quarta-feira, 9 de maio de 2018

P1021: REVISTA "KARAS" DE MAIO

O Manuel "Kambuta" Lopes, aconselhado pelo médico a não participar no almoço, para evitar abusos, não quis deixar de estar presente para dar um abraço aos camarigos. E, claro, para posar para umas fotografias, que o rapaz é muito fotogénico... Depois, foi à sua vida...
O António Martins de Matos esteve mais uma vez presente no Encontro Nacional. Já nos convívios das Tabancas mais pequenas ele tem vindo a reduzir ultimamente a sua participação. E o boné que ostenta na foto acabou por mudar de mãos (ou de cabeça...), como poderão ver lá mais pró fim da revista...
A jogar em casa, o Vitor Caseiro e Celeste confraternizam com a Irene Moreira, uma presença também habitual nos convívios da Tabanca do Centro.
Eh lá! Isto é tudo pessoal do Norte, carago!...  O José Ferreira da Silva e o António Tavares junto do Carlos Silva - embora seja difícil considerar este último do Norte, que ele circula pelas Tabancas todas...
O JERO estava algo limitado nos petiscos, pois estava a iniciar uma preparação para um exame que exigia alguma contenção. Tanto que acabou por retirar-se ainda bem cedo. Vemo-lo aqui junto do Vasco Ferreira e do Manuel Augusto Reis.
O Juvenal Amado aproveitou o facto de o Encontro Nacional se realizar a um Sábado e pôde estar presente, coisa que ele tem mais dificuldade em garantir nos convívios da Tabanca do Centro, que decorrem a meio da semana. Solidariamente ainda deu boleia a alguns camaradas necessitados de transporte. Está aqui acompanhado pela Amélia e Almiro Gonçalves, velhos conhecidos de Monte Real e do cozido da D. Preciosa.
Já razoavelmente recuperado das mazelas que impediram a sua presença nos últimos convívios da Tabanca da Linha, o Carlos Alberto Rodrigues Cruz pôde agora estar presente no Encontro Nacional, acompanhado da família. Aqui, com o apoio solidário da Giselda Pessoa e do Carlos Vinhal.
Um dos organizadores do Encontro, empenhado no apoio logístico aos participantes, o Joaquim Mexia Alves percorre as mesas vendo se tudo corre pelo melhor, Aqui com o José Barros Rocha, Jorge Rosales e Jorge Cabral.
Dois casais que são presença habitual no Encontro Nacional, a Maria Clara e o António Sampaio mais a Maria Irene e o Virgínio Briote.
Três digníssimos representantes do pessoal de Torres Novas - o Manuel Ramos, o Lúcio Vieira e o Carlos Pinheiro.
Como Régulo da Tabanca Grande, o Luís Graça percorria as mesas confraternizando com os presentes. Aqui, à conversa com o mais recente colaborador do blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, o Jorge Araújo.
A Isabel e o Tozé Pereira da Costa são presença firme nestes Encontros. E o Idálio Reis e o Francisco Silva também são fieis participantes.
Alíás desta vez o Francisco Silva vinha acompanhado de mais família - além da esposa Elisabete  pudemos ver a filha Ana Cláudia e os netinhos Tiago e Sofia. E o Eduardo Magalhães Ribeiro parece estar aqui de serviço de "babysitter"...
Enquanto o Luís Graça deambula pela sala, a Alice Carneiro vai confraternizando com o Helder Valério Sousa e a Elisabete e Manuel Ribeiro Agostinho.
Os Encontros ao sábado permitem ao casal Celeste e Vitor Caseiro estarem ambos  presentes neste convívio, o que se torna mais difícil de garantir nos convívios da Tabanca do Centro, realizados a meio da semana. 
O Agostinho Gaspar não falha estes encontros, sejam os nacionais ou os locais... Aqui com o Xico Allen, que já vimos por mais que uma vez no cozido da D. Preciosa.
Duas caras conhecidas do Centro - o Manuel Joaquim e o António Graça de Abreu. 
E o António Joaquim Alves - que tinha feito no mês passado a sua estreia na Tabanca do Centro pela mão do Juvenal Amado - parece que lhe tomou o gosto e estreou-se agora no XIII Encontro Nacional da Tabanca Grande. E é para continuar!
A Margarida Peixoto e a Giselda Pessoa partilham fotos antigas de uma familiar/amiga comum. O que não foi partilhado na altura foi um licor de chocolate preparado pela Margarida e oferecido à Giselda, que esta pôde já apreciar devidamente depois do regresso a casa...
E na "mesa da Força Aérea" o António Matos, a Giselda e o Miguel Pessoa puderam trocar conversa animada com o Mário Leitão, um "angolano" que se integrou bem no grupo dos "guineenses", com o bichinho da aviação (tendo ele próprio o brevet civil) e interessado nas aventuras do pessoal da Força Aérea nos tempos da Guiné.
O Mário Leitão acabou por oferecer aos "aviadores" publicações da sua autoria, devidamente assinadas, nomeadamente a "História do Dia do Combatente Limiano". 
E o António Matos não resistiu a oferecer-lhe o boné da Esq. 301 (F-16), recebido e usado de imediato com grande entusiasmo e apreço por este nosso camarada.



