segunda-feira, 18 de setembro de 2017

P950: UM PRÉMIO PARA O NOSSO CAMARIGO LÚCIO VIEIRA

António Lúcio Vieira
Transcrevemos este texto sobre a atribuição de um prémio de poesia ao nosso camarigo Lúcio Vieira, com a devida vénia à Sónia Leitão e ao Jorge de Sousa, autores do texto e das fotos que se seguem.
Como diz o Lúcio: "Se mais não conseguir, sempre dá para alimentar o ego"...
Resta-nos desejar que os problemas de saúde aqui referidos já tenham sido ultrapassados e que permitam a sua presença já no nosso próximo convívio, em 25 de Outubro.

António Lúcio Vieira vence Prémio de Poesia
Prémio Literário Médio Tejo Edições já tem vencedores
- 11-11-17
Set 11, 2017

Prémio Literário Médio Tejo Edições. 
Foto: Paulo Jorge de Sousa
O primeiro Prémio Literário Médio Tejo Edições já tem vencedores. A entrega dos galardões nas categorias de Romance, Não-Ficção e Poesia no concurso organizado pela editora sediada no Tramagal, concelho de Abrantes, foi feita este sábado, dia 9, no átrio do TorreShopping, em Torres Novas, e os autores têm agora a oportunidade de ver as suas obras publicadas até ao final do ano, além do prémio monetário no valor de 500 euros.

A revelação dos nomes decorreu no primeiro dia da “Festa dos Livros”, iniciativa organizada em parceria pela Médio Tejo Edições e o centro comercial torrejano, que se realiza durante este fim-de-semana. O programa arrancou com a abertura da feira do livro e do espaço infantil que podem ser visitados nos dois dias e incluiu uma conversa e sessão de autógrafos com a escritora Patrícia Reis, autora do livro “A construção do vazio”, o mais recente de 12 romances já editados pela D. Quixote.

Os finalistas foram anunciados no passado dia 1 de setembro depois da escolha do júri composto por Patrícia Fonseca, diretora editorial da Médio Tejo Edições e editora da revista Visão, Patrícia Reis, escritora e CEO da 004 e editora da revista Egoísta, António Matias Coelho, historiador, consultor cultural e presidente da Associação Casa-Memória de Camões, e Margarida Teodora, diretora da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes e chefe de divisão de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Torres Novas.

O júri e a diretora do TorreShopping juntaram-se num momento marcado pela descontração.
Foto: Paulo Jorge de Sousa
Joaquina Romão, diretora do TorreShoppping, juntou-se aos quatro na tarde em que Evelina da Silva Gaspar foi reconhecida pela obra “Na massa do sangue” na categoria de Romance, Paulo Jorge de Sousa pelo trabalho fotográfico “O Arneiro, ensaio fotográfico”, na categoria de Não-Ficção, e António Lúcio Coutinho Vieira pelos seus “20 poemas de dores e amores”, na categoria de Poesia. O último não esteve presente, por motivos de saúde, ao contrário dos restantes finalistas, a quem foram entregues Menções Honrosas.
Nuno Garcia Lopes e José António Correia Pais dificultaram a escolha do júri na Poesia com “O outro livro do Génesis” e “Perspectiva sobre o corpo das águas”, respetivamente, tendo a Menção Honrosa do último sido recebida pela filha, devido ao falecimento do autor. Jorge Manuel Marques Moita Fazenda participou no concurso literário com o romance “A tribo” e José Manuel Falcão da Silva Tavares foi finalista na categoria de Não-Ficção com o conjunto de entrevistas que compõem a “A biblioteca ambulante”.

