terça-feira, 21 de maio de 2019

P1138: MAIS UMA CONFRATERNIZAÇÃO


OS ENCONTROS ANUAIS DOS EX-COMBATENTES

Em cima da data limite para as inscrições do XIV Encontro Nacional da Tabanca Grande, que vai ter lugar em 25 de Maio próximo, em Monte Real, atrevo-me, como membro sénior da Tabanca Grande e da Tabanca do Centro, a mais um testemunho que tem a ver com os encontros anuais das nossas Companhias “originais”, que foram aliás a razão principal para estarmos nas “Tabancas”, que prolongam no tempo a memória da nossa passagem pela guerra do Ultramar.

No que me diz respeito estive no passado dia 12 de Maio em Benavente para a 53ª. confraternização da “minha” C.Caç. 675, que esteve na Guiné desde 13 de Maio de 1964 até passarmos à “peluda” em 4 de Maio de 1966.

Há sempre uma expetativa especial quando chega a data de mais uma confraternização. Como é que estarão os nossos velhos companheiros da guerra?
No meu caso já passaram 53 anos (e 53 convívios) em relação a data de chegada a Lisboa em 3 de Maio de 1966 a bordo do navio “UIGE”, vindos de Bissau-Guiné.
Este ano o encontro foi mais uma vez em Benavente e com os ex-militares e suas famílias juntaram-se 89 pessoas.

Antes da missa, em memória dos camaradas que tombaram em defesa da Pátria e dos que, segundo a lei da vida foram partindo já depois do regresso da guerra, o ex-alferes Belmiro Tavares procedeu a leitura dos nomes dos companheiros que já não estão entre nós, sendo cada nome saudado com um grito coletivo de “presente”.

Ainda na Guiné morreram em combate o furriel miliciano Álvaro Manuel Vilhena Mesquita e os soldados Augusto Gonçalves e João Nunes do Nascimento.
E depois do regresso a Metrópole já nos deixaram mais 52 camaradas.

No ofício religioso estiveram presentes os familiares do Álvaro Mesquita - sua irmã Teresa e seu sobrinho Francisco Mesquita - que viajaram propositadamente de Vila Nova de Famalicão.

Em relação aos presentes no convívio, e no que respeita aos antigos militares, estiveram 39 ex-combatentes da 675, sob o comando do nosso eterno “Capitão do Quadrado”, Ten. General Alípio Tomé Pinto.

A grande novidade deste ano foi ter estado presente uma médica dentista, que dentro de poucas semanas vai partir para a Guiné-Bissau como voluntária. Vale a pena contar um pouco da sua história.

Esta alcobacense (que acompanhou o JERO, seu amigo e vizinho de há muitos anos) chama-se Manuela Fróis e parte em julho para a Guiné-Bissau para uma nova experiência de voluntariado, atividade que a atraiu pela primeira vez em 1980. Desde então, a médica dentista apaixonou-se pela missão de “apoiar aqueles que tão pouco têm”.

Queria ser professora de Português, mas numa família em que o patriarca era dentista, a alcobacense não teve outra alternativa a não ser iniciar estudos para seguir a carreira do pai.

“Não queria seguir a área da saúde e acabei por embarcar para Moçambique, país que à data se encontrava em confronto, para ensinar português”, recorda a alcobacense. A aventura que deveria ser uma forma de “bater o pé” face à decisão do pai, acabou por se tornar numa das suas maiores lições de vida. “Quando regressei a Portugal, sabia que tinha de fazer algo verdadeiramente significante para apoiar estas comunidades”.

Em 1994, formou-se como médica dentista com a ambição de usar a licenciatura para um “bem maior”. Seguiu-se uma pós-graduação em Paris, que apoiou a decisão de realizar ações preventivas junto das crianças. Anos mais tarde, em 2008, rumou novamente ao continente africano, desta vez para a ilha do Fogo, em Cabo-Verde, no âmbito de uma ação da “Mundo a Sorrir”, Organização Não Governamental (ONG). A médica dentista teve um papel ativo na educação de higiene oral dos nativos, realizando consultas e apoiando aquela comunidade.