Queriam mais conversa? Bom, nesse caso é melhor irem ver as reportagens publicadas no blogue "Luís Graça & Camaradas da Guiné", que escalpeliza de alto a baixo todos os pormenores deste grande encontro. 

Para isso vão a  https://blogueforanadaevaotres.blogspot.pt/


sexta-feira, 4 de maio de 2018

P1020: JERO - LEMBRANÇAS DE ÁFRICA

SALEQUINHEDIM... FRENTE A FARIM

JERO
Conheci o Aníbal Albino, alfacinha dos quatro costados, no Hospital Militar Principal, à Estrela, em Lisboa, onde o tratávamos por  “six/five/ò/laring”(vá-se lá saber porquê…). A partir de Outubro de 1962 estivemos alguns meses juntos e ficámos amigos.

Depois… cada qual foi à sua vida em termos militares e voltámos a encontrar-nos em meados de Novembro de 1964… num local muito longe de Lisboa!

O Aníbal Albino era então o Furriel Enfermeiro da Companhia de Artilharia 732, recém-chegada à Guiné.  Eu desempenhava idênticas funções na Companhia de Caçadores 675, ao tempo já com a experiência de 4 meses de mato na região de Binta, a cerca de 20 kms. de Farim.

Na altura do nosso encontro eu estava integrado num pelotão da minha Companhia (o 3º.Pelotão), que garantia uma “testa de ponte” frente a Farim (na margem esquerda do Rio Cacheu) para uma operação da Companhia de Cavalaria 487 e o Aníbal Albino vinha com a sua Companhia de Bissau para se instalarem em Saliquinhedim, a 5 kms. de Farim.

Encontrámo-nos na noite de 5 de Novembro – conforme registo do “Diário” da minha “Companhia 675” – e o Aníbal Albino não exagera quando mais tarde me confessou que “tremia por tudo quando era sítio”.

A sua Companhia tinha partido na manhã do dia anterior de Bissau, em coluna-auto, via Mansoa-Mansabá-Olossato, e já tinha sido violentamente atacada por duas vezes, resultando dessas emboscadas um morto e cinco feridos.  Quando chegaram junto de nós os militares da “Companhia 732” vinham de cabeça perdida e completamente desorientados.

Ainda hoje me lembro de o Aníbal Albino me contar que os militares da sua Companhia tinham recebido as suas espingardas automáticas“G-3” na véspera e já tinham “passado” por dois ataques e muitos deles nem a bala na câmara “sabiam meter”! Praticamente a reação ao fogo inimigo tinha sido feita por um Sargento do Quadro, com uma metralhadora-pesada instalada numa viatura.

Aníbal Rebelo Albino
O resto da malta tinha-se mandado ao chão à espera que a “trovoada” passasse… A confusão tinha sido tanta que até as tropas de Saliquinhedim, que eles vinham render, tinha feito fogo sobre eles, pois não tinham informação de que iam ser rendidos nesse dia !!!

Recordo-me ainda do pormenor macabro de ter sido eu, mais o meu cabo-enfermeiro Martins, que fomos acima de uma viatura buscar o morto da “732”, para o confiar às tropas da “487”, que regressavam nessa noite a Farim, pois os seus camaradas nem tinham coragem de olhar para o corpo, já então envolto numa lona.

Refiro umas linhas do “Diário da minha Companhia 675: “Quase há dois dias sem comerem eles aceitaram como “dádiva” do céu” o nosso jantar de que prescindimos para lhes oferecer. Pouco a pouco conseguimos confortá-los e dar-lhes alento.
Não podiam cruzar os braços. Tinham que reagir, lutar, vingar os seus mortos e feridos.”

