quinta-feira, 9 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
P634: VIVER NA LAPÓNIA - PORMENORIZANDO...
Em 6 de Fevereiro passado publicámos neste
blogue uma compilação de mails do nosso camarigo José Belo, que juntámos num
texto a que demos o título "Viver na Lapónia". Pretendia-se com essa
abordagem desvendar um pouco o modo de vida de um povo com mentalidades e
maneiras de estar bem diferentes das nossas, associadas a um clima bem
mais agreste que o deste nosso cantinho.
Ficaram então na nossa mente algumas questões que não eram ali suficientemente esclarecidas, pelo que mais uma vez pedimos a colaboração deste nosso camarigo para elucidar este nosso grupo. As suas respostas foram agora compiladas num segundo texto, que serve como complemento do anterior.
Para relembrar o que na altura foi descrito pelo José Belo, poderão querer rever esse primeiro texto; nesse caso, vejam aqui. Se ainda se recordam do seu conteúdo, então avancem para a leitura do texto que se segue.
UM MUNDO DIFERENTE…
Algumas questões postas por nós sobre o que é viver na Lapónia, que
mereceram clarificação por parte do Zé Belo (texto na 1ª pessoa):
A
electricidade das casas na zona é garantida como? Com um gerador?
As lâmpadas das casas, tanto interiores como exteriores, estão acesas nas
24 horas dos escuros cerca de 9 meses.
Para evitar que os canos rebentem tem que se manter o seu aquecimento,
mesmo quando se está fora?
As casas de habitação mantêm-se aquecidas com caldeira central de óleo
mesmo quando se não está lá. Para o efeito usa-se um termostato automático.
Actualmente é possível aumentar a temperatura antes de se chegar a casa, usando
o telemóvel.
(Acaba por sair mais barato ter a casa a uma temperatura constante, mesmo
quando se está ausente, do que ligar o aquecimento quando se lá chega).
Havendo
cães, como fazer quando se está uma temporada fora?
Caso se não tenha um vizinho (dos tais a uma proximidade de mais de 170 quilómetros…)
que tenha cães e que, em troca de serviço idêntico da nossa parte venha a nossa
casa alimentar e passear os cães, existem companhias de serviços para esse fim
em Kíruna.
É claro que mediante um bom pagamento quanto a deslocações e alimentos…
Na segurança à casa fazem uma barulheira incrível (14!) quando algo
de estranho se aproxima.
Esta espécie de cães,
resultante de um muito feliz cruzamento dos huskies lapões com os siberianos, é
extremamente inteligente, dedicada, saudável e forte.
Destes cães alguns
são treinados para, em caso de acidente ou doença inesperada, se dirigirem por
iniciativa própria (!) para casa e não se acalmarem até conseguirem trazer
consigo pessoas de volta ao local do acidente.
Se te virem caído,
imobilizado ou sentado na neve, vêm de imediato para junto de ti, colocam-se em
círculo à volta dando calor e segurança. Têm reacções rápidas e de tal modo
inteligentes que nada têm a ver com os nossos demasiadamente domesticados cães
citadinos.
Os ursos que
por aqui existem em quantidade (ao contrário dos ursos brancos das áreas costeiras que buscam contacto e atacam humanos na
busca de alimentação) procuram evitar a todo o custo contactos tanto com
humanos como com os cães.
Mas, surpresas e encontros inesperados, existem com bastante frequência. Claro,
como a maioria dos animais de grande porte... se surpreendidos... atacam! Nestas
ocasiões é impressionante a agressividade inteligente (e silenciosa!) destes cães.
Correm de imediato em linha recta para o urso e param a cerca de 10 metros,
provocando a paragem do mesmo.
Depois, continuando em absoluto silêncio, correm continuamente em círculos
perfeitos à volta do animal, com a táctica interessante de um correr num
círculo da direita para a esquerda e o outro da esquerda para a direita. Passados
muito poucos minutos o urso está completamente "marado" e não sabe
como reagir.
Começam então (um de cada vez) a morder uma das patas traseiras do urso
(sempre a mesma, e no mesmo local dos tendões) até este ser obrigado a sentar-se,
ou a arrastar-se dali para fora, isto se o número de cães não for o suficiente
para acabar com ele sem grandes riscos.