Em dois meses, Manuela Fróis, que abandonou o emprego numa clínica em Lisboa para embarcar nesta aventura, irá unir-se a outros voluntários que partem para a Guiné-Bissau para trabalhar em áreas da saúde, saúde oral e em estilos de vida saudável junto das populações em situação de vulnerabilidade socioeconómica. “Atualmente, a Guiné-Bissau tem apenas um médico dentista e este dado revela a necessidade de apoio desta comunidade”, sublinha. 

Falar a língua nativa e conhecer, o melhor possível, a comunidade que irá ingressar por tempo indefinido é uma das maiores preocupações da médica. “Falar a língua, mesmo que o básico, é o mais importante. A dificuldade que eles têm em entender termos técnicos é muito semelhante àquela que temos em perceber alguns termos locais e esta dificuldade ajuda a criar laços”, confessa.  

Consciente das dificuldades que irá enfrentar, a alcobacense está determinada em enfrentar os desafios e a apoiar, dentro das suas possibilidades, os guineenses. 

“Parto para continuar o sonho de apoiar as sociedades mais deterioradas. Afinal foi para isso que me formei nesta área”, conclui, com um sorriso.
E todos a queremos encontrar dentro de alguns meses para saber novidades das gentes da Guiné-Bissau e como correu a sua dignificante missão.
Que Deus a guarde e acompanhe.

Terminamos com a mensagem que o nosso Ten. General Alípio Tomé Pinto nos dirigiu :

”É com muita alegria que vos volto a encontrar e a ver que a Companhia continua a crescer. Aos jovens de 22 e 23 anos que conheci na Guiné há mais de meio século juntam-se agora filhos e netos, que são a mais-valia dos valores morais que crescem ao longo dos anos com a família. Esses valores que transportaram do passado estão aqui bem presentes. 

Peço aos mais novos que acreditem naquilo que os vossos avós vos contarem sobre a Guerra do Ultramar. Obrigou a muito sacrifício porque as guerras não trazem coisas boas. Houve que conseguir a superação de enormes dificuldades que motivaram o crescimento de uma amizade especial que perdura tantos anos depois do regresso em 1966. 

Peço finalmente aos ex-combatentes que resistam. Que aguentem até aos 90 ou mesmo até aos 100 anos porque senão o nosso Alferes Tavares fica sem clientela. Renovo o meu agradecimento por toda a simpatia que sempre manifestam por mim e pela minha mulher, que Deus chamou a Si em passado recente. E até para o ano se Deus quiser.”

O tempo passou e não pára…

Escrever é também uma tentativa de que a vida se prolongue para além de nós.