Foi uma longa noite para eles mas, quando chegou o novo dia, apesar de inexperientes estavam prontos para voltar à luta. Quando abalaram de novo nas suas viaturas para render a “487”, e continuar a operação, tinham um ar resoluto e uma nova confiança.

 «Obrigado 675», gritaram-nos.

 «Para a frente 732», incitámo-los na despedida.

No que diz respeito à "minha" operação, que estava prevista para três dias, acabou por prolongar-se por mais quatro – uma surpresa tão desagradável quanto imprevista! 

Mas na minha memória – mais do que essa semana terrivelmente desconfortável – o que perdura são os camaradas da “732” e, particularmente, o  Enfermeiro Aníbal Albino. Que muitos anos mais tarde vi a reencontrar na praia de São Martinho do Porto.

E, claro está, as primeiras palavras que trocámos tiveram a ver com a terrível noite da Guiné em Saliquinhedim… frente a Farim. Duas palavras, correspondentes a dois lugares da longínqua Guiné, que nos marcaram para toda a vida.

JERO


segunda-feira, 16 de abril de 2018

P1015: REVISTA "KARAS" DE ABRIL

Chegado bem cedinho ao local da concentração o Miguel Pessoa teve a possibilidade de rever caras há algum tempo afastadas dos nossos convívios - caso do Francisco Palma e Juvenal Amado - e registar desde logo a presença do estreante António Joaquim Alves, vindo à boleia do Juvenal.
E, encaminhados pelo Paulo Moreno, logo mais dois estreantes se apresentavam - o Jorge Lima Basto e o Júlio Pereira - estreia aqui apadrinhada pelo Manuel "Kambuta" Lopes, Fernando Freitas Pinto, Miguel Pessoa e Silvério Lobo - que por sua vez trazia a reboque um outro estreante, o Joaquim Silva.
E continuavam os registos de estreantes no nosso convívio, caso do António Neves Gomes e do Mário Lopes, trazidos pelo Fernando Freitas Pinto. Enquanto os estreantes Lima Basto e Júlio Pereira "absorvem" o ambiente... e o Carlos Pinheiro aprecia...
Aleluia! O grupo de Aveiro desta vez vinha completo... Vemos o Manuel Reis, Carlos Prata, José luís Malaquias e Carlos Augusto Pinheiro, aqui acompanhados pelo José Luís Rodrigues.
Referimos no início o caso do José Salgueiro que por mero acaso se encontrava no Café Central no exacto momento em que ali nos concentrámos. Sendo um combatente da Guiné acabou por aceitar o convite para se nos juntar. Aqui, apadrinhado pela Giselda e pelo António Sousa, que o acompanhou durante o almoço.
O Silvino Correia d'Oliveira (BA12 - Bissalanca) falhou à última hora a presença nos dois últimos convívios. Desta vez apareceu... Aqui conversando com o Miguel Pessoa, seu contemporâneo na Guiné.
Uma perspectiva da concentração, uma fase sempre apetecida que se presta a pôr em dia as conversas interrompidas há um mês atrás.
O casal Lobo voltou a estar presente, e com eles o júnior Lobinho. Vemos aqui a Linda Lobo e o netinho junto da Helena Oliveira, esposa do JERO.
O JERO conseguiu convencer a Helena a estar presente neste convívio. Pois se até tinha festa do seu aniversário!... Para que a coisa corresse bem ainda trouxe uns miminhos para o fim do almoço, que aqui transporta com a ajuda da Maria Arminda.
Estava na altura da abalada para o almoço, o que o pessoal faz sempre com grande ânimo. Já são quase 13H30 e alguns tomaram o pequeno almoço cedinho...
Não impediu que na rampa de acesso ao salão fossem ultrapassados por uma retardatária que transportava um dos bolos de aniversário. Sim, porque para além do bolo encomendado pela Tabanca do Centro, o Agostinho resolveu encomendar, por sua iniciativa, um ainda maior. O curioso é que, embora com tamanhos diferentes tinham um aspecto muito parecido, pois foram encomendados na mesma casa...
O grupo de Torres Novas apareceu desfalcado. Vemos o Lúcio Vieira e o Carlos Pinheiro, ladeados pelo estreante José Salgueiro e pelo António Sousa, que o "escoltou" durante o almoço.
