sábado, 11 de junho de 2016

P803: LÚCIO VIEIRA APRESENTA NOVO LIVRO EM TORRES NOVAS

O nosso camarigo Lúcio Vieira chama-nos a atenção para o lançamento da sua nova obra "Contos das Terras d'Água" em sessão que se irá realizar no próximo dia 25 de Junho em Torres Novas.

Lembramos que recentemente publicámos poemas deste nosso camarada que poderão rever neste blogue. Basta que na janela de pesquisa (canto superior esquerdo) digitem P763 ou P782.

Aqui fica o texto por ele enviado, bem como os dois anexos recebidos, onde é feita referência a esta apresentação.

Informação anterior indicava as 15H00 como a hora da referida apresentação. No entanto, em mail recente o Lúcio Vieira indica como hora da apresentação as 16H00.

Está deixado o convite. Quem puder, apareça!

Os editores

"Meus Amigos,
Começa a ser tempo de "avisar toda a gente".

Em anexo segue informação sobre o lançamento do meu novo "amor" - "Contos das Terras d'Água".

Resta-me o pedido de que não faltem à chamada (pelo menos passem por lá para tomar um copo) e que, se tiverem pachorra para tal, o divulguem como acharem melhor, junto dos v/ amigos ou nas redes sociais.

A Editora agradece e eu agradeço.


Um abraço do 

António Lúcio Vieira"




Uma última informação: Esta obra, "Contos das Terras d'Água", tem estado presente na Feira do Livro, em Lisboa, através das Edições Vieira da Silva. O pessoal da zona tem por isso uma última oportunidade de tomar contacto com este livro, pois a Feira estará aberta até ao próximo dia 13 de Junho.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

P798: AS NOTÍCIAS QUE NUNCA QUEREMOS DAR

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De quando em vez somos surpreendidos por notícias que nos esmagam.

O Miguel Pessoa recebeu um mail do nosso camarigo Rui Marques Gouveia que o informava da tristíssima notícia do falecimento de sua mulher, Eulália, no Hospital da Universidade de Coimbra.

O que dizer a um camarigo, ainda por cima sempre tão perto de nós, numa hora destas, em que as palavras nada dizem.
Apenas, talvez, um abraço forte, apertado e prolongado, como a dizer que estamos com ele, e com ele vivemos estas horas dolorosas.

A Eulália e o Rui são presenças constantes nos nossos encontros da Tabanca do Centro, e ainda neste último encontro perguntei ao Rui pela Eulália, que sempre o acompanhava.
Disse-me que estava doente, mas nada fazia prever esta dolorosa notícia.

Que Deus receba a Eulália no seu infinito descanso e que alivie o Rui e a sua família, neste momento de dor.

De nós, camarigos da Tabanca do Centro, receba a Eulália um beijo muito amigo e o Rui o nosso mais apertado e amigo abraço.

Monte Real, 1 de Junho de 2016
Joaquim Mexia Alves

Informa-nos ainda o Rui do seguinte:

O funeral está marcado para o dia 2, pelas 15H00, com missa de corpo presente na igreja dos Marinheiros. O corpo estará na morgue dos Marinheiros de onde sairá para o cemitério dos Marrazes.
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terça-feira, 31 de maio de 2016

