segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
sábado, 20 de fevereiro de 2016
P763: UM POEMA DO LÚCIO VIEIRA
Palavras
do nosso camarigo Lúcio Vieira:
De vez em quando nasce um poema.
Doenças graves que atacam os poetas. Que se pode fazer?
Doenças graves que atacam os poetas. Que se pode fazer?
DOS TEUS CRAVOS VERMELHOS
Lembras-te
outrora as nossas palavras floriam nos jardins
havia lírios e goivos a bailar na voz dos teus poemas
e cravos, tantos cravos vermelhos nos teus lábios
quando me dizias não partas, fico vazia.
E já se consumiram tantos dias
e já as memórias fossilizaram nas palavras
nos gestos que trocámos como núpcias.
Havia nesse tempo um livro de quimeras
promessas libertadas no fragor das horas
daquelas horas de escrever a vida
de desabrochar o destino e o mundo todo
com as palavras desenhadas pelo veludo das tuas mãos
quando nos deitávamos nos prados e depois
contávamos estrelas e viagens e futuros.
Quanto me dói agora a tua ausência
os silêncios de ti quando as nossas palavras
soltas no fragor das noites de sonhar os dias
se adornavam com as flores dos nossos mágicos jardins.
Sei uma dor profunda na minha voz velada
não sei se definharam os cravos vermelhos dos teus lábios
não sei de ti, nem sei se ainda sei também de nós.
Se estiveres algures, se me ouvires as mágoas
procura-me assim nos teus sorrisos
digo-te que estarei apenas longe, apenas
quando deixares de sorrir
tão longe que não sei agora o caminho de regresso.
E aqui ficarei à míngua do jardim da tua voz
dos cravos vermelhos dos teus lábios e das horas
recolhidas no cofre violado dos sentidos
naqueles dias de germinar os caminhos do futuro
destinos que as nossas mãos tentaram construir.
Quanto me dói agora a tua ausência: redigo
quanto que nem sei já se era esse o sonho de morrer
no morno dos cravos dos teus lábios
ouvindo a voz celeste no veludo dos teus poemas
e ressuscitando as palavras que tanto
tanto e tanto tempo divinas, embalámos.
Não sei bem
mas acredito que os deuses nos alentam as memórias
e cultivam de poemas os jardins
para que em nós não se ateie e se eternize
a mágoa cruel do esquecimento de um amor
plantado num canteiro de palavras
que outrora floriram nos jardins da tua voz.
outrora as nossas palavras floriam nos jardins
havia lírios e goivos a bailar na voz dos teus poemas
e cravos, tantos cravos vermelhos nos teus lábios
quando me dizias não partas, fico vazia.
E já se consumiram tantos dias
e já as memórias fossilizaram nas palavras
nos gestos que trocámos como núpcias.
Havia nesse tempo um livro de quimeras
promessas libertadas no fragor das horas
daquelas horas de escrever a vida
de desabrochar o destino e o mundo todo
com as palavras desenhadas pelo veludo das tuas mãos
quando nos deitávamos nos prados e depois
contávamos estrelas e viagens e futuros.
Quanto me dói agora a tua ausência
os silêncios de ti quando as nossas palavras
soltas no fragor das noites de sonhar os dias
se adornavam com as flores dos nossos mágicos jardins.
Sei uma dor profunda na minha voz velada
não sei se definharam os cravos vermelhos dos teus lábios
não sei de ti, nem sei se ainda sei também de nós.
Se estiveres algures, se me ouvires as mágoas
procura-me assim nos teus sorrisos
digo-te que estarei apenas longe, apenas
quando deixares de sorrir
tão longe que não sei agora o caminho de regresso.
E aqui ficarei à míngua do jardim da tua voz
dos cravos vermelhos dos teus lábios e das horas
recolhidas no cofre violado dos sentidos
naqueles dias de germinar os caminhos do futuro
destinos que as nossas mãos tentaram construir.
Quanto me dói agora a tua ausência: redigo
quanto que nem sei já se era esse o sonho de morrer
no morno dos cravos dos teus lábios
ouvindo a voz celeste no veludo dos teus poemas
e ressuscitando as palavras que tanto
tanto e tanto tempo divinas, embalámos.