JERO

quarta-feira, 1 de maio de 2019

P1133: REVISTA "KARAS" DE MAIO

Aproveitando o período de concentração do pessoal no Café Central, antes do almoço, o JERO teve a oportunidade de mostrar aos camaradas presentes o seu projecto mais recente, o livro "Imagens e Quadras Soltas", obra feita em colaboração com o nosso camarada Manuel Maia. O Manuel Nunes Mendes e Raul Castro seguem atentamente a apresentação, enquanto o António Alves, Manuel Reis e José Luís Rodrigues servem de pano de fundo...
Como habitualmente o Jaime Brandão não faz parte deste encontro... Mas, como também é frequente, não deixa de passar pelo Café Central para uma sempre agradável troca de palavras. Situação natural para quem reside permanentemente em Monte Real e é frequentador regular daquele estabelecimento. Aqui, conversando com a Giselda, sua contemporânea na Guiné/BA12/Bissalanca.
O grupo dos 4 de Aveiro tem tido dificuldade em reunir-se nos nossos convívios, estando desta vez ausentes o Carlos Augusto Pinheiro e o Carlos Prata. E só agora regressou ao nosso convívio o José Luís Malaquias, ainda a recuperar de um acidente grave que lhe afectou a mobilidade das pernas. O mais regular ainda tem sido o Manuel Reis... Vemos os dois na conversa com o José Luís Rodrigues, uma presença firme nos nossos encontros. 
Já é hábito antigo do JERO trazer exemplares do jornal Cister, onde colabora, para distribuição aos presentes, dando ao pessoal do Centro possibilidade de saber notícias frescas de Alcobaça e arredores...
O Joaquim Rolo, António Alves e Carlos Santos têm sido presença habitual nestes encontros.
O Carlos Cordeiro e o José Salgueiro estiveram mais uma vez presentes, assim como o Almiro Gonçalves, Luís Branquinho Crespo e Agostinho Gaspar. Este último, aliás, é o único totalista de presenças nos nossos convívios - 76 presenças em 76 encontros!...
O Manuel Frazão Vieira confraternizando com o António Frade... que é presença regular nos nossos encontros, assim como o Manuel Nunes Mendes.
Um friso das senhoras presentes, a que se juntou o Miguel, filho do Agostinho Gaspar. Vemos a Giselda Pessoa, Isabel Gaspar, Helena Frade, Hortense Mateus e Amélia Gonçalves.
E nestes últimos tempos o Carlos Manata tem sido mais constante nas suas participações.
O grupo trazido pelo Acácio Vieira (à direita na foto) onde podemos ainda ver o Elias Ferreira, Afonso Ramos Calado e um substituto de última hora, de que não retivemos o nome.
O Carlos Oliveira - aqui junto do Carlos Manata e Carlos Santos - ultrapassou alguns problemas de saúde que inibiram a sua presença durante um período algo prolongado. Felizmente a situação parece ter sido ultrapassada e temos  podido contar com a sua companhia neste últimos encontros.
Um grupo que se tem preocupado com o funcionamento da Tabanca do Centro e do seu blogue - o Régulo da Tabanca Joaquim Mexia Alves e dois colaboradores assíduos, o Miguel Pessoa e o José Eduardo Oliveira, vulgo JERO.
O Joaquim Rolo e o Joaquim Sousa tomaram-lhe o gosto e não têm faltado. Pena é que não tenham e-mail e acesso directo ao blogue.
A preparação da foto de grupo é sempre trabalhosa pois é difícil juntar todo o pessoal... Grupo a grupo lá se vai reunindo a equipa até se chegar ao produto final. E, como é normal, há sempre gente que não fica na fotografia...
Desde que nos descobriu o José Salgueiro tem sido participante activo nos nossos convívios, sendo habitualmente inscrito pelo Carlos Cordeiro, aqui ao seu lado.
O Acácio Henriques Vieira (ao fundo) inscreveu desta vez vários camaradas, como já vimos. Vemo-lo aqui junto ao Luís Branquinho Crespo e ao Manuel Frazão Vieira.
No número anterior da revista "Karas" tínhamos comentado que era difícil apanhar uma boa imagem do nosso tesoureiro Vitor Caseiro, pois ele refugiava-se num cantinho, lá junto à parede. Desta vez o Vitor resolveu ficar em primeiro plano, para fazer a vontade ao editor. Mas como podem ver continua a ser difícil apanhá-lo, porque o rapaz não pára!... Qual enguia, escorrega pelas mesas para dar um toque pessoal na conversa com cada um dos presentes...
E não é caso único, como se pode ver com o Silvino Correia d'Oliveira, que resolveu abancar por um bocado na mesa do Joaquim Espírito Santo Oliveira e Carlos Santos. Ao fundo ainda podemos ver o Joaquim Sousa, o José Luís Malaquias e o Manuel Reis,
Já este outro grupo mantém-se lá para o seu cantinho... Provavelmente o Agostinho Gaspar explica ao Almiro Gonçalves pormenores da sua próxima ida à Guiné, enquanto a Amélia vai acompanhando a conversa...
O Joaquim Espírito Santo Oliveira e o Carlos Santos são camaradas que nos habituámos a encontrar regularmente nas nossas reuniões.
E o António Alves, que parece abandonado lá para um canto, tem-se mostrado um participante activo nos nossos encontros. E não só, pois também acompanha as reuniões da Tabanca da Linha e já está inscrito para o XIV Encontro da Tabanca Grande, a realizar em 25 de Maio em Monte Real.
O Joaquim Sousa é habitualmente inscrito pelo Carlos Santos. O duo presente dos 4 de Aveiro lá estava no seu cantinho, com o regressado José Luís Malaquias a mostrar que, se ainda não recuperou totalmente das mazelas nas pernas, o acidente não lhe afectou as cordas vocais, pois fartou-se de conversar...
O Joaquim Rolo foi inscrito pelo Carlos Oliveira. Os dois estão aqui ladeados pelo José Luís Rodrigues e pelo Carlos Manata.
E dá a sensação que o nosso tesoureiro Vitor Caseiro anda a preparar a pré-reforma pois deixou as contas do almoço a cargo do Carlos Santos e do Carlos Oliveira. Agora só já lá vai como supervisor...
Durante a nossa concentração no Café Central fomos abordados por um dos empregados, que nos referiu ter na sua posse uns óculos de sol (os que estão na imagem acima) que terão sido deixados no Café no decorrer de um dos nossos encontros anteriores. Se alguém se revê como proprietário destes óculos, poderá contactar o referido empregado quando do próximo encontro.
Já referimos que a realização do XIV Encontro Nacional da Tabanca, que vai decorrer igualmente em Monte Real (em 25 de Maio, no Monte Real Palace Hotel) inibe a realização do encontro da Tabanca do Centro neste mesmo mês. Por isso, apenas poderemos rever a D. Preciosa e os seus petiscos no nosso 77º encontro, em 26 de Junho.