Conversámos com Patrícia Fonseca pouco depois do anúncio dos vencedores e da entrega dos prémios, que confirmou ao mediotejo.net que o concurso literário se trata do “primeiro” e existirão novas edições, tendo a próxima data prevista de lançamento na próxima primavera. A diretora da editora ligada à publicação de obras relacionadas com a história e cultura regionais acrescentou que pretende tornar a iniciativa anual e que a mesma possa “fazer História e ganhar peso na região” uma vez que se trata do “único prémio” do género no Médio Tejo.
A reunião dos finalistas, respetivos familiares e pessoas ligadas a diversas áreas tornou o momento “muito emotivo”, diz, nomeadamente por permitir “dar uma cara aos autores” que lera em pseudónimo: “Não conhecíamos sequer os nomes verdadeiros das pessoas.”
O final de tarde no átrio do TorreShopping representou também o início de “um caminho” marcado pela adrenalina de dar a conhecer os autores até ao final do ano, através da publicação e lançamento das obras “de qualidade nacional” premiadas nas três categorias.
Na primeira edição do Prémio Literário Médio Tejo Edições, a região assumiu-se como terra de poetas com a participação de 24 trabalhos ligados à Poesia entre os 36 que estiveram a concurso. Patrícia Fonseca assume que o número a surpreendeu e gerou a vontade de publicar uma coletânea anual com os muitos “poemas excecionais” que demonstram as fortes ligações da região “a esta arte” e que não “podem ficar na gaveta.
A revelação dos vencedores e entrega dos prémios foi feita no átrio do TorreShopping.
Foto: Paulo Jorge de Sousa
O desafio para todos aqueles que não participaram na primeira edição e desejem apresentar a sua veia poética e criativa ao mundo ou construir uma carreira literária é lançado pela jornalista e editora da revista Visão. Aceitá-lo pode significar que o nome estará num dos galardões entregues em setembro de 2018. Até lá, a Médio Tejo Edições vai continuar a cumprir aquilo que Patrícia Fonseca apelida de “missão de serviço público” através da divulgação das palavras dos autores que vão registar o Médio Tejo no tempo.
A “Festa do Livro” continua este domingo com a feira que reúne obras literárias novas e usadas e o espaço dedicado à leitura dos mais novos. Para as 16h00 está agendada uma conversa literária com a socióloga Vera Dias António, autora do livro “Mação, retrato falado” – o primeiro editado pela Médio Tejo Edições no passado mês de julho -, e um workshop com a copywritter e storyteller Cristina Nobre Soares, entre as 17h30 e as 19h00. Os interessados no atelier de escrita podem inscrever-se através do e-mail comunica@mediotejoedicoes.net ou no local.

domingo, 10 de setembro de 2017

P947: A PROPÓSITO DA NOSSA VISITA À B.A.5

UMA ENTREVISTA DO COR/PILAV JOÃO CALDAS

Em vésperas da nossa visita à Base Aérea de Monte Real, programada para o próximo dia 13 de Setembro, consideramos interessante reproduzir a entrevista dada recentemente ao "Região de Leiria" pelo actual Comandante da Unidade, Coronel Pil.Av. João Caldas.


Para o efeito terão que clicar aqui para terem acesso à referida entrevista. Com a devida vénia ao "Região de Leiria", naturalmente.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

P945: VAGAS PARA A VISITA À B.A.5

Informação de última hora:

Tínhamos aqui dado conhecimento de que, devido a uma desistência de um camarada por motivos de saúde, tinha sido aberta uma vaga para a visita à Base Aérea nº 5. 

Às 16H22 foi novamente ocupada a vaga existente para a visita à BA5, estando assim novamente preenchidos os 50 lugares disponíveis...

Para evitar a inserção a toda a hora de novas alterações na coluna principal do blogue sugerimos que prestem atenção à informação publicada na coluna da direita, onde surge a lista permanentemente actualizada dos inscritos para 13 de Setembro - do almoço e da visita à BA5. 

Se o número de inscritos para a visita à Base descer abaixo dos 50 é sinal de que poderemos aceitar inscrições de última hora para preencher essas vagas.

P944: ÚLTIMO LEMBRETE


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

P942: "OLHA A MALA..."

