quinta-feira, 13 de novembro de 2014

P569: EM ALCOBAÇA, NO PASSADO DIA 8 DE NOVEMBRO



JERO APRESENTOU O SEU NOVO LIVRO

Reproduzido do “Cister”, semanário de referência nos concelhos de Alcobaça e Nazaré, 
com a devida vénia ao semanário e a Joaquim Paulo, que escreveu


José Eduardo Reis de Oliveira, mais conhecido por JERO, apresentou este sábado [8NOV] o livro sobre a "Família Coelho", no Armazém das Artes.


Perante dezenas de familiares, o autor mereceu diversos elogios pela sua intensa atividade literária. Madalena Tavares, que apresentou a obra de genealogia, frisou que JERO "não sendo historiador, é das pessoas que mais tem contribuído para escrever a história de Alcobaça", salientando que o livro resultou de "um trabalho de pesquisa exaustivo".

"Eu jamais me atreveria a fazer um trabalho destes sem uma  aplicação informática, que sei que o José Eduardo não tinha", salientou.


O arquiteto Manuel da Bernarda, o primeiro elemento da família dos Coelhos a obter o grau de licenciatura, também teceu elogios ao primo, notando que é graças a pessoas como o JERO que a história se escreve. "Há uma memória da terra e somos testemunhos vivos. A história passa depressa, a memória dura 60, 70 e se não for contada fica muito mais difícil escrever a história".

O livro "Família Coelho" tem 575 páginas e identifica 357 pessoas.


Incluímos aqui um texto lido numa rádio de Alcobaça, onde o nosso camarigo JERO 
foi entrevistado na manhã da apresentação do seu livro:


"O mais recente e muito volumoso trabalho do jornalista / escritor, homem de olhares e de memórias que gosta de passar ao papel: para que conste, para que se eternizem. E um livro é isso: um registo eterno. José Eduardo Reis de Oliveira conta histórias, relata factos, fala de pessoas. E são muitas as que constam nesta obra cujo nome abarca em 575 páginas, 357 membros da "Família Coelho".

Retrato de seis gerações em sete ramos Moleiros/ artistas do ferro/ "bombistas" /republicanos/ donas de casa/ mães de família /desportistas/ maestros / artistas / políticos / comerciantes/ empresários / médicos / arquitectos /excêntricos/ Maus feitios /gente anónima/ notáveis / pobres / ricos/ gente boa  "Os Coelhos".

Nesta obra de Genealogia, o JERO estafou-se em pesquisas, esfalfou-se em trabalho, tanto que até a ele próprio faz confusão ter conseguido chegar ao fim. Não foi só a ele. Eu mesma me senti confusa ao tomar conhecimento de tão numerosa família.    

Ancorado no avô "Porraditas" o José Eduardo desenrolou um novelo de descendentes cuja memória permanecerá neste livro "A Família Coelho" da qual é digno representante o meu convidado de hoje.

Bem-vindo José Eduardo Reis de Oliveira."



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

P567: HOMENAGEM A UM CAMARADA QUE PARTIU

Texto da autoria do nosso camarada António Martins de Matos, TGen Pilav Ref (ex-Tenente Pilav, BA 12, Bissalanca, 1972/74), com data de 9 de Outubro de 2014, publicado no blogue "Luís Graça & Camaradas da Guiné" e por nós aqui reproduzido, com a devida vénia ao António Matos e à Tabanca Grande.


Caros amigos

Ainda há poucos dias nos despedimos do “Blé” (Cororonel Bessa Azevedo, piloto de Fiat na Guiné em 1973) e já outro amigo nos deixou, o Carrondo Leitão, piloto de helicópteros na Guiné entre 71 e 73.
Das muitas outras“ estórias” em que foi o protagonista destaco a seguinte:

Guiné, dia 4 Outubro 73, uma parelha de Fiat-G-91 sai às 6 da manhã para dar apoio algures, o meu avião é o 5409, ao entrar na aeronave o mecânico diz-me que o painel das metralhadoras não inspira confiança, está rachado.
Sendo as metralhadoras completamente inúteis, já que qualquer árvore ou monte de baga-baga é protecção mais que eficaz contra as balas 12.7, ainda por cima o painel com rachas, …, chegando ao local do pedido de apoio de fogo apenas largo as bombas.