Dois casais assíduos nestes convívios - o Luís Dias e esposa Manuela mais o António Frade e esposa Helena.
O Amado Chefe juntou na sua mesa os dois aniversariantes, JERO e Agostinho Gaspar (que não ficou nesta foto). Visíveis ainda, o Manuel Frazão Vieira, Raul Castro e Vitor Caseiro.
Uma montagem fotográfica permite ver a mesa inteira, com o casal Marques (Fernando e Gina), casal Silva (Francisco e Elisabete) e Casal Lobo (Silvério e Linda) mais o júnior Lobinho. A Helena, esposa do JERO, ficou sem par, que o marido tinha ido para a mesa do Amado Chefe...
E sai mais uma montagem para podermos ver o grupo de Aveiro - José Luís Malaquias, Carlos Prata, Manuel Reis e Carlos Augusto Pinheiro - acompanhados pelo Carlos Manata e José Luís Rodrigues.
O Joaquim Espírito Santo Oliveira (à direita) andava afastado há uns tempos. E o Carlos Santos, como habitualmente encarrega-se de trazer mais uns tantos camaradas - Frederico Biel, Mário Lourenço e Alípio Martins (o qual, á última hora, ainda trouxe mais dois acompanhantes).
Ausente o Kambuta - que andava entretido a tirar fotografias - vemos na foto a esposa Hortense mais o regressado Francisco Palma e o Almiro Gonçalves...
...estando do outro lado da mesa a Amélia Gonçalves, o Miguel Diniz e  esposa Judite mais o Juvenal Amado. Este tem tido dificuldade em conciliar a sua vida pessoal com os nossos convívios, pelo que a sua presença é sempre de festejar.
Aparece sempre pessoal inscrito por outros camaradas, como é o caso do Benjamim Mira Dinis, inscrito pelo Manuel Frazão Vieira, e do António Neves Gomes, inscrito pelo Fernando de Freitas Pinto.
O Jaime Brandão é de certa forma "intolerante" ao cozido à portuguesa, pelo que por vezes se fica por uma sopinha do cozido. Sabendo disso a Giselda tomou a iniciativa de lhe trazer uma favinhas com entrecosto, para o rapaz não se ir abaixo... E parece que estavam boas, segundo reporte do próprio...
Aproximando-se o fim do almoço. era hora de se homenagear os aniversariantes com umas palavras de ocasião proferidas pelo Régulo da Tabanca. Depois cantou-se os "Parabéns a Você"...
...findos os quais os aniversariantes foram escoltados pelo Amado Chefe até à mesa das sobremesas, onde os homenageados cortaram os bolos de aniversário.
Um aspecto da mesa das sobremesas, enriquecida pelos referidos bolos da aniversário e ainda por uns miminhos trazidos pelo JERO de Alcobaça, onde avultava uma excelente Ginjinha.
Por iniciativa do "carola" Paulo Moreno todos os anos no fim do mês de Março tem sucedido a entrega de uma garrafa de espumante ao Miguel Pessoa por parte do pessoal presente no Guileje à data da sua ejecção na zona, quando fazia um apoio de fogo ao aquartelamento.
Desta vez a comemoração escorregou um pouco por via do adiamento deste último almoço, que já veio a cair em Abril. E como de costume a garrafa de espumante vinha decorada com um avental alusivo à data da oferta. Como devem calcular o Miguel Pessoa já tem uma colecção interessante de aventais recebidos nestes últimos anos...
E na pose da praxe incluiu-se a Giselda, que procedeu à evacuação do Miguel Pessoa de Guileje para Bissau... e que continuou a aturá-lo depois disso, pois estão casados desde 1974... Vemos os dois aqui com o José Luís Rodrigues, Manuel Reis, Joaquim Oliveira e Carlos Santos.

E, claro, com o pagamento da refeição iniciava-se a dispersão do pessoal até à próxima concentração...

sexta-feira, 13 de abril de 2018

P1014: NA GUINÉ, Há 50 ANOS

Reproduzimos um texto publicado no jornal comunitário "abc Portuscale", nº 97 de 23 de Dezembro de 2017, com os nossos agradecimentos ao nosso camarigo Raul Castro, que nos enviou a publicação, e a devida vénia ao "abc Portuscale" e ao Coronel Manuel Bernardo, que assina o texto.
Os editores