terça-feira, 19 de setembro de 2023
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
terça-feira, 22 de agosto de 2023
P1414: UM COMPANHEIRO FIEL AO LONGO DESTES ÚLTIMOS ANOS
Deixamos-vos algumas imagens que documentam a participação empenhada do nosso saudoso camarada Manuel Nunes Mendes ao longo destes últimos anos nos convívios da Tabanca do Centro, participação muitas vezes alargada à esposa Idalina e até aos dois netos, Henrique e Alexandre.
À família enlutada enviamos os nossos sentidos pêsames.
A Tabanca do Centro
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
P1413: MANUEL NUNES MENDES
sábado, 5 de agosto de 2023
P1412: PARA LÁ DO SOL POSTO...
O ANIMAL MAIS PERIGOSO…
O nosso camarada José Belo deixa-nos hoje algumas dicas como caçador experimentado, já com mais de quarenta anos de provas dadas no extremo norte da Suécia, na sua querida Lapónia.
Quem vive isolado nesta região, sem vizinhos próximo, está habituado a providenciar o seu próprio sustento através da caça e da pesca. Arcas congeladoras são importantes para guardar durante todo o ano as grandes quantidades de carne selvagem que aqui vai sendo abatida e consumida, para além dos diversos peixes locais como a truta e o salmão.
Lembro que um alce fornece muitos mais quilos de carne consumível que um cavalo grande. As renas funcionam um bocado como os porcos na Lusitânia... tudo se consome, desde o lombo, filé, febras, perna fumada, sangue para enchidos etc.
Por aqui encontrar alces e abatê-los não é difícil pois existem alguns milhões (!) na Escandinávia. O problema surge quanto ao transporte da carne do animal abatido para casa.
Um alce adulto é maior e mais carnudo que um cavalo grande. Para um grupo de caçadores é fácil distribuir a melhor carne por todos. Aqui onde vivo o vizinho mais próximo está a cerca de 300(!) quilómetros da minha casa, por isso a “equipa” de caçadores é constituída por este Lusitano único...
Ou se tem a sorte de abater o alce à beira da picada (a densidade das florestas e o tipo de terreno preferido pelos alces tornam praticamente inutilizáveis os veículos aqui usados ) ou há que esquartejá-lo aproveitando unicamente a carne mais conveniente para grelhar, assar ou fumar.
Julgar que se pode deixar o cadáver esquartejado para vir buscar mais carne, curtas horas depois, traz sempre a surpresa de só restarem no local a pele mais grossa e… os cornos da alimária!
Os caçadores lusitanos habituados (noutros tempos!) a colocar uma dúzia de perdizes à cintura devem levar em conta este pequeno-grande detalhe.
E, para colocar a carne ao ombro, há que não esquecer que a mesma deverá ter sido cuidadosamente raspada de toda a pelagem. Não o fazer leva a que tanto o pescoço, as costas e o vestuário fiquem completamente crivados de carraças, que incrivelmente sobrevivem aos quarenta e tal graus negativos dos invernos locais!
Apesar das vacinas há sempre o perigo das muito graves consequências da febre da carraça.
Sem querer entrar em humor político o facto é que de há muito sofremos de
uma invasão russa de uma espécie de carraças, transportada pelos rebanhos de
renas nas suas deslocações e pelos animais selvagens, que obviamente não
“reconhecem” a fronteira russa.
A experiência diz-nos que as vacinas actualmente existentes não afectam este tipo de carraças novas na Escandinávia. Por isso, com o humor “seco” típico da Lapónia, os locais respondem sempre aos visitantes que perguntam quais são os animais mais perigosos que podem ser encontrados (esperam referências a ursos, alcateias de lobos ou víboras):
- “O animal mais perigoso de encontrar na floresta é… a carraça!”
sábado, 29 de julho de 2023
P1411: EQUÍVOCOS RELEMBRADOS...
A RÉGUA “T”
Para quem não sabe, a régua “T” (ou em T) é (era) um precioso auxiliar de trabalho de desenho. Hoje em dia já não se trabalha genericamente nas pranchetas (mesas de desenho) pois esses trabalhos são feitos em computador com programas cada vez mais completos e/ou complexos.
Mas,
mesmo sem se tratar de “coisas da guerra” mas antes de episódio passado comigo “antes
da guerra”, achei por bem partilhar convosco esta lembrança que me ocorreu, em
parte, por ter sido despertado para recordações motivadas pelo artigo do Carlos
e, por outro, por ontem ao estar a ver na TV um jogo de basquetebol onde no final
(não me vou referir às polémicas, às barafundas do costume nos meios ditos
desportivos) reparei que o Presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol,
dito “Manuel Fernandes” estava presente e a televisão mostrou-o bem.
Fez-se
luz! Reconheci de imediato o “Manuel Fernandes” que é um “jovem das nossas
idades”, do Barreiro, e foi meu colega de turma na Escola Industrial Machado de
Castro, em Lisboa, quando ambos, entre os anos letivos 1964/65 e 1965/66
fizemos o que então se chamava as “Secções Preparatórias” para os exames de admissão
aos Institutos Industriais, neste caso o de Lisboa.
