sexta-feira, 12 de junho de 2015

P666: AINDA FALANDO DE HOMENAGENS AOS COMBATENTES...

DO LADO DE LÁ DO ATLÂNTICO

Um veterano de guerra com 92 anos de idade foi almoçar no restaurante Outback Steakhouse na Flórida e ao pedir a sua conta foi surpreendido com a informação que ela já tinha sido paga por outro cliente. Ao pegar o recibo viu a mensagem:


"Muito obrigado pelos seus serviços!
Uns americanos muito gratos"

Será que esta história poderia acontecer aqui?...





(Da Net, sem indicação de autoria, um mail que nos foi enviado pelo Paulo Moreno)

quinta-feira, 11 de junho de 2015

P665: O 10 DE JUNHO EM BELÉM

Diziam alguns dos presentes que estava mais gente este ano do que em anos anteriores. Pelo menos a zona estava bem composta de pessoal e o tempo, não exageradamente quente, proporcionou uma temperatura mais amena do que temos suportado noutras ocasiões.

É sempre tempo de rever alguns camaradas que anualmente encontramos nesta cerimónia, outros que, por via das reuniões/convívios das nossas pequenas tabancas, vamos encontrando em várias ocasiões ao longo do ano.


O Colaço e o Jorge Canhão são presença assídua no 10 de Junho em Belém. 
Mais uma vez disseram "presente".


Outros dois habituais nesta data. O Humberto Reis faz uma "selfie" partilhada com o Miguel Pessoa.


Duas figuras prestigiadas que podemos ver anualmente nesta cerimónia: o António Lobato, piloto da FAP que na sequência da queda do seu T-6. na ilha de Como passou 7 anos (!) prisioneiro do PAIGC, entre 1963 e 1970. O MGen. Avelar de Sousa fez duas comissões na Guiné tendo, entre outras funções, comandado a CCP 123, de boa memória para o Miguel Pessoa - Pessoal desta Companhia de Caçadores Paraquedistas recuperou-o das matas de Guileje, onde tinha ficado apeado...


Um aspecto da assistência à cerimónia. Nesta altura já se perfilavam as enfermeiras pára-quedistas junto ao púlpito - Uma homenagem que estava prevista no programa e que pretendeu homenagear a acção destas mulheres de armas durante os treze anos da guerra em África.


Um plano mais pormenorizado das enfermeiras pára-quedistas durante a homenagem que lhes foi prestada. Discursava então a propósito o Ten. Coronel Aparício, que tem dado nestes últimos meses total colaboração nas apresentações que têm sido feitas do livro "Nós, Enfermeiras Pára-quedistas".


Para vergonha do Miguel Pessoa, teve que ser o Humberto Reis a captar uma imagem da nossa camariga Giselda Pessoa, aqui ao lado do orador. Na verdade as condições para se obter uma foto decente não eram as melhores para a maioria dos presentes (boa desculpa...). E este escriba estava mais interessado em viver o momento do que em documentá-lo fotograficamente...

Mas, mesmo com essas condições desfavoráveis, não quisemos deixar de vos apresentar algumas das fotos disponíveis, para o que contámos neste caso com a colaboração do nosso camarigo Humberto Reis, a quem agradecemos.

Outros presentes que pudemos encontrar, mas que não chegámos a fotografar: Luís Graça e Alice Carneiro, José Luís Vacas de Carvalho, Marcelino da Mata, António Paiva, António Fernando Marques, Silvério Lobo e mais algum que eventualmente possa ter sido varrido momentaneamente da nossa memória... mas não da nossa estima. Pode ser que para o ano...


Reproduzimos aqui o louvor lido no decorrer da cerimónia de homenagem às nossas camaradas enfermeiras e que lhes foi atribuído pelo Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas. Louvor que, no parecer de vários dos presentes, é amplamente merecido. O que tem naturalmente a minha total concordância. Mas eu posso ser considerado parte interessada...
Miguel Pessoa         

quarta-feira, 10 de junho de 2015

P664: MENU DUPLO À ESCOLHA EM 26 DE JUNHO

Obs.: Apenas uma achega ao que acima é referido. Aqueles que responderam ao nosso inquérito concordando com a alteração da ementa deverão agora formalizar a sua inscrição indicando os nomes dos inscritos e o prato escolhido por cada um. A troca de correspondência anterior teve como único objectivo ajudar-nos a tomar a decisão correcta, não contando como inscrição prévia de ninguém.

terça-feira, 9 de junho de 2015

P663: A CERIMÓNIA DO 10 DE JUNHO EM BELÉM

Comissão Executiva para a
Homenagem Nacional aos Combatentes 2015
_________________________________________________

COMUNICADO À IMPRENSA

HOMENAGEM NACIONAL AOS COMBATENTES

A Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos Combatentes 2015 promove no próximo dia 10 de Junho, junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Belém, Lisboa, o seu XXII Encontro Nacional. As cerimónias que ali terão lugar têm por objectivos comemorar o Dia de Portugal e prestar homenagem a todos aqueles que tombaram em defesa dos valores e da perenidade da Nação Portuguesa.