Às 6:50 estou de regresso a Bissau, a partir desse momento fico em funções de “alerta”.

Pelas 9 horas sai uma nova parelha de aviões numa missão planeada, vai fazer um ataque na zona do Tancroal, um pouco a norte do Olossato, os pilotos são o Coronel Comandante da Zona Aérea e o Capitão Roxo da Cruz.

Às 9:30 soa a sirene de “Alerta aos Fiats”, não espero pelo outro piloto de alerta, rapidamente entro num dos G-91 que se encontra na placa e descolo, no rádio dizem-me para me dirigir ao Tancroal, um piloto de Fiat-G91 ter-se-à ejectado.

Chegado à área vejo um dos G-91 da parelha a circular e, no chão, os destroços de uma aeronave, o Cap. Cruz tinha-se ejectado. Por falta de combustível o avião da parelha acidentada acaba por abandonar o local, fico sozinho a circular na zona, esperando ver algum “flare” que indique a posição do piloto e algum helicóptero que o possa recuperar.

Ao fim de alguns minutos ouço no rádio que dois ALIII estão em aproximação, um de transporte pilotado por um “periquito” e um heli-canhão com o Carrondo Leitão aos comandos.
Vou-lhes dando as indicações necessárias para se dirigirem ao local, ao chegarem dizem-me que avistam os destroços, logo depois o paraquedas do piloto, passados alguns momentos e lá no meio do arvoredo, avistam o Cap. Cruz.

A partir desse momento o Carrondo Leitão toma conta das operações, fica a circular com o heli-canhão enquanto o “periquito” vai descer e recuperar o piloto, só que…. o local é um buraco entre árvores, de muito difícil acesso. Decisão rápida, trocam-se as posições, o heli de transporte finge ser o canhão e fica a circular, enquanto o outro passa a fazer de transporte e desce ao buraco.

A descida até foi bem, o atirador lá foi buscar o Cap. Cruz, vinha combalido mas inteiro. O problema foi a saída, ao aplicarem motor para tentar sair do buraco, com a deslocação de ar provocada pelo rotor, as copas das árvores fechavam-se, tornando o espaço de pequeno a diminuto. E foi assim que o “periquito”, a circular por cima da clareira acabou por ter um papel decisivo, ao dar indicações ao Carrondo Leitão:
- “Dois metros para a esquerda! Alto! Um metro para trás, agora para a direita!! Pára, mais um metro para a esquerda, ……!!!.”

Esta conversação terá durado não mais que um minuto mas, para mim, foi como se levasse horas, finalmente lá saíram do buraco e puderam rumar a Bissau.

Para terminar a “estória”… O avião do Cap. Cruz era o mesmo 5409 do painel rachado, quando resolveu imitar o número 1 da formação e utilizar as metralhadoras, logo o painel saltou, tornando o avião incontrolável. Mais tarde alguém no topo da hierarquia tentou fazer crer que teria havido uma sabotagem, chegando mesmo ao desplante de acusar os mecânicos, nada mais estúpido e que nos deixou a todos deveras envergonhados, se havia gente leal, cumpridora e acima de qualquer suspeita eram aqueles homens que nos preparavam as aeronaves.
Uma verificação posterior concluiu haver outras aeronaves nas mesmas más condições, painéis rachados e canos das armas em péssimo estado! Não foi nenhuma novidade, estávamos fartos de ver e saber que havia quem, em vez de efectuar rajadas de 4 segundos como vinha no manual, gastasse todas as 800 munições num só passe de metralhadoras…..
Por isso os painéis rachavam!!!

António Martins de Matos
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domingo, 9 de novembro de 2014

P566: FUGINDO À CARÊNCIA HABITUAL...


FARTOTE DE LEGUMES

Quando deambulava pelos aquartelamentos espalhados pela Guiné, nas minhas missões, tive oportunidade de verificar as condições difíceis em que viviam muitos dos nossos militares, nomeadamente no que dizia respeito à alimentação.

