terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

P603: O NOSSO 5º ANIVERSÁRIO, VISTO PELO "KAMBUTA"

HOJE FUI VENDER O MEU PÊXE PARA A TABANCA DO CENTRO

Francamente, ó Manel, és sempre o mesmo rapaz, nunca mais bates com a cabeça num sítio rijo para ganhares juízo, pá! 

Afinal para onde foste com tanto cacimbo e tanto frio? Ainda por cima levavas a tua namorada, coitada, em vez de ires com ela terminar a lua de mel para o Parque das Termas, que é tão lindo e acolhedor, ias armado em Tareco, parecias um galo doido, pá! Afinal para onde foste? Conta lá, meu sacana.

Ai pois conto ,conto, e, porque é que não devo contar? Xóóó, antes eu queria eu sei lá o quê, vou contar e é já, e, sem papas na língua, e a despachar, aqui vai, fomos participar no convívio da Tabanca do Centro, que fica ali para os lados da minha linda e acolhedora Vila de Monte Real. 

Pois ééé, como cá o casalito de jarros, o Manel Kambuta e Hortense,  ainda estamos de lua de mel, aproveitamos este maravilhoso convívio onde tudo nos é muito familiar, e onde reina a união, amizade e alegria para nos divertirmos.

Por acaso, notei que eu parecia um galo doido, mas, não faz mal, é o meu mau feitio… Eu andava ansioso para que chegasse este dia, andava como no meu tempo de comissão nos Dembos Norte de Angola, quando esperávamos ansiosos pelo saquito do correio.

Hoje notei que todos nós, a família Tabanquense, estávamos radiantes, e, numa forma física como nunca, transbordávamos alegria como se fossemos todas criancinhas alunos da mesma escola primária.

Foi maravilhoso, sim, foi lindo, todos os convívios que tenho participado têm sido maravilhosos, mas, umas vezes com alguns elementos familiares em baixo de forma física, mas hoje, uiiiii… era a ver quem mostrava mais frescura física, estávamos todos a 100%! Espero e faço votos que continuemos assim por muitos anos, assim sim, vamos tentar manter esta frescura física para nos mantermos em plena união e com toda esta alegria.

Obrigado, Camarigos, desculpem algum erro cá do sempre bom amigo Manel Kambuta dos Dembos, ele não sabe viver de outra forma, ele é assim, deixá-lo ser. Abraços para todos/as cá do Manel e beijos da Hortense.

Manuel Kambuta dos Dembos


Nota do editor: É tudo do Kambuta - o texto, as fotos, os foguetes, as canas, a alegria...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

P602: Video do 5º Aniversário da Tabanca do Centro

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Um abraço de muito obrigado ao José Casimiro Carvalho, que prontamente disponibilizou o video para aqui colocarmos.

Assim pode aferir-se melhor a festa de amizade e alegria que reina na Tabanca do Centro!

Muito obrigado a todos por dela fazerem parte e para ela concorrerem com a vossa camarigagem!
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sábado, 31 de janeiro de 2015

P601: REVISTA "KARAS" DE JANEIRO


P600: 76 AGUERRIDOS PARTICIPANTES NO CONVÍVIO DE 30JAN



Nesta data enviámos aos participantes no 42º encontro as fotos tiradas pelo Miguel Pessoa no decorrer do convívio. Se estiveste presente e não recebeste as fotos, então certamente não disponibilizaste um endereço e-mail para as poderes receber.

Ainda estás a tempo! Envia um mail para tabanca.centro@gmail.com para te podermos encaminhar as fotos. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

P599: JERO - CRÓNICAS DOS TRIBUNAIS / 3

 PERGUNTAS SOBRE “VIDA FÁCIL”…
COM RESPOSTA DIFÍCIL…

Em 1948 falou-se no Mundo sobre o “paralelo 38”, que se tornou a fronteira entre os países então criados: Coreia do Norte e Coreia do Sul.

A milhares de quilómetros dessa fronteira nunca os coreanos terão sabido nem suspeitado que a cerca de 12 kms de Alcobaça, bem perto da Nazaré, “nasceu” uma casa de prostituição que localmente ficou conhecida, enquanto durou, por “paralelo 38”.

Os frequentadores faziam-no com a discrição possível por motivos óbvios mas no decorrer dos anos 50 um trágico acidente ocorrido já de madrugada, numa das estradas que “desciam” do Sítio da Nazaré, provocou algumas vítimas mortais.

Vim a conhecer o processo no arquivo do Tribunal de Alcobaça durante o tempo em que fui “estagiário” em 1958. Recordo-me com emoção de ter visto nos “anexos” do processo duas “cadernetas sanitárias” das vítimas, que morreram por o carro em que seguiam ter capotado e depois se ter incendiado. As cadernetas estavam chamuscadas, mas era possível confirmar a identificação completa das jovens.


A história que se segue foi-me contada quando o julgamento já tinha ocorrido há alguns meses e não recordo do nome do magistrado que terá protagonizado a cena que passo a descrever.

Uma das testemunhas chamada a tribunal para depor sobre o acidente era uma das “meninas” do ”paralelo 38”.