Por esta razão, ali se reúnem sempre um tão grande número de Portugueses, não só os que foram combatentes no ex-Ultramar e os que mais recentemente serviram em missões de paz no estrangeiro, mas também todos aqueles que, amantes da nossa História e envolvidos na construção de um futuro mais próspero para a sociedade portuguesa, querem ser participantes activos nesta homenagem.

O programa é o seguinte:

   10H30 - Missa na Igreja de Santa Maria, aos Jerónimos;
   12H15 - Abertura junto ao Monumento;
   12H20 - Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana);
   12H28 - Homenagem às Enfermeiras Pára-quedistas;
   12H35 - Discurso alusivo pelo Professor Doutor Nuno Garoupa;
   12H45 - Discurso do Presidente da Comissão Executiva;
   12H50 - Homenagem aos mortos e deposição de flores;
   13H10 - Hino Nacional (salva por navio da Marinha);
   13H15 - Passagem de aeronaves da Força Aérea;
   13H20 - Passagem final pelas lápides;
   13H40 - Lançamento de Pára-quedistas do Exército;
     13H45 - Almoço-convívio.

Pontos a realçar:

  1. Missa presidida por Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente;

2. Serão convidados de honra a Presidência da República (que envia uma mensagem aos Combatentes), a Câmara Municipal de Lisboa, as Chefias Militares, os militares agraciados com a Ordem Militar da Torre e Espada, o Comando Geral da GNR, a Direcção Nacional da PSP, os Presidentes das Associações de Combatentes e os Adidos Militares ou Culturais junto das embaixadas da CPLP.

3. Homenagem Nacional às Enfermeiras Pára-quedistas, que estarão presentes; será realçada a sua acção extraordinária no apoio aos Combatentes e será lido um louvor atribuído pelo General CEMGFA.

4. Cerimónia inter-religiosa católica e muçulmana (duas religiões irmanadas a orar pelos Combatentes mortos, acontecimento único em Portugal e talvez no mundo).

5. Discurso pelo Professor Doutor Nuno Garoupa.

            Todos os portugueses, nomeadamente os militares, são convidados a participar nesta homenagem aos que deram a vida pela Pátria e, desta maneira, celebrarem o Dia de Portugal.

Pomo-nos desde já à disposição para prestar mais esclarecimentos ou, inclusivamente, para participar numa entrevista sobre a matéria, em data e hora a combinar. Em anexo se envia um programa-convite das cerimónias.    


domingo, 7 de junho de 2015

P662: CRÓNICAS DO JOSÉ BELO

As trocas de correspondência com o nosso “correspondente” na Lapónia – José Belo – já transformadas em postes recentemente publicados neste blogue, têm-nos proporcionado um maior conhecimento da realidade daquela região. Vem esta conversa a propósito de uma pergunta que lhe fizemos há pouco tempo sobre o consumo de leite pelos habitantes da região, nomeadamente o leite de rena, o que proporcionou uma resposta que, pela sua extensão, justifica a sua divisão em dois postes. Assim, vamos hoje saber a resposta à pergunta que tínhamos formulado sobre o consumo de leite, deixando para próxima edição a descrição pormenorizada que este nosso camarigo faz da rena,  pelos vistos um animal que é  pau para toda a obra…

FALANDO DE LATICÍNIOS NA LAPÓNIA


Na alimentação escandinava o leite, queijo, manteiga, iogurte e todos os possíveis derivados têm uma posição muito importante com base numa enorme criação de gado vacum que, tanto no caso sueco como norueguês, é efectuada nas metades sul dos respectivos países.

Até à segunda guerra mundial o isolamento da Lapónia era quase total. A alimentação dos lapões baseava-se até então exclusivamente nos recursos locais.

O leite de rena é pobre em lactose (2,4%) o que é cerca de 1/3 da lactose contida no leite humano, e metade da existente no leite de vaca. Tem no entanto 22% mais de gordura que o leite de vaca.

