sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

P27: 1º Encontro da Tabanca do Centro

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RELATÓRIO DA OPERAÇÃO "COZIDO À PORTUGUESA"


O toque a reunir


Perspectiva mais geral que se conseguiu das forças em Operação



O "capacete" Lapão


O "inimigo"





Manhã cedo, aí pelo raiar das 11.15, aterrou em Monte Real a Força Aérea, acompanhada da Enfermagem Especializada em saltos de pára-quedas, prontos para as primeiras instruções sobre a Operação “Cozido à Portuguesa”.
À sua espera, a minha pessoa, “graduada” em Comandante Improvisado das Forças Camarigas, aguardava-os no Palace Hotel Monte Real, onde pernoitaram para o dia seguinte, pois a Operação revelava-se cansativa.
Acertados os primeiros pormenores, rumámos para o ponto de encontro, onde esperaríamos pelo resto das forças, para depois prosseguirmos para o Teatro de Operações.
Qual não é o nosso espanto quando verificámos que numa dedicação total à Operação, já alguns camarigos se tinham adiantado, quais batedores/picadores, (até lá estava um das “especiais”), e desbravando terreno, nos receberam com alegria incontida.
Entretanto o resto das forças foram chegando, tais como reforço para a Força Aérea, (que a operação era de vulto), transmissões, enfermeiros, operacionais e outras coisas mais, um homem de Astrolábio e Sextante, e também calculem bem, um enviado julgamos que da Nato, vindo expressamente da Lapónia para ver as forças a actuarem e com elas participar nesta Operação de grande envergadura.
Ansioso por entrar em combate, o pessoal olhava e questionava o Comandante Improvisado, que assobiando para o lado tentava disfarçar, dizendo que o inimigo ainda não estava pronto, que a Operação devia iniciar-se à hora marcada, que ainda faltavam algumas forças importantes para a Operação, e todo o género de desculpas esfarrapadas, que não conseguiam demover as forças presentes de avançar para o objectivo.
Assim decidiu o Comandante Improvisado rumar ao Teatro de Operações e questionar da possibilidade de se avançar desde logo para o terreno e fazer alguns exercícios degustativos mesmo antes de o inimigo estar pronto para o combate.
Tendo obtido luz verde, correu, (devagarinho que a idade conta), a chamar os operacionais, que muito ordeiramente, ao magote, se dirigiram para o terreno de combate.
Tranquilamente e em silêncio quase absoluto, como é apanágio dos Portugueses, (não se ouvia uma mosca, tal era o barulho), ocuparam as suas posições e cada um deu início aos primeiros exercícios, utilizando para tal uma broa divinal, um pão a sério, azeitonas de rija têmpera e um tinto de se lhe tirar a barretina!
Convém informar que, apoiando-se nas medidas em boa hora tomadas em Portugal de aceitar nas Forças Armadas as Senhoras deste país, algumas delas, convocadas pelo dever pátrio e também para controlarem os copos dos maridos, responderam sim à chamada, abrilhantando assim com graciosidade esta Operação que se poderia revestir de graves riscos para as nossas forças, causados por alguns possíveis excessos.
Chegada a hora aprazada, deu-se a conhecer o inimigo, que se apresentou bem ataviado, nas couves com sabor a campo, na cozedura certa, as batatas sabendo a batata e não a terra, uns nabos bem melhores do que este nabo que escreve, uns enchidos que se percebia nunca terem conhecido plástico de embalagem no vácuo e umas carnes suculentas, recheadas dos seus líquidos próprios e que se desfaziam na boca.
Nesse momento houve algum descontrolo, (perfeitamente aceitável dada a ansiedade de entrar em combate), e mesmo sem esperarem a voz de ataque, todos se atiraram ao inimigo com notável empenho e valentia.
“Dos fracos não reza a história”e ninguém se negava, (com risco da própria barriga), a ir lutando denodadamente tentando esgotar o inimigo, o que se afigurava tarefa assaz difícil, visto que o mesmo ia sendo reforçado em permanência pela Senhora Dona Preciosa e seu apoio logístico, incansáveis nessa missão.