Na verdade, devido às dificuldades de abastecimento de géneros, mais visíveis nos aquartelamentos mais isolados, a alimentação falhava com bastante frequência, quer na quantidade quer na qualidade.

Essa situação era agravada nos locais que não dispunham de pista ou que, por acção do inimigo, tinham visíveis dificuldades no reabastecimento por via aérea ou mesmo por via terrestre.

Assim, o "prato do dia" em muitos sítios era sistematicamente repetido, geralmente com base no arroz ou massas e enlatados e algum produto produzido localmente, mas muitas vezes com visível falta de frescos para acompanhar a refeição.

Tive a oportunidade de verificar isso pessoalmente em diversos locais onde, por força do apoio a operações, permanecia durante todo o dia, juntamente com as tripulações de alerta às evacuações.

Lembro-me que, em determinada altura, devido ao sistema de rotação com as minhas colegas, dia sim dia não "abancava" no aquartelamento de Cufar onde, sistematicamente, ao almoço nos era servido esparguete com ovo estrelado, salsichas e mortadela (das enlatadas). Poder-se-ia dizer que não era tão mau como isso, mas não se pode considerar adequada uma alimentação que, por ser repetitiva, se tornava enjoativa, acrescida da falta de frescos para equilibrar a ementa.

Outra situação particular vivi-a num aquartelamento no norte da Guiné que apenas dispunha de um heliporto improvisado; após a nossa aterragem, logo pela manhã, muito amavelmente perguntaram-nos se queriamos beber alguma coisa. Para evitar penalizá-los pedi-lhes um simples copo de água. Disseram-me que água não tinham no momento, que tinham que a ir buscar longe. Só se fosse whisky ou Martini...

Pelo contrário, outro local em que muitas vezes permanecíamos, no sul, dispunha de bastante água, não costumando ali faltar os frescos. No decorrer de uma operação em que ali parámos um par de horas, numa visita às hortas que ali havia tive a oportunidade de gabar ao seu responsável a qualidade dos legumes ali produzidos.

No momento em que nos preparávamos para descolar tive a surpresa de ver o tal responsável pelas hortas dirigir-se-me, trazendo-me simpaticamente dois sacos volumosos, um com alfaces, outro com couves. Embora com os meus protestos, pois eles precisariam mais daqueles frescos do que eu, acabei por embarcar o material que tão generosamente nos tinha sido oferecido.

O nosso destino era Guileje, onde tive igualmente a oportunidade de passar bastantes dias de alerta. Pela experiência anterior, sabia das limitações de Guileje no que dizia respeito à água e aos frescos, pelo que, lá chegados, foi com satisfação que ofereci os sacos com os legumes que tinha trazido comigo. E o facto é que de imediato alguém tratou de dar destino àquele "petisco" caído do céu. E ao almoço, que partilharam com a tripulação, foi possível distribuir, por um dia, um "rancho melhorado" a quem, devido às carências existentes, há já uns tempos que não metia o dente nuns legumes tão frescos e tão apetitosos.
                                                      Giselda Pessoa
Nota: A foto 1 foi cedida pelo Gil Moutinho, na foto (os nossos agradecimentos). As fotos 2, 3 e 4 aqui reproduzidas destinam-se essencialmente a enquadrar o texto, não estando directamente relacionadas com os eventos descritos. Reproduzidas de "Luís  Graça & Camaradas da  Guiné", com a devida vénia.


domingo, 2 de novembro de 2014

P561: REVISTA "KARAS" DE OUTUBRO


Este número da revista "Karas" foi feito com recurso a fotos disponibilizadas pelo
Miguel Pessoa e pelo Paulo Moreno,
Por mútuo acordo considerou-se desnecessário identificar a proveniência das mesmas.


sábado, 1 de novembro de 2014

P560: OS NOSSOS CONVÍVIOS

O 40º ENCONTRO JÁ FOI!


AGORA, PREPAREM-SE PARA O 41º ENCONTRO,

SIMULTANEAMENTE O NOSSO ALMOÇO ANTECIPADO DE NATAL


RESERVEM A DATA DE 28 DE NOVEMBRO!