domingo, 4 de março de 2012

P194: O Marcelino da Mata na Tabanca do Centro

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Há já alguns meses que se esperava a vinda do Marcelino da Mata à Tabanca do Centro.

Infelizmente, por razões da sua saúde, não tinha sido possível até este 17º Encontro a sua presença para comer connosco o “cozido á portuguesa”.

Mas o Miguel Pessoa, que desde o início se empenhava pela vinda do Marcelino, não desistiu, e, finalmente foi possível neste encontro estarmos com este nosso camarada de armas.

Confesso que tinha muito interesse em estar com este homem, de quem tanto tinha ouvido falar na Guiné, e que nunca tinha tido a oportunidade de conhecer.

Foi um encontro fácil e empático, pois o Marcelino é um homem directo, franco e bem disposto.

Logo se enquadrou na nossa Tabanca do Centro, e sentindo-se um como nós, confraternizou, ouviu histórias e contou histórias, e ficou-lhe sem dúvida a vontade de voltar.

Por mim, o estar com o Marcelino da Mata foi também de certo modo estar com todos os guineenses que combateram ao nosso lado, e que depois lá abandonámos à sua “sorte”, que se revelou madrasta em todos os sentidos.

Devemos a eles combatentes guineenses, e a ele Marcelino, muito provavelmente a vida de alguns de nós, e por isso mesmo, e por tantas coisas mais, serão sempre bem vindos à Tabanca do Centro, para juntos festejarmos a camarigagem que nos une.

Retenho do Marcelino neste encontro, o que me disse à despedida:
Tendo sabido que eu estive no Mato Cão mais ou menos nove meses, disse-me que aquilo era um buraco sem sentido, e que para ele, que só lá tinha estado um dia e uma noite, (antes de mim), era sítio onde nunca quereria estar, pelas condições de vida, obviamente.

Um abraço para todos os “atabancados ao centro”, desejando do coração que no 18º Encontro já possamos contar com a presença do nosso “Almirante” Vasco da Gama, cuja ausência se faz tão notada.
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4 comentários:

JCAS disse...

Marcelino, folgo ver-te de boa saúde.
Vai daqui um abraço ribatejano, com as m/saudações 'comando',
do
J.C. Abreu dos Santos

Anónimo disse...

Desejo ao Marcelino da Mata a continuação de boa saúde. No meu tempo na Guiné,tenho a ideia que ainda nos cruzámos num momento de recolha de feridos. Muitos anos depois estivemos juntos num jantar na(AFAP).Um abraço.Também um dos nomes, de que me recordo é o do João Bacar, que é feito dele?. Mª Arminda

Joaquim disse...

Comentário do Vitor Caseiro enviado por mail:

"Comentário à presença de Marcelino da Mata no almoço da Tabanca do Centro".
Depois do comentário feito pelo Joaquim Mexia Alves,pouco mais há a acrescentar.
Joaquim,estás de parabens pelo comentário ,perfeito .Sinto-me tentado a fazer como se diz na gíria,"faço das tuas palavras minhas".(com excepçâo do Mato Cão porque nâo estive lá).Quero enaltecer o empenho do MiguelPessoa ,sem ele não teria sido fácil.
Um abraço amigo. Vítor

Anónimo disse...

Ainda bem que o Marcelino está melhor. Eu jantara com ele uns dias antes do Natal, num restaurante perto do escritório de sua filha e apesar de tentar não tinha notícias dele. Um grande abraço para ele e para os "tabanqueiros do Centro".
Manuel Bernardo