No ato da identificação, já na presença do Juiz, respondeu sem hesitação aos dados sobre o seu nome e estado. Quando chegou à vez da “profissão” fez uma pequena paragem e, depois de olhar para o advogado da defesa, que lhe fez um aceno encorajador com a cabeça, respondeu: “Sou ‘matriz’, Sr. Doutor Juiz”.

O magistrado esboçou um sorriso e não resistiu a um pedido de esclarecimento: “E é predial ou urbana”?

A testemunha embatocou e respondeu com sinceridade: ”Sou das de “f.d.r”, Sr. Doutor juiz.

Foi a vez de o magistrado engolir em seco e… o julgamento continuou.

Mas a história da meretriz que, por alguns minutos, esteve perto de ser ”matriz predial e/ou urbana” ficou… para mais tarde recordar. E o registo aqui está mais de meio século depois!

JERO                  



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

P598: JÁ LÁ VÃO 5 ANOS...

ÉRAMOS 4, HOJE SOMOS MUITOS

9 de Dezembro de 2009. Dia de Inverno. Temperatura amena para a época.

Partida de Fátima, com o Juvenal na condução do seu Mercedes, de 4 lugares, descapotável e de alta cilindrada. 

O Juvenal não podia ultrapassar determinados limites de velocidade. Sempre atento, ia mirando as bermas das estradas, não estivesse o inimigo por aí emboscado. Com a memória ainda fresca dos acontecimentos vividos nas matas e picadas de Galomaro, o Juvenal impunha a si próprio uma condução cautelosa. O destino era Matosinhos onde, na  Tabanca Pequena, se ia proceder ao lançamento do livro de Manuel Maia, "A história de Portugal em Sextilhas".

Em Monte Real, o Mexia Alves decide-se por acompanhar o Juvenal, com a missão de observar meticulosamente a berma da estrada, não fosse o IN perder o tino.

Até à Figueira da Foz a viagem fez-se na máxima tranquilidade e segurança. Aí surge mais um camarada disponível para montar a segurança à retaguarda. O Almirante deixa o seu Porto de Buarcos e ameaça que, se na sua ausência algo de errado acontecer, ele avançará com o seu grupo de Nhacobá… 

Em Aveiro, nova paragem. Entra na viatura um quarto camarada para reforçar a segurança à retaguarda. Ainda meio atordoado, com os ares escaldantes  do Sul da Guiné, no seu subconsciente, promete ao grupo a maior dedicação e entrega, na segurança.   

Após uma média horária superior a 48 km/h estavam percorridos os 265 Km que nos separavam de Matosinhos. Fantástico!

Ali chegados tivemos direito a uma honrosa recepção, onde não faltou o chouriço, os carapaus fritos, a bianda e… o feijão. Ah! E um bom tinto da casa.

Servido o repasto e prestada homenagem ao Manuel Maia havia que regressar à base. Tudo correu normalmente até à área de serviço de Antuã, onde parámos para mudar águas.

Para nosso espanto encontrámos 3 oficiais, bem ataviados, que se faziam deslocar numa pequena viatura, antiquada e sem grande capacidade para transportar 3 oficiais. Enfim, duros tempos!

Estabeleceu-se de imediato um interessante diálogo com aquele pessoal, a quem o Mexia Alves deu lições da vida castrense. Indicou-lhe as chefias militares do Regimento de Artilharia do Porto, de outrora, as suas instalações e respectivas localizações.

A guerra da Guiné foi tema abordado, mas os oficiais aos costumes disseram NADA.

Perante tanto desconhecimento a revolta era latente em todos, e decidimos avançar na construção da nossa Tabanca para defesa dos nossos camaradas.

Era urgente definir objectivos e eleger as chefias.

O chefe, ainda não Amado, mas denunciando qualidades de liderança invulgares, foi eleito por unanimidade e aclamação.

A localização da Tabanca seria decidida pelo chefe.

O objectivo primeiro: Consistia, de imediato, na angariação de fundos para ajudar camaradas em situações mais críticas.

O objectivo segundo: Seria a tomada de assalto do Regimento de Artilharia do Porto, para apoio à nossa Tabanca, com data prevista para 2050.

Objectivo terceiro: Reocupação na Guiné dos aquartelamentos de Galomaro, Bambadinca, Cumbijã, Nhacobá, Guileje e Gadamael, previsto para 2060, bem conhecidos, em tempos idos, dos 4 intervenientes.

Deixámos finalmente Antuã com a sensação de dever cumprido.

Em Aveiro ficou o Manuel Reis onde iria organizar o grupo dos " Suspeitos de Costume", com o objectivo de suster o avanço de infiltrados.

Na Figueira da Foz o Almirante Vasco da Gama foi ordenar a protecção do seu Buarcos lindo, com o seu grupo de apoio.

O Chefe foi assumir o seu posto de Comando em Monte Real ao mesmo tempo que o Juvenal se dirigia para Fátima para mobilizar as tropas dispersas pelos arredores.

E foi assim o primeiro dia, do resto da vida da Tabanca do Centro (*).

