sábado, 7 de junho de 2014

P503: A PROPÓSITO DE ALGUNS COMENTÁRIOS



REVISTA “KARAS” EDITADA EM LIVRO?

Na sequência da publicação da última revista “Karas de Monte Real”, no passado dia 2 de Junho, surgiram na  caixa de comentários do respectivo poste diversas opiniões favoráveis à publicação em papel das edições da revista já apresentadas no blogue. Estas propostas mereceram do editor da revista, Miguel Pessoa, uma apreciação que foi igualmente publicada na referida caixa de comentários.
Poderá ter passado despercebida a muitos esta troca de opiniões, por não ser imediatamente visível, pelo que decidimos publicá-la como um poste, para lhe dar maior visibilidade.
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Extracto do comentário do Carlos Pinheiro:
“(…) A última palavra é nossa, de todos. Mas eu entendo que a Karas tem todas as condições para um dia destes vir a ser publicada em livro para memórias futuras.
O que é que acham?
Será que vale a pena dizer que se trata de um trabalho excepcional que, apesar de todas as novas tecnologias, merecia passar a estar nas nossas estantes? Vejam lá se estou a ver bem? Eu acho que sim mas a decisão será sempre da maioria. (…)”

Extracto do comentário do JERO:
“(…) Excelente ideia a do Carlos Pinheiro. Vamos nessa. (…)”

Extracto do comentário da Maria Arminda Santos:
“(…) Também me parece interessante a feitura de uma compilação da Revista "Karas", que não se fica nada atrás de outras, que por aí circulam. Tem ainda uma particularidade inédita, de congregar combatentes camarigos, suas famílias e também outros amigos. (…)

Extracto do comentário do Joaquim Mexia Alves:
“(…) A ideia do Carlos Pinheiro é boa e de alguma forma já foi em parte realizada.
O ano passado oferecemos ao Miguel uma encadernação contendo todos os números da Karas até àquele momento.
Pode-se fazer coisa parecida com todos os números, mas terá que se procurar orçamento para tal e depois só poderá ser realizado com encomendas firmes, ou seja, ter-se a certeza de que não ficamos com o "menino nos braços". (…)”

Extracto do comentário da Maria Arminda Santos:
“(…) Concordo com o amigo Joaquim e pela minha parte, assumo entrar na despesa que me couber, pela aquisição de um exemplar e se for necessário, a comparticipação noutro que poderia ficar na pertença da Tabanca do Centro. (…)”

Extracto do comentário do Vasco da Gama:
“(…) Sobre a edição de uma compilação da revista, contem comigo. (…)”

Estes reportes mereceram o seguinte comentário do Miguel Pessoa:

Desculpem vir pôr um pouco de água na fervura, mas há algumas dificuldades na concretização do projecto que alguns propõem de uma edição da revista em papel.
Quando iniciei a revista Karas, idealizei-a para uma apresentação “corrida” no blogue (tipo rolo…) preocupando-me essencialmente com a largura da edição, não com o seu comprimento. Assim, muitas vezes a sua transição para uma folha de papel não seria compatível com o formato A4 pretendido.

Se forem ver a encadernação que tiveram a gentileza de me ofertar há uns tempos, num dos nossos convívios, verão as dificuldades que o pessoal envolvido na sua edição teve para o adaptar ao formato pretendido. Aliás, pretendo até levar a encadernação para o próximo convívio para lhe darem uma vista de olhos (antes do almoço, claro, que é para não me besuntarem as folhas com o azeite do bacalhau ou o molho da feijoada…)

Temos portanto dificuldade na adaptação a uma edição em papel, custos ainda significativos e, assumindo que mantenho a saúde e imaginação para mais uma série de números, necessidade de, de aqui a uns tempos voltar a fazer uma outra edição para continuar a saga…

Ora, conversando com o Joaquim Mexia Alves, arranjámos aquilo que me parece ser uma solução razoável. Para quem queira agora “folhear” a última “Karas” ou uma edição mais antiga da revista, pode dirigir-se à coluna da direita e, logo no topo, tem um link que deve pressionar que o encaminha para o arquivo de todas as revistas, estas dispostas por ordem cronológica decrescente – aliás, na mesma disposição em que o blogue funciona.

Não precisam de ter papéis em casa, não gastam dinheiro e têm um acesso razoavelmente fácil e rápido a qualquer número da revista, pois com este sistema temos um acesso exclusivo às revistas sem outra “papelada” a escondê-las.