domingo, 28 de abril de 2019

P1132: O (AS)SALTO DA MEMÓRIA

 AS CUNHAS PARA NÃO IR 
À GUERRA

Num colóquio levado a efeito em 27 de Outubro de 2016 sob o título "O (As)salto da Memória" discutiu-se que durante os 13 anos da guerra do Ultramar (1961-1974) terá havido mais de 200 mil refratários, mais de 8 mil desertores... e faltosos, segundo estudo conduzido pelos historiadores Miguel Cardina e Susana Martins.


Mas não é sobre esse tema que me proponho “falar”, mas doutro que refiro no título - as “cunhas” para não ir à Guerra do Ultramar.
Não foram desertores mas foram ”habilidosos”. Quantos?!  Nunca se saberá.

Depois da minha reforma em 2003 passei muito do meu tempo livre em jornais da região de Alcobaça, com quem colaborei e colaboro.

Os assinantes desses semanários (ou quinzenários) visitam normalmente as redações para pagarem as suas assinaturas. São usualmente pessoas de “uma certa idade” – maiores de sessenta – pois a gente nova não assina jornais regionais.
Quando vejo entrar gente com “cabelos brancos” meto normalmente conversa para saber se foram mobilizados para a guerra do Ultramar.

Para minha surpresa a maioria desses “maiores de 60” não foi. Refiro-lhes então que eu “não tive essa sorte” e fui para a Guiné em comissão de serviço durante o período de 1964-66. Normalmente este início de conversa dá para saber porque é que os meus interlocutores não foram ao Ultramar. E a maioria das respostas “aponta” como razão “uma boa cunha” para ter ficado livre da vida militar ou, tendo ido à tropa, não ter que ir para a guerra.

A “cunha” na região de Alcobaça passava “pela porta” de um Ten.Coronel já reformado, que tinha “deixado” muitos conhecimentos “na tropa” ativa. Os “beneficiados” não deixavam de agradecer-lhe com uma prenda dentro das suas possibilidades e… a sua vida civil continuava.