O problema é que cada rena produz cerca de um decilitro de leite por mugidela/dia enquanto uma cabra produz cerca de um litro de leite por mugidela/dia.

Tendo em conta estas quantidades vinha-se a entrar em conflito com as necessidades das crias das renas na Primavera e Verão.

Os lapões até 1965 utilizavam uma raça de cabras de pelo longo, que estava bem adaptada ás condições locais, para o consumo de leite e queijos. Estas cabras acompanhavam as famílias quando das deslocações das manadas de renas. 

Das cabras os lapões usavam o leite, as peles e os cornos (para guardar pólvora), mas não consumiam a sua carne, que davam aos cães. 

É claro que estas cabras, apesar de resistentes e de boa pelagem, não aguentavam os Invernos locais. Chegado esse período do ano as cabras eram colocadas em aldeias de lapões sedentários, ou em casas de suecos com quem os lapões tinham contactos durante as suas deslocações com as manadas. Isto, em troca de um pagamento efectuado pelos donos das cabras em peles e carne de rena.

O leite de rena é hoje usado localmente como tempero adicional para molhos. Tem um sabor agradável a ervas e bagas, o que o torna muito apreciado nos hotéis e restaurantes turísticos quando servido com carnes, tanto de rena, de alce ou perdiz da neve.

O governo central sueco só permitia  um número máximo de cinco (!) cabras por família, mais numa demonstração do poder "colonial" do que de preocupações ambientais, inexistentes naquelas épocas.

Hoje as realidades locais são outras. Mas até 1968 (!!!) era uma outra história, e isto com o detalhe escandaloso de então a Suécia ser quem mais activamente trabalhava nas Nações Unidas e outras instituições internacionais contra as injustiças sobre os povos do terceiro mundo.

Sei bastante - e de forma detalhada - de tudo o que com esta região está ligado, tanto historicamente, como culturalmente, e não menos nas suas ligações jurídicas com os poderes centrais em Estocolmo, Oslo, Helsínquia e Moscovo. Os paralelos com a nossa administração colonial - ou com o que se passou nos Estados Unidos ou Brasil em relação aos índios - são inúmeros.

Tive a oportunidade de olhar a situação local dos dois lados da barricada, o que nem sempre foi fácil.

Como jurista, tive nos tempos livres do meu trabalho nos States, muitas ocasiões em que pude, a meu modo, contribuir para alguns dos enquadramentos legais que acabaram por levar a uma modificação da situação escandalosa anterior.

Muito de concreto poderia escrever sobre isto, por ter vindo a acompanhar de muito perto as evoluções a níveis jurídicos e constitucionais. Mas vamos ficar por aqui agora...
  Um abraço do  
    José Belo  

terça-feira, 2 de junho de 2015

P659: VEM AÍ O 10 DE JUNHO EM BELÉM

Uma chamada de atenção para a cerimónia do 10 de Junho que irá decorrer junto ao Monumento dos Combatentes do Ultramar. Do programa do XXII Encontro Nacional, que reproduzimos em baixo, realçamos a cerimónia de homenagem às Enfermeiras Paraquedistas, integrada nestas comemorações.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

P658: UMA SAÍDA APRESSADA...

REGRESSO DE LUANDA

Como já escrevi noutra ocasião, depois de sair da Guiné fui para Angola trabalhar, tendo ficado sedeado em Luanda. Cheguei em Março de 1974 e um mês depois aconteceu o 25 de Abril.

Durante um tempo a vida em Luanda não sofreu grande modificação, mas com a chegada dos três movimentos armados a Luanda, a coisa complicou-se muito e viveu-se um clima de guerra permanente.

Escuso-me, obviamente, de tecer comentários sobre este período da nossa história. Interessa à história que quero contar que, tendo o MPLA (ajudado pela política vigente na altura em Angola), expulsado os outros dois movimentos de Luanda, as coisas em vez de ficarem mais calmas continuaram num crescendo de incertezas, violência, guerra, etc., etc.

Resumindo e concluindo, digamos assim, um dia sou alertado por amigos que tinham conhecimentos junto do MPLA, que eu poderia vir a ser preso, não se sabendo bem a razão para tal, mas que com certeza se basearia no facto de eu ser um acérrimo crítico de toda a situação em que estava envolvida a dita descolonização.

