segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

P77: Periodicidade dos Encontros da Tabanca do Centro

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Porque se colocou a questão entre alguns membros da Tabanca do Centro, fica colocada ao lado uma sondagem, para responder até ao dia 14 de Março.
Façam o favor de dizer de vossa justiça.
Podem, obviamente fazer os vosso comentários aqui, neste texto.
Um abraço para todos, do vosso camarigo
Joaquim
Nota:
Por favor camarigos, para além do comentário dizendo de vossa justiça não se esqueçam de "botar" o voto na sondagem ali mesmo ao lado. OK!!!
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

P76: 9º Encontro da TABANCA DO CENTRO

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Olá Joaquim

Se quiseres podes publicar este postal no blogue, como homenagem sentida do cozido de hoje aos faltosos de última hora - Vasco da Gama, António M Matos, José Belo e Vitor Caseiro.

Aliás, já tive ocasião de enviar esta foto aos interessados...

Abraço.
Miguel Pessoa
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P75: 9º Encontro da TABANCA DO CENTRO

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Amigos

Hoje mesmo participei pela primeira vez num almoço de convívio de elementos ligados à "Tabanca do Centro"

Fiquei “fã” do evento e espero voltar em próximos convívios

Junto entretanto algumas fotos do almoço que infelizmente não evidenciam grande qualidade. Valeu contudo esta jornada de confraternização que á que dinamizar.

Para todos vós um abraço de amizade do

Antonio Nobre



Mail recebido do António Nobre

Um abraço para ele e para todos os "piriquitos" que vieram ao 9º Encontro da Tabanca do Centro.
E um abraço também para os "velhinhos", presentes e ausentes neste Encontro.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

P74: 9º Encontro da Tabanca do Centro

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O 9º Encontro da Tabanca do Centro irá ter lugar no dia


23 de Fevereiro, pelas 13.30 horas, na Pensão Montanha, claro, em Monte Real.


Desta vez regressamos à ementa tradicional, ou seja, o Cozido á Portuguesa!

(É para convencer o José Belo a vir almoçar "cácagente")

O local de reunião continuará a ser, como sempre, no Café Central de Monte Real, pelas 13.00 horas.

As inscrições terão de ser feitas, aqui na caixa de comentários, ou em tabanca.centro@gmail.com impreterivelmente até às 12.00 horas do dia 21 de Fevereiro.

Precisamos de ideias para aplicar os "dinheiros" já existentes.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

P73: Reflexos do 8º Encontro da Tabanca do Centro

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O Carlos Prata, embora se veja mal, é o camarigo que está sentado em frente do António Martins Matos
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.Caro Comandante Mexia Alves:

Tendo prestado uma comissão de serviço em 1973/74 na antiga colónia da Guiné,foi com um misto de alegria, mas também de preocupação, que aceitei o convite do amigo Manuel Augusto Reis, para estar presente neste convívio,que decorreu no passado dia 26 Jan em Monte Real.

Afinal não conhecia ninguém dos participantes,com a ressalva do Manuel Reis,a minha permanência na Guiné fora apenas de 12 meses por, entretanto, ter acontecido a Revolução/Golpe de Estado de 25 de Abril (deixo ao livre arbítrio de cada um de vós designar à vossa vontade essa Acção Armada) e o afastamento, no tempo, desses tempos aí vividos, motivaram aquelas dúvidas no meu espírito.

Afinal ainda bem que estive presente!

O convívio proporcionado por todos os participantes aos neófitos,a simpatia e boa disposição geral e os fortes laços de camaradagem e união que se adivinham entre todos levam-me a agradecer a todos,e faço-o na pessoa do Comandante Mexia Alves que, como anfitrião, nos prodigalizou de atenções que muito nos sensibilizaram a ponto de, solenemente, vir solicitar me concedam o privilégio de passar a ser um dos vossos, ou seja membro efectivo da Tabanca do Centro.

Com um forte abraço para todos deste vosso ex-camarada de armas e ex- combatente no Teatro de Operações da Guiné.

CARLOS ALBERTO DUARTE PRATA, Coronel de Infantaria na Reforma,Residente em Aveiro,ao vosso dispôr.



Meu caro Carlos Prata

Obrigado pelo teu mail, que vou publicar no blogue da Tabanca do Centro, retirando obviamente o número do teu telemóvel, que só darei a conhecer com a tua autorização.

A tua vinda ao 8º Encontro da Tabanca do Centro foi o "ritual" necessário para a tua "entronização", pelo que és, (como sempre foste pela tua condição de combatente da Guiné), um dos nossos.