Um abraço para todos os camaradas.
Manuel Reis


(*) Nota dos editores: Criação oficializada em 27 de Janeiro de 2010, com a realização do nosso 1º Encontro em Monte Real. Efeméride que vamos relembrar no próximo dia 30 de Janeiro com a realização do nosso 42º Encontro, 5 anos depois…


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

P597: SAIU NO "CORREIO DA MANHÃ" DE DOMINGO

Integrado na série de pequenos textos sobre a guerra de África, em que é dada voz a alguns dos combatentes que por ali passaram, foi agora a vez do nosso camarigo Vitor Caseiro dar o seu depoimento ao "Correio da Manhã". Apresentamos-vos o texto agora publicado, com a devida vénia àquele jornal.

Uma sugestão que fazemos a quem for convidado para falar. A exemplo do que fez agora o nosso amigo Vitor, entreguem o vosso depoimento escrito e não se fiem exclusivamente na capacidade do repórter em pôr no papel tudo o que lhe pretenderam transmitir.

Assim poderão evitar interpretações erradas daquilo que disseram ou até serem vítimas de uma eventual imaginação prodigiosa do repórter...

A Tabanca do Centro



Uma sugestão: A letra é demasiado pequena para se ler com facilidade? Podem aumentar o tamanho do texto premindo simultaneamente o botão "CTRL" (do lado esquerdo no teclado) e rodando o "scroll" (aquela rodinha no meio do rato...). No fim, para repôr o tamanho habitual, basta fazer a operação inversa.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

P596: IDEIAS AVANÇADAS... OU TALVEZ NÃO...

A PROPÓSITO DE UM LIVRO

Como tivemos já oportunidade de aqui referir, no final de Novembro, no anfiteatro do Estado-Maior da Força Aérea, procedeu-se à apresentação do livro “Nós, Enfermeiras Paraquedistas”. Por motivos que não conseguimos ainda compreender bem, o stock de livros disponibilizado para aquela sessão (à volta de 300) esgotou-se rapidamente, tendo muita gente ficado sem um exemplar sequer. E o momento, a dois passos do Natal, teria sido óptimo para possibilitar a compra de uns tantos livros para ofertar a amigos.

E o facto é que em meados de Janeiro ainda não estava disponível aquele livro para quem o quisesse adquirir, supondo nós que ele apenas aparecerá nos grandes espaços - FNAC, Bertrand, etc. – só lá para o fim deste mês…

Sendo uma das co-autoras, a nossa camariga Giselda Pessoa teve ainda assim a possibilidade de dispor de uns tantos exemplares, um dos quais decidiu enviar ao nosso camarada José Belo, auto-intitulado “exigrado” na Suécia, ou mais propriamente lá para trás do sol posto, (relativamente) próximo de Kiruna…

A resposta do Zé Belo, acusando a chegada do dito livro, é apresentada  a seguir, e com ela uma pequena história que ele achou por bem recordar:


“Caríssimos Giselda e Miguel

Um grande obrigado pelo livro (que já li de ponta a ponta!), que me chegou às mãos muito mais rapidamente do que seria de esperar nesta época do ano.

É difícil - creio mesmo quase impossível - para as jovens portuguesas de hoje compreenderem na sua totalidade o fantástico salto em frente que representou então a coragem social daquele grupo de jovens pioneiras.

Quando vim pela primeira vez à Suécia (acompanhando algumas "estrelas revolucionárias") compreendi frente às realidades aqui existentes que este país estaria (pelo menos!) mais de noventa anos à frente da nossa sociedade lusitana.

Mais tarde, e já depois de aqui viver, acabei por constatar que os tais noventa anos eram um cálculo demasiadamente "envergonhado".

As diferenças eram - e são - de tal modo vastas que muito mais de um século de evolução social (a todos os níveis) nos separa.

Daí talvez  compreender ainda melhor o que de "grande" foi a decisão daquelas jovens Páras.

A tal tão nossa ideia de "macho ibérico" quanto às suecas serem... muito dadas... mais não é do que as nossa dificuldade em aceitar que as raparigas, por aqui, são desde muito jovens encorajadas a proceder do mesmo modo que os rapazes, incluindo os procedimentos relacionados com o sexo.

A propósito... aqui segue história verdadeira que dá para sorrir.”

IGUALDADE ENTRE OS SEXOS…

Há cerca de quatro anos, algumas jovens educadoras a trabalhar nos inúmeros infantários de Estocolmo decidiram em reunião geral, e em nome da tal igualdade entre os sexos, que seria bom, desde os tempos de infantário, que tanto raparigas como rapazes deveriam... sentar-se na sanita para urinar…
Não haveria assim mais uma "diferença"!

Como Lisboa não é Portugal... Estocolmo não é a Suécia!

As inúmeras ironias, os artigos dos jornais da província, as revistas de teatro cómico, e até programas de televisão de rir à gargalhada, depressa obrigaram estas jovens "activistas" a deixarem os desgraçados dos miúdos mijar dentro, ao lado, ou fora da sanita... como sempre.

Um grande abraço

José Belo