Como outra curiosidade quanto aos cães de trenó, ao transportarem-se
pessoas adultas conta-se com a necessidade de dois cães por indivíduo
transportado.
Na
ausência do proprietário por períodos grandes, alguém olha pela casa?
A "Securitas", que não sei se aí se sabe que é uma empresa sueca,
também faz rondas quando a casa está desabitada... mediante um muito bom pagamento!
É claro que estas rondas têm maior importância quanto ao controlo de que
tudo está normal quanto a electricidade, fogos, etc, do que propriamente quanto
a possíveis roubos que - por muito que custe a crer - por aqui não existem
quanto às habitações.
Todas as casas dispõem certamente de uma garagem ou armazém para guardar os
veículos. Supomos que não ficam lá fora...
Veículos - São sempre guardados em garagens bastante aquecidas, e por este
motivo sempre um bocado afastadas das residências para evitar possíveis
acidentes com combustíveis provocados por um eventual curto-circuito em
contacto com fugas de água do gelo derretido.
Quando fora das garagens, o travão de mão não se pode usar... por gelar. E as
borrachas dos limpa vidros, quando parqueamos os carros, caso não sejam
colocadas na posição de bem afastadas dos vidros, passadas poucas horas
partem-se como se fossem de papel…
(São muitas as anedotas que por aqui se contam sobre os citadinos de
Estocolmo que por aqui aparecem em turismo familiar com os seus carros, e
ignoram estas realidades locais, e isto tendo em conta que Estocolmo não é
propriamente... uma cidade quente no Inverno!)
Para carros de modelos com fechaduras exteriores existem uns pequenos sprays a serem utilizados nas mesmas de
modo a permitir o funcionamento das chaves, o mesmo sucedendo com as portas
exteriores das casas.
No porta bagagens do carro deve sempre existir uma pá, cobertores, alimento
à base de chocolate, um pequeno fogão de bateria, etc. e isto para todas as
deslocações.
Como funcionam as comunicações naquele local? Telefone por satélite?
Equipamento rádio? Internet? Qual a cobertura que têm? Antenas dispersas? Por
satélite?
Comunicações - A Suécia tem uma cobertura total tanto quanto a telemóveis
como à Internet móvel, baseada em antenas espalhadas por todo o território.
Este extremo norte, em que as fronteiras sueca, norueguesa, finlandesa e
russa se encontram (a menos de 100 quilómetros da minha casa está o marco
geográfico que situa o ponto de encontro único entre a linha da fronteira
norueguesa, sueca e finlandesa) é muito "sensível" pela sua
proximidade com as grandes bases militares russas de Murmansk.
A cobertura de comunicações da área é extremamente cuidada pelos governos
escandinavos.
Mas, quando decorrem inesperados exercícios russos em grande escala (como sucedeu há pouco, com o maior exercício desde 1967, em que participaram
a esquadra russa do mar do norte com 41 navios a somarem-se a 38 mil soldados
das tropas paraquedistas e 100 aviões) as interferências electrónicas militares
criam sempre caos local.
No Blogue da Lapónia vê-se a imagem de uma outra casa isolada. Supomos que não será um
vizinho…
A
casa a que se referem, da foto colocada no blogue (que creio ser a que está sob
o título "cold-cold") não é a minha, e não é uma casa de habitação.
Faz parte de um sistema de sobrevivência e está devidamente assinalada nos mapas locais para apoio aos exploradores-amadores-turísticos que facilmente se perdem por estas imensidões, ou em caso de inesperados temporais.
Nestas "casas de portas abertas" durante todo o ano, mantidas pelas comunas locais, encontram lenha, fogão, enlatados, aquecimento, camas e cobertas.
Tudo lá está colocado e pode ser utilizado por qualquer um, partindo-se do
princípio de que nenhum chico esperto lá decida passar uns dias de férias do
tipo “Já-agora!".