Faço-te a sugestão de entrares também para a
Tabanca Grande, onde há umas pequenas "formalidades", tais como fotografias, etc., mas que poderás conferir quando acederes ao blogue.

Em Cc dou conhecimento à "casa mãe", a Tabanca Grande, e assim ficas a conhecer os emails do Luís Graça, "Comandante Chefe", e dos seus "2os Comandantes", Carlos Vinhal e Eduardo Magalhães Ribeiro, a quem podes contactar por esta via.

Ficamos a contar contigo.

Um grande e camarigo abraço de todos e de mim
Joaquim Mexia Alves

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sábado, 29 de janeiro de 2011

P72: 8ºEncontro da Tabanca do Centro - Encontro de Ano Novo

Comemorando o 1º Aniversário da Tabanca do Centro




A Poda

O mail chegou atempadamente. Numa escrita bonita, perfumada de amizade, intimava-me o nosso amigo Joaquim Mexia a comparecer na simpática localidade de Monte Real no dia 26/01 a fim de participar no oitavo encontro dos Tabanqueiros do Centro. Imprimi para não esquecer e, como o Benjamim do Sérgio Godinho, respondi dobrando o canto do sim.

De Pombal, onde tenho o meu tugúrio, até Monte Real, vai o salto de uma pulga. Avancei pela Bajouca até Monte Redondo onde tomei a 109 no sentido de Leiria e, em menos de nada, apreciava a modernidade das novas rotundas e variante que permitem o acesso fácil e rápido à vila termalista. Assim pensava eu! Ao contornar a segunda daquelas obras de engenharia urbana, deparo com um sinal a proibir o trânsito através da principal via de acesso ao centro do burgo. Num posto de abastecimento ali à mão, indaguei das razões do desaforo. Fiquei a saber que, por determinação da senhora Câmara, ninguém passava, pois estava em curso a poda das árvores que ladeiam aquela via. Que grande poda, pensei! Mal podia imaginar que me estava reservada uma poda idêntica ao deixar a localidade. Não fosse o aconselhamento paciente de alguns indígenas, e por lá teria pernoitado. Segui então o caminho alternativo que me indicaram e dei comigo a pastar numa série de vielas, becos e quelhas até “dar com eles”. Na verdade, não foi difícil. Qual logotipo de ultra sexagenários que somos, avistei um grupo de senhores envergando o fatinho domingueiro, grande prevalência de cãs pontuadas aqui e além por algumas carolas completamente desabitadas. Frente ao café Central, conversavam em pequenos grupos congregados pela intimidade de um conhecimento mais antigo. Apertei mãos, dei e recebi palmadas de simpatia nas costas até chegar ao maior (na estatura e na função!), que me recebeu com um caloroso abraço. A partir desse momento passei a jogar em casa dado que, às primeiras impressões, o terreno me parecia estranho visto muitos dos presentes serem camaradas com os quais ainda não havia privado e daí, um certo acanhamento da minha parte.

Julgava eu, mal, que iria encontrar no máximo para aí uma dúzia de pessoas, atendendo ao qualificativo da Tabanca que é do “Centro”. Afinal, deviam estar para cima de três dezenas, incluindo muitas que vieram do norte e da região de Lisboa. Como seria de esperar o Mexia estava como peixe na água e não seria de esperar outra coisa já que esta é, definitivamente, a sua praia. Uma organização irrepreensível não tardou a convidar-nos a abancar no restaurante da Preciosa, praticamente do outro lado da rua. Com garbo (e garfo!), atacámos o seu afamado cozido à portuguesa onde impera a couve lombarda cozida no caldo das carnes e uma morcela de arroz, cuja confecção só pode ter sido conseguida através da usurpação de receita da minha terra, porque a legítima, de arroz, é nossa. Para que conste, só em Pombal e suas freguesias!

O almoço decorreu em clima muito animado, de tal modo animado que, o anfitrião teve de mandar dois berros à militar para se fazer ouvir quando quis comunicar aos presentes, a oferta de um mapa da Guiné primorosamente emoldurado que depois de assinado por todos passou a fazer parte do espólio da galeria de obras pendentes nas paredes do Preciosa’s. Curiosamente, na minha “mesa” não se falou de guerras, fossem elas passadas ou destas mais literárias! Nem sequer houve qualquer comentário acerca do sucesso do Algarvio ou da vã expectativa do Homem de Argel. Falou-se de passeios, das recentes promoções a avô de alguns camaradas e da saúde que já vai claudicando.