Não sei bem
mas acredito que os deuses nos alentam as memórias
e cultivam de poemas os jardins
para que em nós não se ateie e se eternize
a mágoa cruel do esquecimento de um amor
plantado num canteiro de palavras
que outrora floriram nos jardins da tua voz.
António
Lúcio Vieira
domingo, 14 de fevereiro de 2016
P762: 50º Encontro da Tabanca do Centro (6º aniversário)
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Fotografias do Jero e Manuel Lopes
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
sábado, 6 de fevereiro de 2016
P760: 50º Encontro da Tabanca do Centro - 6º Aniversário - 29.01.2016
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Fotografias do Miguel Pessoa
..
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
P758: AINDA VAI DEMORAR...
A REVISTA "KARAS" VAI TER QUE ESPERAR MAIS UM POUCO...
A conselho médico, o editor da revista "Karas" reduziu a sua actividade nos últimos dias de modo a descansar a vista, a precisar de repouso. E a preparação da revista "Karas" é um pouco exigente nesse aspecto, pelo que naturalmente terão que aguardar mais algum tempo para ler as notícias do nosso último convívio.
Mas em breve poderão apreciar os slideshows das fotos disponibilizadas por três dos participantes - Miguel Pessoa, Manuel Kambuta Lopes e JERO.
Os editores
sábado, 30 de janeiro de 2016
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
P756: VELHOS HÁBITOS
UMA VEZ
MILITAR …
Fui militar durante 4 anos da minha vida
(1962-1966).
Em conversa recente com um amigo
lembrei-me - porque nunca o esqueci - de uma história, no mínimo invulgar, que
me aconteceu na vida civil.
Passou-se no Verão de 1975 ou 1976.
Estava na praia de S. Martinho do Porto, devidamente “equipado” para tomar
banho.
Corria de calções junto ao mar quando
vejo ao longe uma figura que me pareceu familiar.
O porte altivo e uma postura desenvolta
lembravam-me o meu Comandante de Batalhão dos tempos da Guiné ! Aproximei-me e
era mesmo ele.
De roupão de banho, descalço e com a
toalha na mão ali estava o Coronel Fernando Cavaleiro.
Instintivamente pus-me em sentido e
apresentei-me.
- O meu Coronel dá-me licença? Tive a
honra de servir sob as suas ordens no Bat. 490.
Estacou e ainda antes de me apertar a
mão perguntou-me: - A que companhia pertencias?
Respondi de imediato: - À “675”, meu
Coronel..
- À C.Caç. 675. Ah já sei. A do Tomé
Pinto. Foi um grande oficial e teve uma Companhia das melhores.
Pus-me à vontade e tive direito ao seu
aperto de mão. Caminhámos juntos algumas dezenas de metros.
Soube que tinha estado preso em Caxias
durante 10 meses (nos tempos do PREC). Sem culpa formada e sem qualquer
interrogatório.
Disse-o sem queixumes. Altivo e
"teso" como sempre o tinha conhecido.
Despedi-me e regressei lentamente para
junto da minha família. Contei-lhes o que se tinha passado.
Tinha estado em "sentido" em calções de banho!
Tinha cumprido um ritual da vida
militar... à civil.
Um ritual de que me orgulho e que
recordo com saudade. Os valores do respeito, da dignidade e da honra estão cá… Uma
vez militar… militar toda a vida!
JERO
Nota: Segundo o portal Ultramar Terraweb, Fernando Cavaleiro, de seu nome completo
Fernando José Pereira Marques Cavaleiro, terá nascido em 1920. Notabilizou-se sobretudo no T.O. da Guiné,
onde esteve de 22 de julho de 1963 a 12 de agosto de 1965. Foi o comandante do
BCav 490. Nessa qualidade comandou as forças terrestres da Op. Tridente, que
decorreu na Ilha do Como entre 15 de janeiro e 23 de março de 1964.
Foi
agraciado com uma Medalha de Cruz de Guerra de 3ª classe (em 1964) e com uma
Medalha de Cruz de Guerra de 1ª classe (em 1966), ambas por feitos em combate.
Faleceu no dia 03 de Agosto de 2012 com 95 anos.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
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