quarta-feira, 6 de abril de 2016
sábado, 2 de abril de 2016
P776: À MINHA MANEIRA...
O MEU FACELOOK
Longe de
pretender inibir-vos de fazerem os contactos com os amigos via Net,
deixamos-vos este vídeo em que, de um modo sensato, se privilegia e defende o
contacto pessoal com os nossos amigos, deixando para um plano mais modesto os
ciber-contactos com "amigos" que muitas vezes nem conhecemos
pessoalmente e de quem frequentemente apenas sabemos o que eles nos querem
contar...
Afinal,
por que não utilizarem o meu Facelook? É já de aqui a pouco tempo
que teremos oportunidade de nos revermos pessoalmente, olhos nos olhos, revendo
tudo o que se passou desde que falámos há mês e meio pelo meu Facelook, nos locais do costume - o
Café Central e a Pensão Montanha, em Monte Real.
E neste mês até vamos ter a possibilidade de estarmos cara a cara em duas oportunidades - o XI Encontro Nacional da Tabanca Grande, no dia 16, e o nosso habitual almoço-convívio da Tabanca do Centro, no próximo
dia 29 - ambos em Monte Real...
Miguel Pessoa
sexta-feira, 25 de março de 2016
P775: DO MANUEL MAIA - 15
PESCARIA
O sol tinge-me a pele,
qual magrebino,
e aquece o oceano em
desatino
que mau grado Atlântico,
é diferente...
A água/caldo aguça o
apetite,
o mar assume assim
formal convite,
p’ra agradável
mergulho a toda a gente...
Mau grado Outono, diz
o calendário,
Setembro vinte e seis
p’ra meu fadário
é dia de abrasar, completamente...
Soprado lá da África
do Norte
chegado aqui à ilha ‘inda
bem forte
o vento é insuportável
de "caliente"...
Está sita Las
Galletas, mui bem perto
da praia das Américas,
decerto
da ilha o foco mor do
grã- turismo...
A vida sã e simples
bem d’outrora
na vila piscatória ‘inda
cá mora
sossego em Las
Galletas, é exotismo...
Eu tenho uma
"paixão assolapada"
por Las Galletas, terra
abençoada
p’los deuses dada aos
guanche bem d'outrora
"Pueblo"
piscatório, acolhe bem
quem chega e de bem
longe p’ra cá vem
pensando num retorno
sem demora...
Amanhã, sexta às nove,
irei pescar
de barco, lá bem longe
em alto mar,
na estreia espero a
sorte benfazeja...
Vai ser, por certo,
manhã agradável
fruir do sol, do mar, do
ar saudável
que a primavera
eterna, ilha bafeja...
Chega dia da pesca
aprazada
estou sem dormir é
alta madrugada
baptismo em pescaria é
a razão...
Já sonho com cardumes
de "bonitos",
(atuns de menos peso
do que os ditos...)
com seis ou sete
quilos, centos não...
Vi centos de baleias
convivendo
em trios e sextetos se
movendo,
saudando o predador
que foi d´outrora...
Mergulho e aquífera
aspersão
espectáculo que os
cetáceos ora dão
ao transformado
protector de agora...
À guisa de troféu,
trouxe p’ra casa
uns "peixes
galo" para assar na brasa
dono do barco fez a
gentileza...
Na caixa/aquário foi
metido
"pescado"
que assim vivo foi trazido
directamente para a
minha mesa...
A grossa pele mantém o
peixe inteiro,
da prancha exala um
agradável cheiro
que o sal, limão e
piri haviam dado...
A "papa
canária" era de estalo
e a pinga que escorria
foi "regalo"
rosé "Sangre del
Toro", bem gelado...
Manuel Maia
segunda-feira, 21 de março de 2016
P774: AVENTURA ATRIBULADA COM FINAL FELIZ...
Como alcobacense de gema, o nosso
camarigo JERO traz-nos hoje uma história de um herói da sua terra envolvido
numa aventura que, não tendo sido totalmente concretizada, até teve um final
feliz…
OS HERÓICOS
MALUCOS DAS
MÁQUINAS VOADORAS
A
partida para a travessia entre Portugal e Nova Iorque estava agendada para 13
de setembro de 1931, junto a Vila Franca de Xira. Acompanhado dos alemães Wily
Rody e Christian Johansen, o jovem Fernando Costa Veiga, de apenas 22 anos,
assumiu o leme do avião, apostando numa viagem aérea baseada essencialmente na
bússola.