Bom, resta-nos
agradecer ao José Belo a sua disponibilidade para nos prestar estes
esclarecimentos. Deixamos para outra altura alguma dúvida que ainda venha a
surgir-nos…
A Tabanca do Centro
sexta-feira, 3 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 29 de março de 2015
P630: Foi em 26 de Março
EM AVEIRO: APRESENTAÇÃO DO
LIVRO
“NÓS, ENFERMEIRAS
PARAQUEDISTAS”
Integrada
nas cerimónias do dia da Unidade do RI 10, efectuou-se em Aveiro, no passado
dia 26 de Março, a apresentação do livro “Nós, Enfermeiras Paraquedistas”. A
sessão decorreu nas instalações do Centro de Congressos de Aveiro, cedido para
o efeito pela Câmara Municipal de Aveiro.
Como
tinha já sucedido na apresentação original em Novembro, no Estado Maior da
Força Aérea, a sessão contou com a
presença do Professor Adriano Moreira (autor do prefácio do livro) e do TCor.
Aparício, que fez uma apreciação da obra. Igualmente presentes várias
enfermeiras paraquedistas co-autoras deste livro.
Na
mesa, presentes ainda o Presidente da Câmara de Aveiro, Engº José Ribau
Esteves, o Comandante do RI 10, Cor. José Carlos de Almeida Sobreira, a
Enfermeira Rosa Serra, coordenadora do livro, e o Dr. Vitor Raquel, da “Fronteira
do Caos Editores”.
Embora
não estivesse exageradamente preenchida, a sala contou com a presença de alguma
gente jovem e, naturalmente, de combatentes da guerra de África. Dos envolvidos
nas actividades dos blogues, registámos a presença de elementos da Tabanca
Grande, vários deles ligados igualmente à Tabanca do Centro – Jorge Picado (capitão
miliciano em Mansoa, Mansabá e Teixeira Pinto), José Armando Ferreira de
Almeida (então Furriel, contemporâneo do Luís Graça em Bambadinca), Carlos
Prata (capitão em Cafal Balanta e Bissorã), Manuel Reis (alferes em Guileje),
Miguel Pessoa (tenente na BA12).
Igualmente
várias enfermeiras “tabanqueiras” presentes - Rosa Serra, Giselda Antunes e Aura Rico Teles– para além das enfermeiras Eugénia Espírito Santo Sousa, Natércia Pais, Ana Maria Bermudes, Octávia Santos, Natália Santos e Maria de Lurdes Costa Pereira (nomes de solteiras, pelos quais eram conhecidas na época).
Como
já tinha sucedido na sessão anterior, os dois convidados fizeram apresentações
de grande interesse e qualidade, que foram bastante apreciadas pelos presentes.
E, no âmbito das comemorações do dia da Unidade, os presentes ainda puderam apreciar uma sessão de música que se seguiu a esta apresentação, proporcionada pela Banda Militar do Porto.
A Tabanca do Centro
sábado, 28 de março de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
P628: DO NOSSO ALMIRANTE...
Sempre na linha da frente, trate-se do que se tratar, a Frente de Libertação de Buarkos, alcançada que foi a paz com a integração da vizinha Figueira da Foz no seio da sua freguesia, hoje denominada por Buarkos Sul, a FRELIBU, dizia, tem-se dedicado, com enorme êxito, a um conjunto de iniciativas de índole cultural que abarcam desde a agricultura e pescas até à criação de camelos para transporte nos extensos areais de Buarkos Sul, passando pelas novas tecnologias de análise futebolística, sempre tão necessárias quando o GLORIOSO segue isolado na vanguarda, navegação e pesca submarina com comissão e sem comissão.
Enfim,
uma panóplia de saberes a causar inveja aos mais doutos cibernautas,
argonautas, aeronautas e outros autas da nossa praça. Assim que me lembre, ao
correr da pena, vultos enormes como São Cristas, Rui Cantos, Paulo Janelas,
Costa do Castelo, já peroraram no nosso areópago de Buarkos Lindo.