Pelo menos experimentem utilizar o sistema de etiquetas que o Joaquim teve a iniciativa (e trabalho) de preparar e que eu atrás referi. Eu pelo menos já o utilizei… e fiquei satisfeito.

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Com base nas palavras do Miguel Pessoa, deixamos-vos uma sugestão. Experimentem utilizar o link no topo da coluna da direita e dêem uma vista de olhos pelas diversas edições da revista “Karas”, que por este processo  desfilam umas a seguir às outras, sem qualquer “papelada” a atrapalhar pelo meio.

Dado o volume da informação já disponível, as revistas distribuem-se ao longo de várias páginas. Ao chegar ao fim de cada página apenas terão que carregar sobre “Mensagens antigas” para aceder às edições anteriores. Para voltar à página inicial do blogue basta carregar sobre “Página inicial”.

Pensamos que estas alterações já introduzidas poderão melhorar e facilitar a leitura de edições anteriores da “Karas” sem necessidade de se entrar em despesas e trabalhos que podemos dispensar.

Naturalmente tomaremos na devida conta as sugestões/opiniões que quiserem apresentar-nos.

Os editores


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quinta-feira, 5 de junho de 2014

P501: DO MANUEL "KAMBUTA" LOPES




 HOJE, DIA 30 DE MAIO DE 2014, FOI DIA GRANDE PARA MIM E A MINHA HORTENSE,
FOI DIA DE CONVÍVIO DA TABANCA DO CENTRO

Quem pensa que o convívio da Tabanca do Centro é só na mesa da Pensão Montanha está enganado, o convívio torna-se uma pura família entre todos nós amigos, é como um carregar de baterias. Falo por mim e pela minha Hortense, que carregamos as nossas baterias para o mês inteiro até ao próximo convívio. Não sei como vai ser nos dois meses sem convívios, em Julho e Agosto, vai ser tristeza e mais tristeza!

Em boa hora o meu querido amigo Agostinho Gaspar me abriu o caminho para a Tabanca do Centro, quase me obrigou a ir com ele, andou e desandou até que me convenceu. Na primeira vez fui, como diziam os nossos antigos, como o cão pela trela; assim que entrei na esplanada do Café Central foi uma porta que se abriu para mim e para a minha Hortense; para nós foi como se tivéssemos estado metidos na noite escura e naquele momento passou de noite escura para um lindo dia de sol…


Falo assim porque infelizmente tenho motivos para isso, andávamos metidos num poço sem fundo… Só tenho a dizer, não sei como agradecer a esse pequenino de estatura mas gigante homem com H grande, esse irmão, camarada, bondoso Agostinho Gaspar… 

Tu sabes bem, amigo, já te expliquei, o que foste e tens sido assim como toda a família "tabanqueira" para mim e para a minha Hortense. Não lhes digo obrigado nem  agradeço, sabem bem porquê. Enquanto este convívio se organizar, eu e a minha Hortense estaremos lá, seja de que maneira for, passou a fazer parte da nossa vida este convívio familiar… Resumindo, falta muito para o próximo???

Abraços do Manel Kambuta e beijos da minha Hortense para todos os Tabanqueiros, sem esquecer todos os meus amigos e amigas…

Manel  Kambuta  

domingo, 1 de junho de 2014

P497: O PRÓXIMO CONVÍVIO

O NOSSO 38º ENCONTRO ESTÁ PLANEADO PARA 27 DE JUNHO

VEJAM O TEXTO INTRODUTÓRIO NA COLUNA DA DIREITA DESTE BLOGUE

EM BREVE FORNECEREMOS MAIS INFORMAÇÕES

domingo, 25 de maio de 2014

P495: BEM FORA DO SEU AMBIENTE...



NO FIM DO MUNDO

Na preparação de uma conversa sobre as enfermeiras paraquedistas em que fui convidada a participar, lembrei-me de imediato de um episódio que vivi na Guiné, que ficou inesquecível na minha memória.


A camaradagem e a solidariedade sempre orientaram a minha vida e, sendo algo característico da vida militar, parecem ter tido ainda mais relevo no território da Guiné. Se é habitual haver um grande companheirismo entre os paraquedistas, tive a oportunidade de ver exemplos desse companheirismo junto de outros grupos na Força Aérea, fossem pilotos ou mecânicos da BA12. 

