correia d'Oliveira (mais recente) e o Armando Cró Braz (mais antigo).



À esquerda, dois casais que são presença regular nos convívios da Tabanca do Centro: Luís Dias e Manuela, e António Frade e Helena. 
À direita, pessoal inscrito pelo Manuel Lopes: Manuel Mendes (habitual), António Marques (novo) e José da Silva. Este último, com presença irregular devido a problemas de saúde, conseguiu desta vez fazer-nos companhia.



A D.Preciosa caprichava na distribuição do petisco às mesas. À direita podemos ver em pormenor o corpo do delito...



Este trio da Linha - António Maria Silve e Irene e Luís R. Moreira - abancou desta vez afastado do casal Marques. E a Isabel e O Miguel são companhia habitual do Agostinho Gaspar nos nossos convívios.



Uma mesa com pessoal de várias proveniências: José Manuel Coutinho Quintas, Vitor Junqueira, José Pimentel Carvalho, José Jesus Ricardo, Rui Marques Gouveia, Baltazar Rosado Lourenço e Emília e Diamantino Ferreira.



O trio de Aveiro - Manuel Reis, Carlos Prata e José Luís Malaquias - manteve-se junto. Vemo-los aqui rodeados pelo Padre Bernardo Morganiça (um convidado do Vitor Caseiro), o Carlos Manata e o Manuel Ferreira da Silva.



Como habitualmente o Carlos Alberto Santos foi inscrito pelo Constantino Antunes. Aqui vemos os dois no canto de uma mesa. E também emboscado num cantinho estava o Vitor Caseiro, nosso emérito tesoureiro, aqui ladeado pelo casal Pinto Alves, António e Graziela.



O José Prates comemorava mais um aniversário, o que levou a que se cantasse os "Parabéns a Você" e se proporcionasse alguns miminhos extra ao aniversariante.



O Joaquim Mexia Alves informou no final do almoço que havia a possibilidade de o pessoal interessado adquirir o livro "Guiné, um rio de memórias" recentemente publicado pelo Luís Branquinho Crespo, um nosso camarigo presente neste encontro, divulgação que suscitou natural interesse por parte do pessoal presente.