A minha amizade com o então Major PILAV Luís Quintanilha, (comandante dos Boeing 707 militares), e outros pilotos da Força Aérea, levava a que estes fossem os meus amigos preferenciais naquele tempo. Estabeleci uma amizade cúmplice com muitos, entre eles o então Coronel PILAV João Carlos David, que era na altura Comandante da Base Aérea de Luanda (Este meu amigo viria a falecer juntamente com o Luís Quintanilha num acidente de aviação perto de Sintra, nos anos 90).

Ora, nas muitas conversas que íamos tendo, relatei-lhes a informação que me tinha chegado da possibilidade de ser preso pelas “forças reinantes” na altura em Luanda.

O João Carlos David disse-me logo que o que eu tinha a fazer mal tivesse informação mais fidedigna, ou sentisse que tal estava iminente, era dirigir-me para a Base Aérea de Luanda e lá procurar refúgio, pois ele iria dar instruções para que o meu nome figurasse na porta de armas, como alguém a quem deviam deixar entrar sem qualquer entrave.

Dali, disse ele, corroborado pelo Luís Quintanilha e outros, apesar de eu ser civil embarcaria para Lisboa num Boeing da FAP, e como tal não haveria o perigo de me “agarrarem”.

E o tal dia chegou. Ao princípio de uma tarde, a poucos dias da independência, (não me lembro já do dia), fui avisado de que a minha prisão poderia acontecer a qualquer momento.

Não hesitei, saí do escritório, meti-me no meu carro e dirigi-me rapidamente para a Base Aérea, do outro lado da cidade. Ia jurar que era seguido, mas no momento a única coisa que me interessava era chegar à Base.

Graças ao meu amigo João Carlos David a porta de armas foi-me de imediato franqueada e pude entrar e abrigar-me naquela Base Aérea. Ele veio entretanto falar comigo, percebendo então que eu tinha chegado à Base com a roupa que tinha no corpo e nada mais.

Ora eu já tinha preparado as coisas mais importantes em casa, para trazer em caso da necessária fuga, e o David, ao saber disso, disse-me que então ir-se-ia a minha casa buscar o mais importante.

Perante isso, reuniram-se alguns paraquedistas fardados e fomos num ou dois Unimog, (já não me lembro bem), buscar essas tais coisas a minha casa. Indo num veículo militar, e para mais com paraquedistas, ninguém se atreveu a mandar-nos parar, embora tenha a certeza de que nas imediações da minha casa estava gente à minha espera.

Acabou por correr tudo bem e regressámos à Base Aérea onde dormi nessa noite, para no dia seguinte embarcar para Lisboa no avião militar. Fui acordado de madrugada com um pontapé na cama, dado pelo Luís Quintanilha, que gritava: Quem é que raio está a dormir na minha cama?

Lá percebeu que era eu, demos um abraço e fomos tratar de tudo para eu poder embarcar no regresso do avião que ele tinha levado de Lisboa para Luanda.

Ao fim da noite estava eu a chegar então a Lisboa, são e salvo de qualquer problema, mas com imensas saudades já daquela fantástica cidade de Luanda e daquela maravilhosa terra de Angola.

Basta dizer como informação que o Comandante do avião em que regressei a Lisboa foi o então Tenente Coronel PILAV Alvarenga, que viria mais tarde a ser Chefe do Estado Maior da Força Aérea e a seguir Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, e que também era do núcleo de amigos de Luanda, embora menos assíduo.

Aqui fica a história para a posteridade, e sobretudo a minha enorme gratidão à Força Aérea Portuguesa e aos meus amigos que a ela pertenciam - e alguns ainda pertencem, creio eu.

Um abraço do

Joaquim  Mexia  Alves

terça-feira, 26 de maio de 2015

P657: NOVA TERTÚLIA EM LEIRIA

Vem aí mais uma sessão das II Tertúlias "A História Somos Nós". A quarta sessão deste ano irá realizar-se no próximo dia 29 de Maio pelas 18H00, como habitualmente nas instalações da Livraria Arquivo, em Leiria, sendo dedicada ao tema "Missões de voluntariado". A sessão conta com a presença da Drª Maria Antonieta, Drª Helena Carvalhão, e Senhores José Azevedo e Joaquim Gaspar, sendo moderador o TCor. Mário Ley Garcia.

É uma organização da Livraria Arquivo em conjunto com o Núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes e tem o apoio do Jornal de Leiria. A entrada é livre.


Este ano está ainda prevista uma última sessão (a 5ª) dedicada ao tema "A guerra colonial na imprensa nacional e local", a realizar em 26 de Junho.

Localização da Livraria Arquivo: Avª dos Combatentes da Grande Guerra, nº 53, em Leiria