Também nas minhas deambulações pela Guiné (em 26 meses de comissão(*) tive a possibilidade de chegar aos sítios mais invulgares, em que afinal muitos tiveram que viver) pude testemunhar as manifestações de camaradagem e solidariedade que sempre mostraram ter para com os tripulantes dos DO-27 e AL-III que por ali passavam e particularmente para com a enfermeira que os acompanhava.
Este episódio que acima referi, sendo algo que me tocou profundamente, narro-o aqui.


No decorrer de uma evacuação que tinha como objectivo um aquartelamento no nordeste da Guiné, o helicóptero aterrou na placa, onde embarcou o evacuado. No decorrer dessa operação, aproximou-se do AL-III um Furriel daquela unidade, o qual se me dirigiu com um pedido fora do vulgar. 

Explicou-me que com ele estava naquele quartel a sua mulher, sendo ela a única branca que ali vivia; e que, não vendo nenhuma branca há já muitos meses, certamente apreciaria falar comigo por uns momentos. Avisei-o do facto de transportarmos um ferido e do pouco combustível de que dispúnhamos não permitir prolongar a nossa estadia ali. Mesmo assim, ele montou a sua motoreta e foi buscar a mulher, para a levar junto de nós.


A espera prolongou-se por mais tempo do que aquele de que dispúnhamos, o que levou o piloto a decidir-se por descolar, com grande pena minha. Já no ar, tive a possibilidade de ver aproximar-se da placa a motoreta com o Furriel, trazendo a mulher à boleia. Ali chegados, apenas teve ela tempo para nos acenar enquanto o AL-III rodava em direcção a Bissau. 

Senti naquele momento um desgosto enorme por não ter podido proporcionar àquela mulher um momento de carinho e de solidariedade, de que ela tanto necessitaria; e imagino a sua frustação quando não lhe foi possível partilhar de uns momentos de proximidade com alguém que lhe recordaria outras companhias e outros ambientes deixados há muito para trás.
                                                         Giselda Pessoa


(*) As comissões das enfermeiras paraquedistas variavam entre seis meses e um ano, o que provocava uma constante rotação do nosso pessoal. Vá-se lá saber porquê, fui optando por prolongar a minha estadia na Guiné, muito provavelmente devido ao óptimo ambiente que ali se vivia e também por me sentir realizada no trabalho que ali desenvolvia, numa atmosfera que não deixava esconder a guerra que nos rodeava.
 Foto do AL-III: Humberto Reis (Com a devida vénia)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

P494: MAIS UMA OPORTUNIDADE AOS DISTRAÍDOS...



AINDA O ALMOÇO DE 30 DE MAIO
ALTERADA A DATA-LIMITE PARA A INSCRIÇÃO

     Camarigos

Como já tivemos oportunidade de referir anteriormente, voltámos a organizar o nosso convívio para a última Sexta-feira do mês, que no presente caso corresponde a 30 de Maio.

Para mantermos a ementa habitual - o cozido - explicámos-vos então que seria necessário garantir um mínimo de 40 inscritos, sabendo também que a lotação da sala impede que esse número possa exceder os 80.

Tem-se verificado desta vez uma adesão mais lenta do que as registadas em convívios anteriores. Isso poderá suceder por este ser “apenas” mais um dos nossos encontros já habituais, sofrendo desta vez a concorrência directa de outros convívios programados igualmente para esta época – o IX Encontro Nacional da Tabanca Grande, os Convívios anuais de Companhias ou Batalhões a que os nossos camarigos pertencem… e compreende-se que, dada a periodicidade (anual) destes últimos e o esforço e os custos das deslocações, o nosso encontro possa passar nesta situação para 2ª prioridade…

Neste momento, tendo em atenção o número de inscrições já registadas e estando por isso já garantida a habitual ementa dos nossos encontros - o cozido à portuguesa – pretendemos ainda alargar o convívio ao maior número possível de participantes, pelo que decidimos estender a data limite de inscrição para as 12H30 do dia 28 de Maio, de modo a permitir - por haver ainda disponibilidade - a inscrição de algum retardatário.


Façam as vossas inscrições
aqui na caixa de comentários ou para o e-mail da Tabanca do Centro: tabanca.centro@gmail.com.

NÃO aceitaremos inscrições feitas no Facebook

Nas inscrições feitas através da caixa de comentários, se ainda não o tiverem feito
indiquem-nos o vosso endereço e-mail.
Só assim poderemos enviar-vos fotos dos encontros em que participarem e
os avisos de saída de textos ou outra informação publicada no blogue.

A Tabanca do Centro