Sempre na linha da frente, trate-se do que se tratar, a Frente de Libertação de Buarkos, alcançada que foi a paz com a integração da vizinha Figueira da Foz no seio da sua freguesia, hoje denominada por Buarkos Sul, a FRELIBU, dizia, tem-se dedicado, com enorme êxito, a um conjunto de iniciativas de índole cultural que abarcam desde a agricultura e pescas até à criação de camelos para transporte nos extensos areais de Buarkos Sul, passando pelas novas tecnologias de análise futebolística, sempre tão necessárias quando o GLORIOSO segue isolado na vanguarda, navegação e pesca submarina com comissão e sem comissão.
Enfim,
uma panóplia de saberes a causar inveja aos mais doutos cibernautas,
argonautas, aeronautas e outros autas da nossa praça. Assim que me lembre, ao
correr da pena, vultos enormes como São Cristas, Rui Cantos, Paulo Janelas,
Costa do Castelo, já peroraram no nosso areópago de Buarkos Lindo.
Desta
feita o tema, logo por outros copiado, era a saúde e o orador convidado dava
mote ao tema anunciado:
“O DR.
KAMBUTA DOS DEMBOS E A SAÚDE NO ALÉM-MAR”
Recebido por estrondosa ovação ouvida até em Leiria, a
causar inveja a alguns “copiadores”, o Dr. Kambuta sem mais demoras logo deu
início à palestra:
Eu sou
o Dr. Kambuta
Sou
escritor e poeta
Dou
injeções no braço
Na
perna e no etc.
Toda a
gente me admira
Desde
os Dembos à Guiné
O meu
lema é conhecido:
“A seringa sempre em pé”
Já
salvei quinhentas vidas
De
militares e civis
Do presidente
do Conselho
E da
nossa embaixatriz
Com
todo o gosto aqui estou
Nesta
terra maravilhosa
Para
partilhar meu saber
Mais o
da enfermeira Rosa
Recusei
ir a Leiria
P'ra em
Buarkos estar presente
Curo
mortos e curo vivos
Só não
curo alguém doente.
Obrigado
meus senhores
Meu
Almirante Vermelho
Eu sou
um doutor de primeira
Não sou
pois nenhum fedelho.
Ó homem, grita alguém
do fundo da plateia, munido de megafone,
Deixe-se lá de versejar
Que já
me dói a barriga
Já não
posso mais esperar
Não
aguento da bexiga
E eu, ó
senhor doutor
Que
trago o menino Rodrigo
O meu
filho, o meu amor
Tem uma
dor no umbigo.
E a dor
que tenho num dente
Impossível
de suportar
Ó
Kambuta, meu confidente
Dá-me
algo para me acalmar!
Dor a
sério tenho eu
Se não
me acodem inda morro
Grita
de lá o Romeu
Brandindo
a espada do Zorro.
Ao ver
a espada no ar
Don
António de Badajoz
Deu-lhe
logo p'ra gritar:
Viva a
Figueira da Foz!
Foi o
bom e o bonito ao ouvir-se esta palavra há muito banida dos dicionários de
Buarkus.
A
multidão enfurecida lança-se sobre Don António que, sem outra solução, sobe
para o palco e implora:
Aqui me
acoito senhor
Valei-me,
Dr. Kambuta
Até o
nosso prior
Me
atirou com a batuta!
Chegue-se
pr'a lá, ó traidor
Que eu
não sou nenhum guerreiro
Pelos
Dembos espalhei amor
Era apenas Dr. Maqueiro…
À hora a que vos
escrevo, meus Camarigos da Tabanca do Centro, as sirenes das ambulâncias atroam
os ares de Buarkos e nos seus catorze hospitais não há vagas para ninguém!
Surto de gripe? Não!
Fruto de pancadaria
da grossa, que as gentes da FRELIBU tratam da saúde, sem dó nem piedade, aos
seus inimigos!
“E o Dr. Kambuta dos
Dembos?”, adivinha-se a vossa pergunta.
O Dr. Kambuta, que
também apanhou, está a tratar da saúde em Além-Mar, para as bandas de Monte
Real, sob a asa protectora do Amado Chefe que lhe arranjou um lugar nas Termas.
Ainda há gente boa!
O Correspondente de Guerra:
“Je suis Almirante Rouge de Buarkus”