quarta-feira, 25 de março de 2015

P628: DO NOSSO ALMIRANTE...


Sempre na linha da frente, trate-se do que se tratar, a Frente de Libertação de Buarkos, alcançada que foi a paz com a integração da vizinha Figueira da Foz no seio da sua freguesia, hoje denominada por Buarkos Sul, a FRELIBU, dizia, tem-se dedicado, com enorme êxito, a um conjunto de iniciativas de índole cultural que abarcam desde a agricultura e pescas até à criação de camelos para transporte nos extensos areais de Buarkos Sul, passando pelas novas tecnologias de análise futebolística, sempre tão necessárias quando o GLORIOSO segue isolado na vanguarda, navegação e pesca submarina com comissão e sem comissão.


Enfim, uma panóplia de saberes a causar inveja aos mais doutos cibernautas, argonautas, aeronautas e outros autas da nossa praça. Assim que me lembre, ao correr da pena, vultos enormes como São Cristas, Rui Cantos, Paulo Janelas, Costa do Castelo, já peroraram no nosso areópago de Buarkos Lindo.

Desta feita o tema, logo por outros copiado, era a saúde e o orador convidado dava mote ao tema anunciado:

“O DR. KAMBUTA DOS DEMBOS E A SAÚDE NO ALÉM-MAR”

Recebido por estrondosa ovação ouvida até em Leiria, a causar inveja a alguns “copiadores”, o Dr. Kambuta sem mais demoras logo deu início à palestra:

Eu sou o Dr. Kambuta
Sou escritor e poeta
Dou injeções no braço
Na perna e no etc.

Toda a gente me admira
Desde os Dembos à Guiné
O meu lema é conhecido:
“A seringa sempre em pé”

Já salvei quinhentas vidas
De militares e civis
Do presidente do Conselho
E da nossa embaixatriz

Com todo o gosto aqui estou
Nesta terra maravilhosa
Para partilhar meu saber
Mais o da enfermeira Rosa

Recusei ir a Leiria
P'ra em Buarkos estar presente
Curo mortos e curo vivos
Só não curo alguém doente.

Obrigado meus senhores
Meu Almirante Vermelho
Eu sou um doutor de primeira
Não sou pois nenhum fedelho.

Ó homem, grita alguém do fundo da plateia, munido de megafone,

Deixe-se lá de versejar
Que já me dói a barriga
Já não posso mais esperar
Não aguento da bexiga

E eu, ó senhor doutor
Que trago o menino Rodrigo
O meu filho, o meu amor
Tem uma dor no umbigo.

E a dor que tenho num dente
Impossível de suportar
Ó Kambuta, meu confidente
Dá-me algo para me acalmar!

Dor a sério tenho eu
Se não me acodem inda morro
Grita de lá o Romeu
Brandindo a espada do Zorro.

Ao ver a espada no ar
Don António de Badajoz
Deu-lhe logo p'ra gritar:
Viva a Figueira da Foz!

Foi o bom e o bonito ao ouvir-se esta palavra há muito banida dos dicionários de Buarkus.
A multidão enfurecida lança-se sobre Don António que, sem outra solução, sobe para o palco e implora:

Aqui me acoito senhor
Valei-me, Dr. Kambuta
Até o nosso prior
Me atirou com a batuta!

Chegue-se pr'a lá, ó traidor
                                                                                        Que eu não sou nenhum guerreiro
                                                                                        Pelos Dembos espalhei amor
                                                                                        Era apenas Dr. Maqueiro…

À hora a que vos escrevo, meus Camarigos da Tabanca do Centro, as sirenes das ambulâncias atroam os ares de Buarkos e nos seus catorze hospitais não há vagas para ninguém!
Surto de gripe? Não!
Fruto de pancadaria da grossa, que as gentes da FRELIBU tratam da saúde, sem dó nem piedade, aos seus inimigos!

“E o Dr. Kambuta dos Dembos?”, adivinha-se a vossa pergunta.

O Dr. Kambuta, que também apanhou, está a tratar da saúde em Além-Mar, para as bandas de Monte Real, sob a asa protectora do Amado Chefe que lhe arranjou um lugar nas Termas.

Ainda há gente boa!

            O Correspondente de Guerra:
     “Je suis Almirante Rouge de Buarkus”








9 comentários:

joseph disse...

Mon Cher Almirante Rouge

Épico-Hípico-Apículo e Zorragueiro!

Mais palavras para quê?

Aquele abraco do José Belo.

Juvenal Amado disse...

Almirante Vasco

Quem verseja assim não é gago
Nem são versos de desgraçadinho
O tal dr foi o que se pode arranjar
E quem o quisesse comprar
Pois dado era um desperdício
Tinha que o levar direito para não entornar
E bem abafado e embrulhadinho



Jorge Portojo disse...

Valeram, poetas e escritores. Longa saúde

Manuel Kambuta dos Dembos disse...

Boooooooaaaaaa.....éhéhéhéh.....desta não esperava eu.....ai cuma porra que a pele da nha barriga faz pummmmm...camarigos, são destas brincadeiras a sério que todos nós precisamos, a minha resposta a esta brincadeira é só.....ao ataaaaaaque, e sempre em freeeeenteeeee archeeeeee....mais uma vez respondo, está fixe, muito buédafixe....éhéhéh....aqui vai o meu grito de guerra, «ó pissualiiii, é disto que nós precisamos, quero maaaaisssss quero a minha mochila cheiaaaa porra»....abraços para todos.

Anónimo disse...

Il ya encore de bonnes personnes dans le monde. Merci Almirante Rouge de Buarkus.
JERO

Joaquim Mexia Alves disse...

O nosso Almirante Vasco no seu melhor.

É bom vê-lo de volta ao seu "poderoso" humor!!!

Grande abraço
Joaquim

manuel maia disse...

Não me ria há muito tempo com a vontade com que o fiz agora.
Simplesmente fabuloso!!!
De igual qualidade os "cenários" criados pelo Miguel Pessoa a quem saúdo com um abraço especial.
Para o poeta/almirante comandante da pacificada Frelibu( pelos vistos) vai aquele abraço amigo. Para todos os "centrotabanquenses" em geral,gente do melhor, especialmente também para o "bem amado chefe" regressado da velha albion um sentido e forte abraço camarigo.

Hélder Valério disse...

Ora bem, não vou precisar de escrever muito pois o que está antes é suficiente e o Maia acaba mesmo por dizer tudo.

Apenas acrescento que é então bem claro que "quem se mete com a Frelibu, leva!".

Abraço
Hélder Sousa

Anónimo disse...

Para quê mais palavras? Está tudo dito sobre o nosso talentoso "Almirante". Bem me fez rir e disso estou necessitada. Um grande abraço e também para o "Dr. Kambuta dos Dembos". Mª Arminda