O
trio de pilotos percorreu mais de 7 mil quilómetros, mas um violento temporal e
a paragem do único motor da aeronave fez terminar o sonho de forma abrupta.
Tinham passado 24 horas e 21 minutos da descolagem em solo português.
A tripulação foi obrigada a amarar em pleno oceano, quando estavam “apenas” a 150 quilómetros do continente americano. Seguiu-se uma autêntica odisseia que confirma que a resistência humana (quase) não tem limites. Mas que foi uma autêntica tortura para os três amigos... foi.
Segundo a página “Voa Portugal - O
Portal da Aviação Portuguesa”, o avião ficou sobre as “ondas alterosas de um
oceano enfurecido, mais precisamente nas coordenadas 45º N e 54º W”.
Os três aventureiros
viveram dias difíceis – muito difíceis - uma vez que não tinham alimentos nem água
potável.
Costa Veiga, Rody e Johansen foram
recolhidos após uma semana no mar, mais concretamente 158 horas após o naufrágio,
pela embarcação norueguesa “Belmoira”, que os acolheu. Os aviadores seguiram
viagem para a Rússia, que era o destino do “Belmoira”.
O caso foi seguido com grande atenção
pela imprensa portuguesa, enquanto a família aguardava por boas notícias. A mãe
de Fernando Costa Veiga recebeu um telegrama, segundo se pode ler nas páginas
do “Diário de Lisboa” de 22 de setembro de 1931, das mãos “do boletineiro
Armando Tavares”, que dizia: “Depois de flutuarmos ao sabor das ondas durante
158 horas, fomos recolhidos pelo barco Belmoira, da praça de Oslo. Estamos
todos bem”.
A pedido da mãe de Costa Veiga, o
ministro dos Negócios Estrangeiros telegrafou ao ministro em Berlim pedindo-lhe
para “transmitir as notícias às famílias de Wily Rody e Christian Johansen ” e
ao ministro nos Estados Unidos para comunicar tudo o que soubesse sobre os
tripulantes do ESA.
Segundo o “Correio da Manhã” de
quinta-feira, 15 de outubro de 1931, o acto heróico de Costa Veiga e seus pares
ressuscitara “as virtudes da raça lusitana”. O jornal fala de um “feito de
relevo, digno de igualar-se às proezas dos grandes ‘ases’ da aviação”. “O
círculo da sorte afastou-se na última rodada, porque o grande pássaro de metal
fora visto a voar a cerca de 400 milhas de Nova Iorque.
“O ESA, obrigado a fugir a uma espera
traiçoeira que a tempestade lhe fizera no caminho da sua rota para a grande
cidade, tivera que descer em pleno Atlântico, lutando durante oito dias e 14
horas contra as vagas alterosas, contra a procella e contra a morte”, pode
ler-se na reportagem publicada pelo periódico.
Fernando Costa Veiga nunca duvidou do
êxito da epopeia, tendo assegurado aos familiares que não pereceria na viagem.
“Vão ver que não morro. E, se morrer, isso que tem? Não temos de morrer
todos?”, dizia na imprensa da época o futuro engenheiro eletrotécnico, que
durante os dias em que esteve à deriva se alimentou, juntamente com os dois
germânicos, de... peixe cru.
Fernando Costa Veiga tinha tirado a
licença de voo na cidade alemã de Leipzig a 11 de julho de 1931, ou seja, apenas
dois meses antes de se meter numa aventura tamanha. A sua falta de experiência
de voo foi apontada como uma das causas para o insucesso da travessia, mas o
seu estatuto de herói permanece inalterado.
Depois de terminar o curso de engenharia
eletrotécnica, este alcobacense de adoção foi o responsável pela presença em
Portugal da Citroen, marca à qual esteve ligado durante muitos anos. E nunca
deixou de visitar a nossa região. O pai e o avô eram naturais de Alcobaça e
detiveram, durante décadas, o palacete Costa Veiga, na Rua de Baixo.
Comprova-se a relação de Fernando Costa
Veiga com a nossa região voltando à notícia do “Diário de Lisboa”, que termina
com o seguinte parágrafo: “A família do bravo rapaz, que parte amanhã para a
Nazaré, pede-nos que sejamos intérpretes da sua gratidão junto de todas as
pessoas que se interessaram pela sorte do seu filho”.
