quarta-feira, 14 de novembro de 2012

P278: VEM AÍ O NOSSO ALMOÇO DE NATAL!

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Meus camarigos
Assim “a modos que” presente de Natal, o António Martins Matos, sugeriu e a Tabanca do Centro aceitou de braços abertos a ideia de uma visita à Base Aérea Nº 5, em Monte Real.
Tendo ele feito o contacto com o Comando da Base, foi autorizada e concertada essa visita.
Assim, no dia do 23º Encontro da Tabanca do Centro, que será também o almoço de Natal deste ano, a visita à B. A. 5 terá lugar, para aqueles que, expressamente, na inscrição o confirmarem.
A B. A. 5 apenas para vos aguçar o “apetite” é hoje em dia dotada das mais modernas e perfeitas tecnologias de ponta, pelo que esta visita, se tornará uma agradabilíssima surpresa, e não duvido que muitos ficarão admirados com o que vão ver.
Em Portugal há coisas que nós nem sonhamos!
Como compreenderão a logística para esta visita, nada tendo de complicado, exige no entanto o devido pormenor, (até por causa do transporte), pelo que é imperativo obedecer ao prazo limite para a inscrição para o 23º Encontro, com a indicação expressa da vontade de participar nesta visita.
O resto está explicado muito bem abaixo, pelo Miguel Pessoa.
Um abraço para todos
Joaquim Mexia Alves

Nota Importante: A visita à BA 5 está limitada a 50 pessoas, que serão os primeiros a inscreverem-se, obviamente.








terça-feira, 6 de novembro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

P269: RECORDAÇÕES DA MEMÓRIA – O POÇO

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No destacamento de Mato Cão, onde estive cerca de uns longos 9 meses, não havia água, que era preciso ir buscar a outro lugar para beber e cozinhar.
Assim o pessoal tomava banho num poço junto ao rio Geba, (servindo-se de uma terrina de sopa da tropa para tirar a água do poço e depois umas “elegantíssimas” latas grandes de conserva, para fazer a vez de chuveiro), no sopé do planalto em que estava instalado o destacamento, de onde a água saía com um aspecto cor e cheiro, comparáveis a qualquer sanita mal lavada!
As muitas queixas de todo o pessoal junto da sede do Batalhão tiveram como resultado uma decisão, quanto a mim inédita nos seus aspectos práticos e eficazes.
Foi enviado um guineense que fazia poços, para o Mato Cão, para proceder à abertura de um dito cujo, em cima no planalto do destacamento.
O homem teria a minha altura, ou até talvez fosse mais alto, se bem me recordo, e sentado sobre as suas pernas, ia abrindo um poço à sua volta, mas com uma perfeição de “corte”, que o círculo do poço parecia feito por uma máquina.
Não sei quantos metros de profundidade alcançou, (mas foram bastantes), nem quantos dias demorou, mas água … nada!
O que era óbvio, pois seria bem difícil que na altura que constituía o planalto, houvesse alguma água, que sem dúvida estaria bem mais abaixo, ao nível do rio Geba!
Lembro-me também que à profundidade a que o homem chegou, o calor dentro do poço era praticamente insuportável!
Continuamos assim na nossa vidinha de sempre, utilizando o poço junto ao rio e trazendo a água para beber, (pouca, porque havia cerveja), e cozinhar, no “burrinho” que apenas conseguia subir para o destacamento em marcha atrás!!!
Se repararem na fotografia que ilustra o nosso blogue, poderão ver uma espécie de “toldo” feito de folhas de palmeira, que cobre o dito poço que estava a ser feito, para ao menos mitigar um pouco do calor, que lá em baixo o homem tinha de suportar.
Monte Real, 19 de Outubro de 2012
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