Em
termos desportivos, aqui na região da Margem Sul, embora isto não seja de modo
algum impositivo, a verdade é que houve sempre uma maior “apetência” para o
andebol em Almada, o basquetebol no Barreiro e o futebol em Setúbal e Barreiro
também. Daí que o lugar que o “Manuel Fernandes” ocupa não me seja estranho,
tanto mais que tinha a ideia, há já largos anos, que ele desempenharia um lugar
semelhante, mas na Federação Distrital de Setúbal, embora nunca mais tivesse
estado com ele.
Então, o que é que isto tem de relevante e onde entra o “T”?
Acontece que, não raras vezes, quando saíamos da Machado Castro, vários de nós ficávamos um bocado por um espaço designado por “Jardim Cinema”, no lado direito de quem desce a Av. Álvares Cabral em direção ao Largo do Rato, onde para além de cinema que havia no 1º andar havia também um espaço enorme com mesas de bilhar, locais para ténis de mesa, matraquilhos, etc.
Numa
bela tarde, no fim das aulas que, no caso, tinham sido de desenho técnico, lá
fui eu também descontrair e fazer uns jogos, quando o colega Manuel Francisco Fernandes
apareceu com um “T” e a dizer que eu lhe tinha trocado o “T”, sendo que,
realmente, o que ele trazia era muito parecido com o meu (era o meu, de facto),
com aquele que eu tinha ali ao lado, arrumado junto à pasta e à espera de
acabar os jogos.
Claro que houve uma troca de argumentos sobre a “paternidade” dos equipamentos que terminou quando ele disse e demonstrou que o seu verdadeiro “T” estava identificado na parte de baixo, visível para quem sabia, com a palavra “MANFRAFER”, que seria uma sigla do seu nome Manuel Francisco Fernandes.
Argumento
irrefutável! Desfeito o equívoco, lá seguimos contentes e satisfeitos, como era
apanágio daqueles tempos.
Lembrei-me
disto ao revê-lo na TV. Não pretendo que tenha um “fundo moral”, mas pode
servir para alertar que devemos ter sempre cuidado com as coisas que nos dizem
respeito.
Hélder Sousa
Fur. Mil. Transmissões TSF
domingo, 23 de julho de 2023
P1410: MUITA EXPERIÊNCIA ACUMULADA...
FAZER ANOS DEPOIS DOS SETENTA
Podemos ir fazendo anos e, claro, as dores aparecem, as articulações não ajudam, uma série infindável de achaques fazem-se presentes, mas não temos que ficar velhos, isto é, não temos que ficar como aqueles que de quem se diz está um chato, está um velho!
O cérebro envelhece?
Não sei, não faço ideia, (tirando
obviamente as doenças que o possam atacar), mas tenho para mim que continua a
“trabalhar” perfeitamente e mais ainda, que nos guarda surpresas fantásticas.
É que faz-nos lembrar de coisas passadas a que não ligávamos nada, e agora são motivo para um sorriso que nos aparece na boca, para uma conversa, não só com os mais novos, mas também com os da nossa idade, conversas que a maior parte das vezes arrancam gargalhadas aos intervenientes e fazem as delícias dos mais novos que as ouvem.
Alguns desses mais novos até nos olham com aquele olhar de quem se espanta como o pai, o irmão, o amigo, fizeram aquelas coisas que estão a contar e, afinal, se divertiram tanto com coisas tão simples.
E quando avançamos para os acontecimentos mais arriscados, mas temerários, mais aventureiros, quase nos digladiamos amigavelmente a ver quem fez “pior”, mais arriscado, enquanto os mais novos ficam espantados com as loucuras que aquela gente de mais idade fez durante a vida.
Às vezes até ficamos todos orgulhosos quando os ouvimos contar aos amigos das suas idades, as aventuras do pai, do irmão ou do amigo!!!
E é curioso que não se cansam de ouvir repetidas essas histórias de um passado que não conheceram, e às vezes até são eles que no-las recordam, para que as repitamos, fazendo-o nós sempre com todo o gosto e acrescentando sempre um qualquer pormenor para dar mais sumo à história tantas vezes recontada.
A gente até pensa às vezes que devia escrever aquelas histórias, mas o que é verdade é que lidas perdem bastante do seu encanto e, claro, não lhes podemos acrescentar mais uma coisa ou outra que mesmo não sendo totalmente verdade, não são, com certeza, mentira e dão mais brilho à narrativa.
E o que é engraçado é que a gente só se vai lembrando destas coisas à medida que vamos fazendo anos, talvez assim a partir dos setenta, e por isso mesmo não vamos ficando mais velhos, vamos é acrescentado anos às histórias dos nossos anos!
Joaquim
Mexia Alves
