COMENTANDO O TEXTO DO POSTE 937

Manuel Frazão Vieira
O Miguel Pessoa apresentou, há dias, no blogue da Tabanca do Centro in "UMA RECORDAÇÃO MARCANTE" o relato muito bem descrito sobre a queda de um avião/avioneta junto à nossa querida praia da Nazaré, no ano de 1953, tinha eu 4 anitos.

Veio o JERO, recentemente, comentar e recordar que, por força desse malogrado acontecimento apareceu  uma cantiga sobre o "avião da Nazaré", mas que não se recorda da letra. 

Pois, então, retenho, ainda, uns resquícios melódicos dessa composição que muitas vezes ouvia cantar à minha avó, minha mãe e mulheres lá da aldeia, perto de Leiria, e que diziam referir-se à queda de um avião na praia da Nazaré. Será? Não consultei nada nem ninguém, nem estudei o assunto. Só sei que todos os anos a minha família, juntando-se a outras famílias íamos passar uns 8 dias à praia da Nazaré. Não se falava em férias, eram uns dias de descanso, depois das vindimas e arrecadado o vinho - à época, forte economia de subsistência familiar. 

A tal cançoneta sobre o "avião da Nazaré" era tão martelada pelo pessoal lá da terra que se tornou muito popular. É natural que a letra e a melodia se fossem transmitindo no tempo, revelando-se por via oral. Sabemos que nos campos, nas tarefas agrícolas, para esquecer as agruras da vida, era hábito homens e mulheres cantarolarem, enquanto, cultivavam as terras. Sei do que escrevo e a minha "base de dados" gravava o pouco e o muito que ouvia dos adultos! Isto, nas décadas de 50/60 e recordo-me de se falar na queda do tal avião.

Então, tive de recorrer à melodia que, ainda, retenho (era menino!) para "sacar" alguma parte da letra que não deve fugir muito à composição que, então, se cantava. Se é esta a letra do "avião da Nazaré" que o JERO procura recordar, não sei. Se é, então, ela aí vai:

“Olha a mala, olha a mala
Olha a malinha de mão
Não é tua, não é minha
É do nosso hidrovião

É do nosso hidrovião
Que caíu na areia fina
Foi parar à Nazaré
Por falta de gasolina “

Abraços
Manuel Frazão Vieira
(ex-Alferes Milº - PelCaçNat55)

Comentário do editor:
Sobre a canção em causa, tinha igualmente conhecimento desta música aqui referida, mas nunca a tinha relacionado com o acidente por mim descrito.
Em primeiro lugar, porque só conhecia a primeira quadra da música, nada me dando a entender esse relacionamento. Por outro lado, a referência ao "hidrovião", que não encaixava no acontecimento real, visto tratar-se de um avião normal. Finalmente, não me pareceu de muito bom gosto tratar de uma forma tão ligeira um acontecimento que marcou tragicamente a vida de várias pessoas.
Tentámos saber mais alguma informação na Net. Podem ver os resultados aqui e também aqui
Miguel Pessoa

terça-feira, 29 de agosto de 2017

P941: CHEGÁMOS AOS CINQUENTA...

ATINGIDO O NÚMERO LIMITE DE INSCRITOS PARA A VISITA À B.A. 5

ESTÃO ENCERRADAS AS INSCRIÇÕES
PARA A VISITA


Quatro dias após o início das inscrições atingimos o número limite de inscritos (50) para a visita à Base Aérea de Monte Real em 13 de Setembro, o que mostra o interesse do pessoal em aproveitar esta oportunidade de conhecer melhor o funcionamento de uma Base Operacional da Força Aérea.

Infelizmente, por esse motivo somos forçados a encerrar as inscrições para esta visita, podendo no entanto aceitar-se (sem qualquer compromisso da nossa parte) a inscrição do pessoal para uma lista de reserva, no pressuposto de que poderão ocorrer desistências de última hora.

