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O José Seara, ou melhor, o Gosé, segundo Vasco, era, é, um verdadeiro camarigo.
Trazido à
Tabanca do Centro pela mão da sua prima Giselda e, portanto, pelo Miguel Pessoa,
não precisou dos “padrinhos” para se impor pela sua simpatia, pela sua afectividade,
pela sua humildade, e tantas mais virtudes que são sempre apanágio dos homens
bons.
Era, é, um
amigo, e mais do que um amigo, um camarigo!
E a doença
nunca vence os homens bons, porque embora eles possam partir do nosso convívio
cara-a-cara, ficam sempre no convívio dos nossos corações.
O “Gosé” é um
desses, que mora em nós, faz parte de nós, é um de nós! Um camarigo,
verdadeiramente!
Nunca esta “conversa”
de camarigos em me chamar “régulo da Tabanca do Centro”, ou “Amado Chefe”, com
ternuramente o Vasco da Gama me chamou e chama, pesou tanto sobre mim, ao
querer escrever palavras que digam o que me vai no coração, para o “Gosé”, para
a sua filha Glenda, (que connosco também esteve), para a sua prima Giselda, (a
humildade deve ser característica daquela família), para o Miguel, que se
supera em amizade e camarigagem.
Todos os que
me conhecem sabem da fé profunda que vivo em Deus, e por isso mesmo, a melhor
homenagem que posso prestar ao “Gosé” é pedir ao Senhor da Vida, que o receba
no seu eterno abraço de amor, e que acompanhe, acaricie e console, os seus
familiares, especialmente a Glenda, que podendo ficar mais “pobre” na terra,
fica sem dúvida mais “rica” no Céu, porque o Céu é dos homens bons, dos homens
de boa vontade, e o “Gosé” era, é, um deles.
Na Tabanca do
Centro não estamos de luto, estamos serenamente recordando o nosso camarigo “Gosé”,
que continua connosco, nos nossos corações, nas nossas vidas, nos nossos
encontros todos os meses, até todos nos encontrarmos no “Encontro Final”, que
será uma festa sem dúvida.
Que Deus receba
o “Gosé” no seu eterno descanso e que nós todos nos alegremos serenamente, na
tristeza da partida, por termos um camarigo como o “Gosé”.
Abraço a
Glenda, a Giselda, o Miguel e a todos os camarigos da Tabanca do Centro nesta
hora de tristeza, mas também de gratidão por termos na nossa memória, e na
nossa vida, (passada, presente e futura), um homem como o “Gosé”!
Marinha
Grande, 6 de Dezembro de 2015
Joaquim Mexia
Alves




