Costa Veiga faleceu em 1993, com 84
anos. Pode não ter conseguido completar a travessia do Atlântico Norte, mas
ganhou um lugar na história da aviação.
Hoje em dia, a viagem entre Lisboa e
Nova Iorque faz-se em sete horas. Mas não tem, certamente, a mesma emoção de
outros tempos…
JERO
quinta-feira, 17 de março de 2016
domingo, 13 de março de 2016
P772: 51º Encontro da Tabanca do Centro - Monte Real, 26 de Fevereiro de 2016
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Fotografias do Manuel Lopes
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quarta-feira, 9 de março de 2016
P771: BAÚ DE RECORDAÇÕES DO JOSÉ BELO
Condoído com
as “condições agrestes” que defontámos no nosso último convívio, o nosso
camarigo José Belo decidiu lembrar-nos que há sempre quem passe mais do que nós
e enviou-nos cópia do convite difundido quando da inauguração da “sua” Tabanca
da Lapónia.
Sabendo que
futuramente ele planeia manter-se mais tempo nos States do que até agora, prevemos
que a Tabanca da Lapónia tenha os seus dias contados. Mas há sempre a esperança
que seja inaugurada a Tabanca de Key West, com fartos motivos de divulgação…
Aqui ficam as suas palavras de
introdução:
Caros amigos
Limpando a parte
"cibernética" das minhas memórias encontrei um convite por mim
enviado aos Camaradas e Amigos da Guiné aquando da inauguração - já há bem
largos anos - da Tabanca da Lapónia.
Depois de ter lido a descrição do
último encontro dos Amigos do Centro e visto as fotos, envio o texto do convite
que talvez seja apropriado para a revista Karas...
Um abraço
José Belo
Encontro das Amigas, Amigos
e Camaradas do
Farol da Cultura
Lusitana nas escuridões Árticas
que é...
A TABANCA DA LAPÓNIA
As cerimónias serão em fins do próximo mês, altura em que por aqui já
existe hora e meia de luz diária.
Estão todos obviamente convidados assim como familiares e amigos.
Sem querer fazer humor fácil quanto ao Círculo Polar e à Lapónia Sueca... a
ementa consta de um jantar frio (!):
Carnes de rena, alce, urso, foca, perdiz da neve; salmão, arenque e truta.
E, para calar os mais "reguilas", bacalhau do alto, do bom, do
norueguês, pescado ao largo do porto de Narvik, a pouco mais de uma centena e
meia de quilómetros daqui.
Os preços (proibitivos em tais quantidades) do vinho aqui na zona levam a
que tanto os aperitivos, o acompanhante da refeição e os digestivos sejam a boa
e forte vodka local, bebida à maneira cá da terra, ou seja, por copos de água,
de um só trago, e principalmente em ritmo... acelerado.
Se me desculparem mais uma pertinência, gostaria de lembrar alguns pormenores
aos interessados na jantarada e convívio.
Como têm estado "só" cerca de 40 graus negativos durante as
noites, e depois de ter observado algumas fotografias dos últimos encontros da
Tabanca do Centro, verifiquei que as "calvas aristocráticas" abundam.
Recomendo que não esqueçam de se fazer acompanhar de um dos nossos típicos
barretes.
Não tem importância se da Nazaré, de Campino ou Saloio, contanto que
seja... quente! E, p'ra mais vamos fazer uma inveja aos lapões!)
Não enviem as confirmações das vossas presenças ao jantar por meio de
pombos correios.
Ao aterrar já seriam franguinhos congelados!
Aos Camaradas que fumam (Por amor de Deus!) não queiram ser
simpáticos para com os não fumadores e não se ponham a... abrir as janelas…
Tendo em conta as idades "bíblicas" que a maioria de nós
já vamos tendo, os que quiserem "aliviar águas" durante o longo
banquete não esqueçam que não estão na Lusitânia (o que nem sempre é fácil
depois do vodka a 96% bebido por copos de água!), indo "fazê-lo" por
detrás de uma pedra de... gelo.
Os 40 graus negativos costumam pregar partidas nestas situações o facto de
a urina estar já congelada antes de chegar ao solo, é a menor (!) entre elas.
Bem vindos ao nosso convívio e à Lapónia Sueca!
José Belo
sexta-feira, 4 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
P769: 51º Encontro da Tabanca do Centro - Monte Real, 26 de Fevereiro de 2016
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Fotografias do Miguel Pessoa
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sábado, 27 de fevereiro de 2016
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