Quando chegou a minha vez fui um “azarado”. Vale a pena contar alguns pormenores…

Fui o nº. 21 de 31 mancebos da freguesia de Alcobaça que fizeram parte do recenseamento de 1960. Em 8 de Agosto do mesmo ano fui apurado para todo o serviço militar. Pedi «espera» um ano na expectativa de terminar o 3º. Ciclo dos Liceus e ingressar no Curso de Oficiais Milicianos. Era então funcionário do Ministério da Justiça e apesar do esforço que fiz na altura – trabalhador estudante - não consegui concluir o 7º. Ano dos Liceus.


Fui incorporado em 1 de Agosto de 1962 na E.P.C. - Escola Prática de Cavalaria, de Santarém. Era ao tempo uma das Escolas mais duras e exigentes do Exército, e tinha um Comandante que fazia tremer toda a população do Quartel. Chamava-se Homero de Oliveira Matos. Era Coronel de Cavalaria e tinha sido anteriormente Director da PIDE. Dizia-se, ao tempo, que gostava mais dos cavalos do que dos recrutas... 

Fiquei com a minha ideia sobre a assunto mas como não é possível auscultar uma das partes seria eventualmente tendencioso emitir a minha opinião... Mas posso afirmar que perdi 12 quilos em 2 meses de que “escapei” da E.P.C. de Santarém.

E aqui e agora é tempo de confessar que fui de “Cavalaria” para os “Serviços de Saúde” devido a uma “cunha”. Falei com um “conhecido” da IGA (Intendência Geral de Abastecimentos) dos meus tempos de funcionário dos Tribunais que tinha um amigo na “tropa” que me safou – julgava eu – de uma rápida mobilização para o Ultramar.


Em 3 de Outubro de 1962 apresentei-me no 1º.Grupo de Companhias de Saúde, em Lisboa, frente à Basílica da Estrela. Já era de noite quando teve lugar a 1ª. formatura para jantar. Nas instalações do Hospital Militar à Estrela um 2º. Sargento mandou-nos alinhar... mais ou menos pela direita! Ainda hoje me lembro do choque... Para quem vinha da Escola Prática de Cavalaria, onde as formaturas eram feitas a régua e esquadro... alinhar mais ou menos pela direita... era do... caraças!!!

O tempo não parou e... passei quase dois anos no Hospital Militar, onde estive numa dupla qualidade: como doente - contraí uma hepatite, que me valeu 70 dias de internamento em Medicina 3 – e, mais tarde, como enfermeiro. Esta minha passagem como doente pelo HMP, que me fez perder o 2º ciclo da recruta e me obrigou a estar quase 6 meses em casa a restabelecer-me (à custa dos meus Pais) da hepatite militarmente contraída fez-me pensar que mesmo sem cunha voltaria para a vida civil!

Mas não foi isso que aconteceu. Fui considerado apto e regressei à vida militar. De volta ao H.M.P. não esqueci para o que ia e levei a sério o Curso de Sargentos Enfermeiros. Não se brinca com a saúde dos outros.


Fui o 1º. classificado do meu Curso – mais o José Manuel de Barros Borges – o que, mais tarde, me valeu o «prémio« de ser mobilizado já com 2 anos de tropa, avançando para substituir um camarada do curso seguinte, de nome Vítor Serra, que vim a saber tempos depois ser ciclista do Benfica.

Benfica... ciclismo... corridas... Benfica... foi uma «mistura» muita forte para uma rapaz de Alcobaça... desconhecido!

Tinha sido na recruta um grande atleta – era conhecido como o «sprinter» - mas nunca me inscrevera em nenhum clube! Azar o meu! Hoje, mais a frio, até entendo que um ciclista profissional não iria fazer nada para as «estradas» de terra batida da Guiné...