Para o efeito podem enviar um e-mail para o endereço habitual:


tabanca.centro@gmail.com

Continuamos a aceitar as inscrições para o nosso 63º almoço-convívio, na mesma data, para o qual há um limite de inscrições bastante superior, estando estabelecido um limite máximo de 90 inscritos.

domingo, 20 de agosto de 2017

P939: JERO - LEMBRANÇAS DE ÁFRICA

O “CAMPO DE OURIQUE”

JERO
Embora ainda algo “chateado” por razões que são conhecidas da maioria dos ex-combatente – e que me dispenso de recordar - confesso que raramente perco as crónicas de António Lobo Antunes, que semanalmente são pulicadas na revista “ VISÃO”.

Na edição nº. 1275 (10/8 a 18/8/2017) recordava ele um militar dos seus tempos de Angola, tratado na Companhia pelo Pontinha mas que não se chamava “Pontinha”. Mas que gostava que lhe chamassem Pontinha, que era o nome do sítio perto de Lisboa onde morava, um bairro pobre cheio de malta baril.

Nessa unidade militar, que cumpriu parte da sua comissão na Baixa de Cassange, o “Pontinha” fez a sua “guerra” na Messe de Oficiais e tratava pessoalmente das refeições do Alferes-Médico António Lobo Antunes. Que ganhou uma amizade especial pelo Pontinha e que o veio a reencontrar várias vezes já na vida civil quando dos convívios que a maioria dos militares faz anualmente, recordando os velhos tempos da guerra do Ultramar. Um dia António Lobo Antunes perguntou pelo Pontinha e disseram-lhe que tinha morrido, depois de uma vida familiar complicada que metia demasiados copos de vinho tinto.

Termina o seu conto recordando as saudades que tem dele e da esperança de o voltar a encontrar quando Deus o chamar. Está certo que o Pontinha, esteja onde estiver, quando o reencontrar na vida eterna continuará a tratar de si.

Esta crónica, que conto resumidamente, fez-me lembrar alguns militares dos meus tempos da Guiné.

O "Campo de Ourique"
Carlos Dias Rodrigues era um alfacinha de gema. Cenógrafo na vida civil foi na Companhia “675” 1º Cabo condutor. Opinioso e de palavra fácil, percebia-se que se sentia melhor junto de Sargentos e Oficiais do que junto dos seus «pares».

Era metódico e cuidadoso na sua especialidade e, sempre que podia, questionava as ordens e... não deixava de dar troco ao seu furriel das «viaturas»... Era conhecido pelo «Campo de Ourique», bairro do seu nascimento e criação em Lisboa.

Durante a fase mais complicada da vida da Companhia em termos operacionais «apanhou» com um mini-estilhaço de granada que o fez cliente assíduo do Posto de Socorros.

Queixava-se da cabeça e tantas queixas fez que a sua crónica dor de cabeça nem sempre foi levada muito a sério. Pelo menos com a «seriedade» que o «Campo de Ourique» jul­gava que merecia. Julgamos que o seu «mini-estilhaçado» nunca foi localizado!

Depois de um ano de guerra muito dura ganhámos a paz e foi possível o regresso das popula­ções e a execução de melhorias do aquartelamento. O “Campo de Ourique” foi sempre colaborante, embora com pecadilho de anunciar «super-produções»… que demoraram o seu tempo a realizar. Mas finalmente fez obra e foi o grande responsável pelo embelezamento da “Avenida Capitão de Binta”, com uma gi­gantesca “estrela” feita com garrafas de cerveja... Garrafas va­zias, está claro...

Depois... no regresso foi sempre presença assídua nos con­vívios da Companhia – referindo sempre que estava por perto de alguém ligado ao Serviço de Saúde o célebre estilhaço da cabeça.

