sábado, 14 de novembro de 2015

P724: ENTREGAS A LONGO PRAZO...

UMA CRUZ DE GUERRA... 41 ANOS DEPOIS


Transcrevemos um texto que nos foi enviado pelo Manuel Ramos, um camarigo que tem participado nos nossos convívios em Monte Real, integrado no grupo que ali se costuma deslocar ido de Torres Novas:

“Meus amigos, ontem foi um dia gratificante para mim. Foi concluído um processo iniciado há 40 anos.
Em cerimónia militar realizada junto ao monumento do combatente em Belém, foi imposta uma cruz de guerra ao meu amigo Fanha, que lhe tinha sido atribuída em Janeiro de 1974.
Fui testemunha e “actor” dos acontecimentos que lhe deram origem e acompanhei de perto todos os passos deste processo.
Em anexo fica a ordem do exército Nº 10 de 30 de Abril de 1974 onde se encontra registada a condecoração.
                                                                                                                       M. Ramos”

O Carlos Pinheiro disponibilizou-nos a notícia saída no “Jornal Torrejano” no passado dia 11 de Novembro, referindo a imposição da Cruz de Guerra ao nosso camarigo Alexandre Fanha, em que faz ainda referência à Ordem do Exército nº10 de 30 de Abril de 1974, onde se encontra registada a condecoração.
“Jornal Torrejano Sociedade --- 2015-11-10 
Alexandre Fanha Constantino, torrejano natural da Meia Via, vai receber quarta-feira a cruz de guerra que lhe foi atribuída em Janeiro de 1974 e que, por incidências relacionadas com o 25 de Abril, acabou por não lhe ser entregue.
Alexandre Fanha, que foi atleta da equipa sénior do Clube Desportivo de Torres Novas e que actualmente trabalha no ramo da instalação de equipamentos de televisão, encontrava-se em Moçambique desde o início da década, cumprindo o serviço militar no Exército Português. Com formação de comando, veio a integrar a única formação de GE’s (grupos especiais) então constituída para realizar e dar apoio a operações especiais da tropa portuguesa, e foi ao serviço dessa companhia, mas integrado numa outra regular, que Alexandre Fanha realizou actos de coragem e bravura que lhe valeram, em Janeiro de 1974, a atribuição da cruz de guerra.
Com o 25 de Abril e as complicações político-militares que acabaram por fazer-se sentir em todas as ex-colónias portuguesas, o militar torrejano não recebeu a condecoração, mas quarta-feira, na praça do Império em Belém, em acto comemorativo do dia do Armistício e diante das mais altas patentes políticas e militares, Alexandre Fanha vai finalmente receber a cruz de guerra.
Acabados os conflitos militares que envolviam Portugal há mais de 40 anos e não tendo estado o país envolvido directamente em qualquer outro cenário de guerra, pode afirmar-se que, para já, o torrejano Alexandre Fanha vai ser o último português a receber a distinção atribuída por valorosos feitos militares.”

Deixamos-vos um comentário final do Carlos Pinheiro sobre esta cerimónia, que deveria ter merecido um mínimo de atenção da Comunicação Social:
“Sabes, o Fanha, finalmente recebeu ontem a CRUZ de GUERRA que lhe tinha sido atribuída em Janeiro de 1974.
Mas não consigo encontrar noticias na Comunicação Social. Esteve lá o Presidente da Liga dos Combatentes, o Ministro da Defesa, o CEMGFA e muitas outras entidades. Mas a Comunicação Social parece não ter dado importância à cerimónia ou então... nem sei o que dizer.

                               Um abraço.   CP”



5 comentários:

Carlos Pinheiro disse...

Parabéns ao Fanha, Foi tarde mais veio porque tarde vem o que nunca vem. Portanto mais uma vez parabéns.

joao costa disse...

Tarde mas chegou amigo,se custuma dizer vale mais tarde que nunca Parabens

Anónimo disse...

Parabéns ao Fanha. Veio tarde mas veio e por merecimento. Parabéns e que a veja por muitos anos.

Anónimo disse...

Deixei o comentário, acima e não me identifiquei. Peço desculpa pelo lapso. Mª Arminda

joaquim disse...

Um abraço para o Fanha!

Joaquim Mexia Alves