No que me diz respeito... quando me preparava para fazer a mala para vir para Alcobaça fui parar a Évora e... pouco tempo depois à Guiné.


Estava escrito e... se não tem acontecido... não teria motivo para escrever este texto!
O Vítor Serra é que ficou a perder!... Não ficou a conhecer a Guiné nem, muitos anos mais tarde, a “mais valia” que me calhou de ter até ao fim da vida os meus camarigos das Tabancas Grande e do Centro.

O (as)salto da memória não é comigo !
JERO

sexta-feira, 26 de abril de 2019

P1131: ESTAREMOS A ABRANDAR?...

UMA TENDÊNCIA… OU UMA COINCIDÊNCIA?

O número de presenças nos nossos convívios tem variado muito ao longo do tempo, estando pendente da disponibilidade, disposição e saúde do pessoal e das condições meteorológicas do momento. Um novo factor poderá ter surgido ainda no convívio acabado de realizar - a proximidade de um feriado e a possibilidade de uma ponte a sugerir um fim de semana bem alargado.

As estatísticas não permitem estabelecer grandes regras. Mas, da análise das presenças ao longo dos últimos quatro anos (é já uma boa amostragem) vemos que houve um pico de assiduidade no 2º semestre de 2016 e 1º semestre de 2017, e que os convívios em que realizámos os nossos almoços antecipados de Natal foram por norma os mais concorridos.

Em compensação, houve um decréscimo de presenças nos convívios mais recentes. Por coincidência, o convívio agora realizado foi o que teve menor número de participantes nestes últimos quatro anos, com 35 presenças...

Pilhas mais fracas no pessoal, tempo menos acolhedor e por isso menos convidativo para grandes deslocações, outros compromissos importantes (o apoio dos avós aos mais pequenos parece ser cada vez mais solicitado...)?

Bom, esperamos que seja apenas uma "crise" momentânea e que estes nossos convívios possam continuar a proporcionar aos camaradas da Guiné (e a outros que se lhes juntam) bons momentos de confraternização.

Miguel Pessoa

segunda-feira, 22 de abril de 2019

P1129: APROVADO EM CONSELHO DE MINISTROS


ESTATUTO DE ANTIGO COMBATENTE

O Governo aprovou nesta quinta-feira o Estatuto de Antigo Combatente que concretiza o reconhecimento do Estado a quem combateu “ao serviço de Portugal”, sendo também criado um cartão especial para aqueles militares.

“A aprovação desta proposta de lei vem concretizar o reconhecimento do Estado português aos militares que combateram ao serviço de Portugal, fornecendo o enquadramento jurídico que lhes é aplicável e reunindo numa só peça legislativa o conjunto de direitos consagrados pela lei aos ex-militares ao longo do tempo”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

O diploma, é referido na nota, cria novos instrumentos, como o Plano de apoio aos Antigos Combatentes em situação de sem-abrigo, “destinado a apoiar o envelhecimento digno e acompanhado daqueles que serviram o país em teatros de guerra”.

Além disso, são também incorporados instrumentos de apoio económico e social desenvolvidos pelo Ministério da Defesa Nacional com “resultados comprovados”, nomeadamente a Rede Nacional de Apoio, o Plano de Acção para Apoio aos Deficientes Militares e o Centro de Recursos de Stress em Contexto Militar.

É ainda criada uma Unidade Técnica Interministerial para os Antigos Combatentes para “coordenar a implementação do Estatuto, assim como o Cartão do Antigo Combatente, um documento pessoal e vitalício que, além do carácter simbólico, é também um instrumento de simplificação do acesso a direitos sociais e económicos consagrados na legislação portuguesa”.

No novo Estatuto de Antigo Combatente fica ainda definido que se passará a assinalar o “Dia Nacional do Combatente” em 11 de Novembro, data do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial.

Reproduzido com a devida vénia do
jornal “Público” de 11 de Abril de 2019