Com estilhaço ou sem ele, esteve ligado a um dos mo­mentos mais conseguidos de uma das festas realizadas em Lisboa. Ligado ao teatro – recordamos que era cenógrafo – conseguiu bilhetes para a malta da “675” que, depois do almoço, foi assistir a uma peça que era protagonizada por Ja­cinto Ramos e Irene Cruz.

Durante a representação o actor princi­pal – um “grande senhor” do teatro e do cinema – in­terrompeu a cena para dedicar algumas simpáticas palavras aos ex-combatentes da “675”, que se encontravam na plateia. Foi um momento muito bonito que ficámos a dever ao... Campo de Ourique.

Depois os anos passaram e... o «Campo de Ourique» foi sempre aparecendo, mas percebia-se que já não era o mesmo.

Num dos últimos convívios ficámos ao pé dele. Conversá­mos muito e ouvimos da sua boca um testemunho impressio­nante. Tinha um filho apanhado pela droga. Estava a fazer uma autêntica «Via Sacra» pelos locais onde se vendia e consumia droga para tentar perceber o que tinha levado o seu filho para aquela «zona da vida»... tão perto da morte. Já tinha ido vezes sem conta ao Casal Ventoso e não conseguia perceber a opção de vida dos drogados.

Era um homem amargurado. Muito amargurado. Desconhecemos como acabou o drama que o atormen­tava. Julgamos que não acabou bem.

Um homem da cidade, da grande cidade, refugiou-se nos últimos anos da sua vida na Madeira. Na Ilha de Porto Santo. Onde veio a falecer em 18 de Outubro de 2005.
Recordamos com respeito o «Campo de Ourique». E o Pontinha.

E que o Mestre António Lobo Antunes nos perdoe a ousadia de lhe fazer “concorrência” com as minhas “Lembranças de África”.


JERO

terça-feira, 15 de agosto de 2017

P938: PREPARANDO A CARREIRA MILITAR...

Na sequência da republicação de um texto da minha autoria sobre um acidente aeronáutico ocorrido na praia da Nazaré (ver poste 937, de 10 de Agosto), nos comentários ao referido texto comentava-se o facto de, apesar de tudo, eu ter mantido o meu interesse em seguir carreira na aviação militar. E é facto que notícias mais ou menos frequentes de acidentes com aviões militares ao longo dos anos 50 e 60 poderiam ter-me desencorajado de prosseguir este meu sonho. O que acabou por não suceder e levou à história que aqui reproduzimos hoje.

Miguel Pessoa


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

P937: OUTRO VERÃO... Há MUUUITOS ANOS!

Um texto já publicado há bastante tempo que decidimos apresentar novamente, 
na passagem de mais um ano sobre o acontecimento.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

P935: REMENDOS COLORIDOS

A MINHA LAVADEIRA

A toalha modelo FAP
Há poucos dias estava eu descontraidamente a limpar as mãos a uma toalha que uso esporadicamente quando resolvi prestar um pouco mais de atenção ao material que estava a usar, e isso trouxe-me recordações antigas. Embora de qualidade modesta, aquela toalha tem já uma história para contar, pois faz parte da casa desde o tempo da minha estadia na Guiné nos idos anos de ’72 a ’74.

É uma simples toalha modelo FAP que comprei juntamente com outras para uso durante a minha comissão, pensando eu que no fim as deixaria por lá, por não serem mais necessárias. O facto é que, dadas as boas condições em que se encontrava, optei por trazer a toalha comigo. 

Penso que nem foi a única; mas uma característica interessante desta toalha é que, apesar das muitas lavagens por que passou, mantém num dos seus cantos, cosido com linha azul, um círculo que identificava toda a roupa que eu enviava à minha lavadeira.

Pormenor do círculo azul cosido na toalha
É um bocado forçado falar na “minha lavadeira”… É que na realidade nunca lhe pus os olhos em cima… nem as mãos, como tenho visto em algumas fotografias da época… Penso que na Base Aérea 12 (ou pelo menos no meu caso pessoal) as lavadeiras não andavam por lá – e era um rapaz africano o agente/intermediário que estabelecia os contactos comigo, recebendo e entregando a roupa e acertando as contas ao fim do mês.