Aproximava-se o término do nosso encontro. Eu sou como o Zezito, não gosto de finais de festa e as despedidas são sempre penosas. O fim de tarde de um dia esplendoroso parecia-me toldado por uma nuvenzita de angústia. Como o sol de Inverno, não tenho calor, diz a Simone. Acompanho-a. Tomado pela melancolia, apertei algumas mãos e, com um genérico “até à próxima, camaradas”, remeti-me à minha individualidade algo solitária, de regresso a casa. Enquanto conduzia, não pude evitar certa reflexão.

Para trás acabava de deixar amigos, alguns que nunca tinha visto, mas que agora já eram “família”. Como é possível ligarmo-nos assim a pessoas que mal conhecemos? Será este mais um sortilégio do nosso passado comum? E como se compreende que vivências que partilhámos na juventude possam cimentar amizades de hoje, mesmo as mais recentes? Porque nos juntamos e o que é que verdadeiramente buscamos nestes convívios que não almejamos noutras tertúlias? Porque nos despedimos sempre com um certo “amargo de boca” e na mente, aquela dúvida existencial: Até quando? Tudo quanto posso alvitrar é que continua bem vivo dentro de cada um de nós o básico instinto de grupo decorado com umas pinceladas de civilização, que nos leva, em momentos de grande stress, a reconhecer, amar e proteger “os nossos”.

Desde pixote, venho assistindo (pela televisão) àquela cerimónia em que uns velhinhos depositam flores nas campas de distintos republicanos. A coisa deve ser importante e digna de celebração porque se mantém, passados tantos anos. Para mim, que já nasci republicano, diz-me niente e, não fosse o cinco de Outubro ser feriado, bem podia passar-me de todo ao lado.

Também tenho presente a homenagem que sempre se prestou em locais públicos como na Batalha, aos caídos nas pelejas de 1914/1918. Daqueles heróis altamente medalhados, não resta um, e tenho dúvidas se os seus netos e bisnetos sabem que tiveram um avô ex-combatente ou se a esse facto atribuem algum valor.

E nós? Que pensarão as novas gerações, nascidas em paz e democracia, destes velhotes que se encontram de vez em quando para, julgam eles, nada mais do que uma almoçarada? Quais as memórias e valores que conseguimos deixar-lhes? Parece que os ouço dizer: Ora, não há pachorra! Oxalá possam dizê-lo sempre ao longo das suas vidas, e que a dura realidade não lhes mostre da forma mais cruel, porque é que em certos momentos, não existe alternativa às armas nem ao derramamento de sangue. Que me perdoem os mais pacifistas.

Tal como as árvores da rua principal de Monte Real, a minha geração está a sofrer a poda que a lei da vida a todos impõe. Começou a acelerar o passo, e a que ritmo! Mas ainda somos muitos. Recusamos mordomias, exigimos reconhecimento e respeito. E num momento muito complicado para milhares dos nossos concidadãos, queremos com o nosso exemplo e dignidade mostrar-lhes que antes deles, outros suplantaram tempos muito difíceis em que estava em causa, não o salário ao fim do mês, mas a vida ao fim do dia.

Fazendo um apanhado muito sumário deste encontro de “camarigos” (esta é para polir um pouco o ego do Mexia já que foi ele quem inventou o termo, se não estou em erro!), tenho a dizer o seguinte:

- Quanto aos costumes: É para manter.

- Quanto ao local: O “Centro” do país, como todos sabem é Pombal.

- Quanto aos participantes: E venham mais cinco.

- Quanto à ementa: Não está mal, mas nada tenho contra os regionalismos. Não me incomoda trocar o patriótico cozido à portuguesa pelo leitão à Bairrada, por exemplo.

- Quanto às libações: Sugiro que sejam consumidos apenas dois tipos de bebidas, nacionais e importadas. Relativamente à frequência, apenas duas vezes ao dia, às refeições e nos intervalos.

E com estas ressalvas que venha o nono e o décimo e todos quantos a estaleca nos for permitindo.

A todos os presentes, quero deixar o meu muito obrigado pelos agradabilíssimos momentos de convívio e camaradagem que neste dia pudemos compartilhar.

Victor Junqueira


Notas:

1 - As fotografias são do Miguel Pessoa e do Jero. Obrigado.

2 - Tivemos vários camarigos novos, pela primeira vez na Tabanca do Centro, alguns mesmo que nunca estiveram na Tabanca Grande. Obrigado.

3 - O mapa da Guiné foi oferecido pelo Carlos Santos, (espero não me enganar no nome), e vai ficar na Pensão Montanha, para ser assinado pelos vindouros. Obrigado.

4 - O texto é do Victor Junqueira, que pela primeira vez nos deu o prazer de estar connosco. Obrigado.

