quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

P300: SENTIMENTOS...

 

6 comentários:

Anónimo disse...

Amigo Joaquim M Alves. Acabo de ler este seu texto feito há algum tempo,mas muito actual e cheio de oportunidade. É um pouco difícil a quem não esteve na situação em que os "Combatentes da Guerra de África" estiveram,em lugares como por exemplo os da Guiné, entender as conversas, os gestos de amizade,fraternidade e os sentimentos que exteriorizam,nos encontros e convívios,mesmo que para alguns só os tenham tido ao fim de longos anos de separação.Na realidade, muitas coisas estão ainda por serem resolvidas, tais comoas as que aqui são referenciadas. A memória é curta ou inexistente para alguns. É de todo útil, a circulação de "desabafos", como o que nos descreve. Pode ser que algum dia venham a ser reparadas essas injustiças!..Agradeço-lhe pela oportunidade de o ter lido e envio um abraço amigo. Mª Arminda

joseph belo disse...

"Para além da Amizade". Na Florida tive a honra de ser convidado para um encontro de antigos combatentes (estes do Vietnam) entre os quais se encontravam alguns descendentes de emigrantes Acorianos e Minhotos.Poderia ter sido um dos NOSSOS encontros,täo semelhantes os sentimentos que ligavam os participantes. De todas as "provacöes" que a vida nos sujeita a guerra näo será das menores.Todos os que a sofreram ficam a olhar o mundo com outros olhos.Quero crer que...melhores. Um grande abraco Joaquim pelo teu texto.

Anónimo disse...

Por tudo o que escreveste e por tudo aquilo que fica sempre por escrever ou dizer, é a razão que me liga a todos quantos partiram ainda meninos e regressaram já homens feitos, e que mesmo não aparentando ter problemas os têm ou sentem pelas razões que escreves...

Que País este que, por destino, fatalidade ou má escolha, tantos medíocres (palavra que simplifica aquilo que me vai na alma)tem tido nas tomadas de decisões para o seu caminho...

Um abraço,
BS

Anónimo disse...

Mais um excelente texto do nosso Camarigo Joaquim Mexia Alves, que pela importância do conteúdo é intemporal!

Para além de ser um grito de revolta mostra-nos que as lutas travadas e as perdas sofridas são razões de vida que nos deram, a nós combatentes, um ensinamento de vida com mais sabedoria.

Obrigado Joaquim

Vasco A. R. da Gama

Hélder Valério disse...

Caro Joaquim

"Desabafo" com toda a actualidade.
Tem todo o 'rol' de sentimentos, de desgostos, de observações, etc., que são comuns a todos nós, os que viveram esses tempos e ainda hoje se sentem incomodados.
Abraço, meu amigo.
Hélder Sousa

Anónimo disse...

Obviamente Joaquim que o teu desabafo é também o meu.É de todos nós.E a "versão de 2008" é de hoje.Desta manhã.Como tu dizes não há guerras boas.É sempre um mal que devia (deve) ser evitado a todo o custo. Mas depois... o que ficou entre nós é único. Falas no abraço. Eu relevo a voz.Podemos estar anos sem nos ouvir.Um telefonema e de imediato identificamos a voz."Diz Moreira.Olá Juca.Estás bom Figueiredo". O que é preciso? Aonde e quando !? Depois os que estão mal na vida.E os que deixaram mulher e filhos sem nada. Que precisam de ser ajudados amanhã.E entretanto fazem-se monumentos aos ex-combatentes!As pessoas enquanto cá estão têm que ter apoio.Apetece-me dizer tanta coisa mas fica para uma outra oportunidade. Em relação aos nossos camaradas que em 1974 deixaram entregues à sua sorte e foram fuzilados só tenho uma palavra.VERGONHA. Termino subscrevendo uma imagem muito bonita do José Belo:Todos os que passaram pela guerra ficam a olhar o mundo com outros olhos".Graças a Deus.Um abraço de Alcobaça.JERO