Devo dizer que não tenho razões de queixa do serviço prestado. Não me lembro de se terem extraviado peças de roupa nem de ter havido uma degradação visível do material por excesso de energia na lavagem... E ao longo de todo o tempo este acordo comercial funcionou na perfeição, a contento de todos.

Trabalho das lavadeiras na Fonte dos Amores, em Aldeia Formosa
Bom, na verdade houve algo que nunca consegui meter na cabeça daquele rapaz. É que, quando era necessário remendar algum estrago na roupa, conviria utilizar uma linha de cor consentânea com a peça a recuperar… Não seria o caso da roupa civil, que não sofreu grandes danos; mas o mesmo já não se passava com os fatos de voo. Para além do clima exageradamente quente que provocava grande transpiração na execução das missões (engana-se quem pensa que trabalhar sentado não é exigente…), a qualidade do material, muito fibroso, associado à transpiração, provocava queimaduras, nomeadamente nas virilhas. E em determinada altura surgiram alguns fatos de voo de muito má qualidade que, depois de usados, se podiam pôr a secar de pé, que ficavam “tesos que nem um carapau”… Por isso os denominávamos de bacalhau…

Ora, os pequenos rasgões que iam surgindo nesses fatos de voo iam sendo recuperados pela lavadeira com a linha que tivesse mais à mão. E era possível ver pequenos remendos nesse equipamento com as cores mais variadas – verde, vermelho, preto, branco – contrastando com a cor azul escura dos fatos de voo. A esta distância lamento nunca me ter lembrado de comprar um carrinho de linhas de cor azul e oferecê-lo à minha lavadeira para proceder aos ditos arranjos…

Nos dias de hoje utilizar um fato de voo naquelas condições seria considerado uma heresia!

Miguel Pessoa


domingo, 23 de julho de 2017

P933: REVISTA "KARAS" DE JULHO


Como habitualmente cedo começaram a chegar ao Café Central os primeiros participantes. O Miguel Pessoa vai registando as presenças enquanto acompanha a conversa dos companheiros de mesa - o Cláudio Moreira, responsável pelas inscrições do Aníbal Tavares e do Fernando Garcia Lopes, e o Juvenal Amado, vindo à boleia do Cláudio.


Noutra mesa podíamos ver o Diamantino Ferreira e Emília ladeados pelo Fernando de Freitas Pinto, que trouxe a reboque o estreante José Augusto Vieira, por ele inscrito. Ao fundo ainda podemos ver o habitual Luís Lopes Jorge. 


Outra estreia nos nossos convívios, o Benjamim Mira Dinis, que o Manuel Frazão Vieira se encarregou de inscrever. Aqui, os dois conversam com a Giselda Pessoa.


Por falar em estreantes, mais um, o Carlos Pratas (não confundir com o Carlos Prata, de Aveiro...) trazido pelo Domingos Santos, aqui a seu lado. E, de mais longe, os já habituais  Manuel Augusto Reis (Aveiro) e Artur Soares (Figueira da Foz). 


Um grupo de que já conhecemos bem as caras - o Carlos Morte, Artur Soares, Manuel "Kambuta" Lopes, Manuel Nunes Mendes, Agostinho Gaspar, António Sousa e António Frade.


O Agostinho Gaspar (único totalista dos nossos convívios!) é sempre alvo de manifestações de carinho por parte dos camarigos. Vemo-lo aqui, rodeado pelo Cláudio Moreira, Almiro Gonçalves e Miguel Diniz.


Mas estava na hora do almoço. E, na ausência do Joaquim Mexia Alves, retido por outro compromisso, o Miguel Pessoa organiza as hostes para a foto da praxe, seguida da ida para o petisco.