5 - Qualquer erro ou omissão são devidos à incompetência deste vosso "arvorado comandante.

6 - Peço a todos os camarigos de quem não tenho email, (que vieram pela primeira vez, ou já vieram antes), que, por favor, me façam chegar essa informação, aqui na caixa de comentários ou por tabanca.centro@gmail.com

7 - Peço a todos os camarigos que inscreveram outros de quem não tenho email, que lhes façam chegar esta informação e este pedido.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

P71: 8º Encontro da Tabanca do Centro - Encontro de Ano Novo

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O 8º Encontro da Tabanca do Centro, que por decreto do Comando da Tabanca, será conhecido por Encontro de Ano Novo, irá ter lugar no dia

26 de Janeiro, pelas 13.30 horas, na Pensão Montanha, claro, em Monte Real.

A ementa, que constituírá sem dúvida uma grande surpresa para todos, será ... Cozido á Portuguesa.

O local de reunião continuará a ser, como sempre, no Café Central de Monte Real, pelas 13.00 horas.

As inscrições terão de ser feitas, aqui na caixa de comentários, ou em tabanca.centro@gmail.com impreterivelmente até às 12.00 horas do dia 24 de Janeiro.

Cá vos esperamos de braços abertos.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

P68: Ainda o 7º Encontro pela pena do José Brás.

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O Sétimo e o Oitavo


Dizem que em sete dias fez Deus o mundo e calculo que tenha sido no sétimo que fez o homem, um pouco à pressa como se confirma pelos defeitos da peça.
E deve ter sido ao oitavo, já fora da primeira semana, que, olhando a obra geral tão completa e bela e no meio dela aquele pelintra meio perdido na selva de africana, onde, parece, tudo começou, achou que, por um lado, lhe faltava qualquer coisa que desse brilho aos olhar parado e imbecil que mostrava, e por outro lado, lhe sobrava outra coisa, a costela que tinha posto a mais e desequilibrava a figura.
Vai daí, mais descansado da gigantesca tarefa anterior, tirou o que estava a mais a Adão, esmerou o trabalho e criou a demonstração física e espiritual que mais exprime a sua inspiração global, a mulher, para felicidade de Adão e minha, digo aqui sem pudor nem complexos, por achar tal criação a síntese da beleza do mundo.
Entrando assim nesta "incumbência" do camarigo Joaquim, pensava eu que me benzia, achando bengala no número sete, e, afinal, quebrei o nariz. O sete era para mim o algarismo central da peça, de onde partiria para me alargar acerca do sétimo. Do 7.º digo, do 7.º almoço/convivo desta Tabanca do Centro cada vez mais gorda de tanto, tão suculento e apetitoso cozido que a dona Preciosa tira da sua inspiração, quase tão grande como a do criador do mundo e dos comedores do dito.
Embrulhei-me e, de repente, estava no oito, algarismo muito pouco apropriado aqui porque, como sabem, é a antítese do oitenta, podendo então correr o risco de sugerir que a mulher foi mesmo criada ao octogésimo dia, coisa muito credível pelo valor da obra, mas que deixaria o pobre do Adão a pão e laranjas quase três meses.
O sete sim, que é um número cheio de significâncias antropológicas e no imaginário das gentes. Sete são as maravilhas naturais de Portugal, sete são os pecados mortais, sete são os chakras, sete são os corpos, sete são os raios e sete os céus, os dias da criação, os selos do apocalipse, e por último (mas não menos importante) os sete anões.
Como vêem, o sete vem mesmo a calhar para falar do 7.º almoço/convívio sem dizer grande coisa, sem me comprometer com opiniões sobre isto e aquilo, quem esteve e quem não esteve, os mais bonitos e o menos, quem falou ou esteve calado, quem comeu mais ou comeu menos, e mais de cozido e mais de leitão, e de quem, como eu, ficando na margem, aproveitou dos dois, enfim...
Há uma coisa que penso ter detectado neste refeitório que junta soldado com oficial superior, comendo da mesma panela, bebendo do mesmo pipo, falando de táctica e de estratégia, como se viéssemos todos da mesma formação, tuteando-se sem complexos ou medos de carecada, detectei, penso eu (de que), uma muito maior aproximação, uma crescente capacidade de aceitar diferenças nisto tudo e de garantir um abraço sinceramente fraterno.
E, provavelmente, não foi por acaso que pus o oitavo dia como o que levou Deus a criar a mulher. Talvez que por instinto me tivesse chegado a ideia do oitavo.
Se o sétimo morreu, que viva o oitavo


José Brás


Obrigado camarigos José Brás e Belarmino Sardinha!
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