P797: REVISTA "KARAS" DE MAIO

A esplanada do Café Central é agora um espaço mais amplo e permitiu mais largueza na recepção aos participantes. O Régulo da Tabanca já lá estava aguardando o pessoal, enquanto vemos chegar o grupo de Torres Novas, com o regressado Carlos Pinheiro à cabeça.
Não, não é a Feira da Ladra nem uma loja de antiguidades. Detentora de um candeeiro que lhe foi oferecido na Guiné e sabendo que o Agostinho Gaspar tem um semelhante, a Giselda aproveitou os préstimos do Agostinho para uma reparação do candeeiro. Contamos apresentar uma foto do dito cujo depois de reparado e alindado...
Um aspecto da dispersão do pessoal na esplanada, onde podemos distinguir o Carlos Santos e o seu acompanhante Emídio Santos, à esquerda; à direita, o Manuel "Kambuta" Lopes conversa com o Agostinho Gaspar e Manuel da Ponte (de costas). A meio, o José Luís Rodrigues, o Joaquim Henriques e o Almiro Gonçalves parecem aguardar a apresentação dos recém-chegados...
Razoavelmente recuperada da sua lesão no ombro, a Maria Arminda regressou ao nosso convívio, o que sucedeu igualmente com o grupo de Torres Novas, que vemos lá ao fundo - Manuel Ramos, Carlos Morte, Lúcio Vieira, Carlos Pinheiro e Francisco Ribeiro.
E o Miguel Pessoa dá as boas vindas ao Manuel Maia, o qual trazia na bagagem a reedição do seu livro "História de Portugal em Sextilhas".
O Constantino Antunes trouxe consigo o Carlos Alberto Santos. À direita, um grupo já habitual nestas andanças - Carlos Oliveira, Agostinho Gaspar, Manuel da Ponte e Manuel "Kambuta" Lopes.
Aproximava-se a hora do almoço, por isso preparou-se a foto da praxe, com os fotógrafos a tentarem enquadrar o grupo. Falta sempre gente na foto, mas a isso já estamos habituados...
Dado o sinal de partida, é a debandada para o local do almoço. Ainda por cima era a descer... e alguns tinham tomado o pequeno almoço cedo...
Chegados à Pensão Montanha, rapidamente o pessoal se dispersa pelas mesas. Nesta mesa corrida, podemos ver em primeiro plano o Manuel da Ponte e o filho David, que substituiu a mãe Emília à última hora. Trocas a que, aliás, o Manuel já nos habituou...
O casal Lobo optou por um cantinho sossegado, para não "stressar" o netinho. São acompanhados na mesa pelo nosso vate Manuel Maia.
Noutra mesa, o Noel Natário fazia companhia ao António Frade e esposa Helena.
Uma perspectiva da sala, com o JERO a ir meter conversa com o Silvério Lobo e o Manuel Maia.
Na foto da esquerda vemos em primeiro plano o Carlos Manata, Carlos Oliveira e Rui Marques Gouveia, que desta vez veio sozinho. Mais ao fundo podemos ainda identificar o Almiro Gonçalves, Joaquim Mexia Alves e José Luís Rodrigues.
A Maria Arminda optou por ficar junto da Giselda. As duas são acompanhadas pelo "benjamim" Paulo Moreno.
O Fernando Fino era estreia nos nossos convívios, inscrito pelo Kambuta. Aqui, acompanhado pela esposa e pelo Luís Louro Pinheiro, que o Kambuta também inscreveu, mas com nome fictício, para baralhar...
E o Miguel Pessoa vai pondo a conversa em dia com o JERO. Já não se viam há um mês...
Aqui está o corpo do delito, o tradicional Cozido à Portuguesa da Pensão Montanha. Mas a verdade é que o Amado Chefe já anda um pouco cansado do petisco... Vai daí resolveu pedir à D. Preciosa um restinho das tripas do dia anterior. E, claro, o Miguel Pessoa não podia deixar passar a ocasião sem um registo para a reportagem...
Cá está um grande plano da "dieta" do Joaquim Mexia Alves. E, já agora, acompanhado por um arrozinho, para escorregar melhor...
O José da Silva e o Manuel Mendes já começam a fazer parte da mobília... E já dissemos que o Agostinho Gaspar continua a ser totalista? Já leva 53 presenças em 53 convocatórias!
O Manuel Maia leu para a assistência algumas sextilhas incluídas na obra que agora reeditou - "História de Portugal em Sextilhas" - e no final os interessados tiveram oportunidade de adquirir a obra e obter uma dedicatória personalizada do autor.
O Carlos Pinheiro mostrou-se razoavelmente recuperado das intervenções a que foi sujeito ultimamente e que o arredaram do nosso convívio. Muito amavelmente disponibilizou ao pessoal uma garrafa de whisky de tamanho XXL que agradou a quem dela se serviu. E ainda sobrou para o próximo convívio...
Com o Vitor Caseiro de "férias da função" (só por uns tempos...) e o José Jesus Rodrigues novamente ausente, coube ao Joaquim Mexia Alves e Carlos Santos a tarefa de recolherem o carcanhol dos participantes. Vemos aqui o António Sousa e a Mª Arminda Santos a avançarem ao castigo...
Tempo ainda para o Manuel Maia rever nostalgicamente os locais por onde passou há mais de 40 anos. E, para acabar em beleza, um momento ternurento do avô babado para o neto Lobinho...
Nota: As fotos inseridas no presente número da Revista "Karas" são da autoria de dois colaboradores permanentes - o Paulo Moreno e o Miguel Pessoa. Aqui fica o registo.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