Foto que, diga-se de passagem, é sempre difícil de conseguir, que o pessoal é muito irrequieto, como se pode ver por esta imagem... 
Aqui ainda conseguimos ver o Raul Castro que, por compromissos da agenda, se limitou a confraternizar connosco no Café Central, posar para a foto, pagar o almoço... e partir para outra... Pode ser que para a próxima consiga mais algum tempo para estar connosco!


Dois dos elementos do grupo de Aveiro (desta vez desfalcado do José Luís Malaquias), o Carlos Prata e Manuel Reis, ao lado do nosso competentíssimo tesoureiro, o Vitor Caseiro, que desta vez foi acolitado nas funções pelo Carlos Oliveira. Aqui, já devem estar a preparar a estratégia...


Este é o outro lado da mesa, onde vemos o Carlos Augusto Pinheiro (que não descola dos outros dois aveirenses...), aqui na companhia do habitual José Luís Rodrigues. O Silvino Correia d'Oliveira, ex-piloto de T-6 e DO-27 na BA12, lembra aqui histórias antigas com a sua contemporânea na Guiné, a Giselda Pessoa. O Silvino repetiu a presença iniciada no encontro anterior... e prometeu continuar.


O Manuel Frazão Vieira posa junto do seu "afilhado" e estreante Benjamim Mira Diniz. Infelizmente o Manuel não tem tido possibilidade de confraternizar com o "seu" Capitão Vasco da Gama, dada a ausência sistemática deste nos nossos últimos convívios. Para quando o regresso, Vasco?
Ao fundo podemos ver ainda o Manuel Clemente e esposa Elvira, inscritos como habitualmente pelo Manuel Jacinto.


O Mário Ley Garcia não costuma faltar. Aqui ao lado do Miguel Diniz, vendo-se ao fundo o novato Carlos Pratas e o Domingos Santos.


Dois casais habitualmente presentes nestes nossos encontros - o António Frade e esposa Helena, e o Almiro Gonçalves e esposa Amélia.


Devido a algumas limitações a nível da saúde o José da Silva não tem podido dar-nos garantias da sua presença. Mas felizmente tem conseguido estar presente nos últimos convívios. Vemo-lo aqui na companhia do António Sousa, Fernando Garcia Lopes e Juvenal Amado.


O Joaquim Caneira foi inscrito como habitualmente pelo Abílio Vieira Marques. Os dois partilham a mesa com o Luís Lopes Jorge, o Aníbal Tavares e o Cláudio Moreira.


Uma geral do Grupo da Linha (ou mais propriamente das Linhas - Sintra e Cascais): Jorge Pinto, Luís R. Moreira, José Miguel Louro, António Maria Silva, António Fernando Marques, Gina Marques e Irene Moreira.


Para além da geração de combatentes duas outras gerações estavam presentes, aqui representadas pelo Gonçalo Lopes, filho do "Kambuta", e pelos dois netinhos do Manuel Nunes Mendes. A Hortense Mateus, esposa do "Kambuta", essa é já presença obrigatória (nem ela deixava o Manuel ir sozinho...). 


O Manuel "Kambuta" Lopes tem sempre que dar espectáculo... aqui observado pelo Manuel Clemente, Manuel Frazão Vieira, Manuel Jacinto e Luís Branquinho Crespo.


Como sempre a comida mereceu a aprovação geral... e originou o reforço das travessas, para satisfazer o apetite dos presentes.


O Manuel Reis aparece aqui à conversa com o Manuel Jacinto. Este trazia consigo um casal amigo, o José Saco e esposa, que também vemos na foto (não tem que ver com outro José Saco já presente anteriormente nos nossos convívios).
E no final do encontro o Luís Branquinho Crespo teve oportunidade de pôr à disposição dos presentes o seu último livro, "Guiné, um rio de memórias", o qual foi adquirido por vários interessados.
E, como diria o Kambuta, vamos esperar por Setembro para voltarmos a encontrar-nos. Até lá, tenham um óptimo período de férias!