Sempre na linha da frente, trate-se do que se tratar, a Frente de Libertação de Buarkos, alcançada que foi a paz com a integração da vizinha Figueira da Foz no seio da sua freguesia, hoje denominada por Buarkos Sul, a FRELIBU, dizia, tem-se dedicado, com enorme êxito, a um conjunto de iniciativas de índole cultural que abarcam desde a agricultura e pescas até à criação de camelos para transporte nos extensos areais de Buarkos Sul, passando pelas novas tecnologias de análise futebolística, sempre tão necessárias quando o GLORIOSO segue isolado na vanguarda, navegação e pesca submarina com comissão e sem comissão.
Enfim,
uma panóplia de saberes a causar inveja aos mais doutos cibernautas,
argonautas, aeronautas e outros autas da nossa praça. Assim que me lembre, ao
correr da pena, vultos enormes como São Cristas, Rui Cantos, Paulo Janelas,
Costa do Castelo, já peroraram no nosso areópago de Buarkos Lindo.
Desta
feita o tema, logo por outros copiado, era a saúde e o orador convidado dava
mote ao tema anunciado:
“O DR.
KAMBUTA DOS DEMBOS E A SAÚDE NO ALÉM-MAR”
Recebido por estrondosa ovação ouvida até em Leiria, a
causar inveja a alguns “copiadores”, o Dr. Kambuta sem mais demoras logo deu
início à palestra:
Eu sou
o Dr. Kambuta
Sou
escritor e poeta
Dou
injeções no braço
Na
perna e no etc.
Toda a
gente me admira
Desde
os Dembos à Guiné
O meu
lema é conhecido:
“A seringa sempre em pé”
“A seringa sempre em pé”
Já
salvei quinhentas vidas
De
militares e civis
Do presidente
do Conselho
E da
nossa embaixatriz
Com
todo o gosto aqui estou
Nesta
terra maravilhosa
Para
partilhar meu saber
Mais o
da enfermeira Rosa
Recusei
ir a Leiria
P'ra em
Buarkos estar presente
Curo
mortos e curo vivos
Só não
curo alguém doente.
Obrigado
meus senhores
Meu
Almirante Vermelho
Eu sou
um doutor de primeira
Não sou
pois nenhum fedelho.
Ó homem, grita alguém
do fundo da plateia, munido de megafone,
Deixe-se lá de versejar
Que já
me dói a barriga
Já não
posso mais esperar
Não
aguento da bexiga
E eu, ó
senhor doutor
Que
trago o menino Rodrigo
O meu
filho, o meu amor
Tem uma
dor no umbigo.
E a dor
que tenho num dente
Impossível
de suportar
Ó
Kambuta, meu confidente
Dá-me
algo para me acalmar!
Dor a
sério tenho eu
Se não
me acodem inda morro
Grita
de lá o Romeu
Brandindo
a espada do Zorro.
Ao ver
a espada no ar
Don
António de Badajoz
Deu-lhe
logo p'ra gritar:
Viva a
Figueira da Foz!
Foi o
bom e o bonito ao ouvir-se esta palavra há muito banida dos dicionários de
Buarkus.
A
multidão enfurecida lança-se sobre Don António que, sem outra solução, sobe
para o palco e implora:
Aqui me
acoito senhor
Valei-me,
Dr. Kambuta
Até o
nosso prior
Me
atirou com a batuta!
Chegue-se
pr'a lá, ó traidor
Que eu
não sou nenhum guerreiro
Pelos
Dembos espalhei amor
Era apenas Dr. Maqueiro…
À hora a que vos
escrevo, meus Camarigos da Tabanca do Centro, as sirenes das ambulâncias atroam
os ares de Buarkos e nos seus catorze hospitais não há vagas para ninguém!
Surto de gripe? Não!
Fruto de pancadaria
da grossa, que as gentes da FRELIBU tratam da saúde, sem dó nem piedade, aos
seus inimigos!
“E o Dr. Kambuta dos
Dembos?”, adivinha-se a vossa pergunta.
O Dr. Kambuta, que
também apanhou, está a tratar da saúde em Além-Mar, para as bandas de Monte
Real, sob a asa protectora do Amado Chefe que lhe arranjou um lugar nas Termas.
Ainda há gente boa!
“Je suis Almirante Rouge de Buarkus”
segunda-feira, 23 de março de 2015
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