P795: HISTÓRIAS CURTAS DAS TERMAS DE MONTE REAL - 1

Iniciamos hoje a publicação de um conjunto de pequenas histórias curtas escritas já há alguns anos pelo nosso camarigo Joaquim Mexia Alves, em que ele relembra pequenos episódios do dia-a-dia do Monte Real Palace Hotel e das Termas a ele associadas, experiências que naturalmente lhe ficaram bem presentes nas suas memórias de infância e juventude.

O MENINO RODRIGUINHO

Há alguns anos, na década de 60, havia uma família (entre muitas) que todos os anos frequentava as Termas e se alojava no Hotel.

Era constituída pela mãe, uma filha mais velha, talvez da minha idade, e pelo Rodriguinho (nome fictício, história verdadeira), que andaria pelos seus 10 ou 12 anos.

As histórias do Rodriguinho são imensas, mas hoje começo por recordar a que todos os anos tinha lugar no exacto dia e momento da chegada da família ao Hotel.

Era sempre no mês de Agosto, por volta da hora do almoço, altura em que o terraço de entrada do Hotel estava cheio de hóspedes à espera da entrada para o restaurante.

A família chegava, saía do seu carro, e o Rodriguinho no meio do terraço com um ar sorridente e desafiante, dizia em alta voz para todos ouvirem:
- “Acabou o sossego! Cheguei eu!”

Mas, entrando nas histórias do Rodriguinho:

Todos os anos vinha para o Hotel, onde passava pelo menos três meses (se bem me lembro), um distinto Senhor Doutor, oriundo dos Açores mas vivendo no Continente, pessoa de trato fácil, muito educado, afável e bonacheirão (no sentido positivo do termo), de quem toda a gente gostava e apreciava a companhia.

Para além de outras, tinha a particularidade de ter sempre no bolso do lado direito dos seus casacos, rebuçados, o que toda a gente sabia, especialmente as crianças que estavam no Hotel com as suas famílias.

Era hábito, pela hora do almoço ou ao fim da tarde, sentar-se nuns cadeirões que havia em frente da recepção, de perna traçada, observando e cumprimentado o corrupio de gente que naqueles meses de Verão ia passando no hall do Hotel.

Ora numa dessas tardes em que calmamente estava sentado de perna traçada, o Rodriguinho andava a correr pelo hall do Hotel incomodando obviamente as pessoas e fazendo pior, ou seja, sempre que passava pelo Senhor Doutor, dava-lhe um pontapé no pé da perna traçada.

Aquilo já estava a incomodar muita gente, mas o distinto Senhor fazia gestos no sentido de não se incomodarem com isso.

A certa altura em que o Rodriguinho mais uma vez ia a passar, o Senhor Doutor, colocando “ostensivamente” a mão no bolso direito do casaco, chamou-o.

E aí vem o Rodriguinho todo contente à espera do rebuçado.

Só que quando chegou ao pé do Senhor Doutor, estendendo a mão para o rebuçado, levou foi uma estalada na cara, e ouviu-o dizer:
- “E agora vai lá fazer queixa à tua mãe!”


Joaquim Mexia Alves