O representante da Nato, (acreditamos que o fosse), vindo da Suécia, ia conversando e tentando inteirar-se deste tipo de combate tão usual no nosso país, e integrando-se totalmente nas forças presentes lutava também ele incansavelmente para chegar á vitória final.
Mas há derrotas que são vitórias, e humildemente temos que, dizendo a verdade, dar a conhecer a nossa derrota, a nossa capitulação, perante a qualidade e quantidade do inimigo.
De tal forma a batalha foi, que houve alguns que ainda levaram inimigo para casa a fim de prosseguirem o combate, depois de um merecido interregno.
Começou então o rescaldo da Operação à volta de uns quantos bafejados pela sorte que ainda tiveram direito a arroz doce, mas não ficando os outros atrás, perante uma mesa ataviada de doces e frutas em qualidade e quantidade.
Começou então também a perceber-se pelo meio das conversas, o nome de um tal Luís Graça, havendo unanimidade no reconhecimento que só era possível agora convocar estas forças para tais Operações devido à sua brilhante ideia de ter fundado e liderar a Tabanca Grande, que é afinal o Quartel General onde acabam por reportar todas estas forças já disseminadas em boa hora, pelo nosso Portugal.
O tal representante da Nato, (seria ou não?), embalado nesta união de forças e depois de já ter recebido uns vinhos Portugueses para o aquecerem nas longas noites da Lapónia, decidiu brindar o Comandante Improvisado com um “capacete” típico das terras mais a Norte da Suécia, bem como, um artefacto que imitava a “voz” das renas daquelas paragens, que servirão ou não, para fazer o “Cozido à Laponesa”.
Coube então a vez ao Comandante Improvisado de usar da palavra para ler um relatório circunstanciado, em verso, sobre a Tabanca do Centro escrito e trazido por quem veio das planícies alentejanas.
Pediu depois que cada um colaborasse nos custos da Operação que se revelaram assustadoramente elevados, 8,50€ por cada combatente, e a Preciosa, (tratemo-la assim carinhosamente), num rasgo de generosidade ainda colocou à disposição das forças, duas garrafas de um liquido amarelado, que segundo diziam teria vindo da Escócia.
Depois desse momento o Comandante Improvisado continuou no uso da palavra para acertar agulhas sobre o combate já nos seus momentos finais, e alertar as forças para a necessidade de se traçarem novas Operações, e sobretudo como aproveitar as sinergias, (estava a ver que não utilizava esta palavra!), geradas neste grupo.
Passou depois a palavra ao homem da água que se queixou amargamente de que a picada para a fonte de água potável tinha muito mau piso e que precisava de materiais para arranjar a dita cuja.
Como “quem não chora não mama”, logo ali se lhe arranjaram creio que 155,00€, o que não dando para alcatroar a picada, já dá para a desmatação.
Aproveitando a deixa, outro homem da logística veio alertar as forças para a necessidade de ajudar de várias formas o povo irmão da Guiné, pelo que pedia a compreensão das forças presentes.
Estas intervenções levaram o Comandante Improvisado a propôr que, não colocando de lado essas ajudas, este grupo de combatentes reunidos na Tabanca do Centro se deveria preocupar em ajudar os ex-combatentes que nada têm e vivem em dificuldades, o que foi de um modo geral bem aceite, ficando cada um de dar o seu contributo em ideias para melhor se colocar em prática tal acção.
Perante o dever cumprido, e bem cumprido, e dada a ordem de desmobilização, o pessoal começou a retirar em boa ordem, não deixando nunca de gabar a qualidade e quantidade do inimigo que se apresentou a combate.
Outras Operações irão ser agendadas e em tempo será dado conhecimento das mesmas aos denodados combatentes.


Monte Real, 29 de Janeiro de 2010

O Comandante Improvisado
Joaquim Mexia Alves
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Nota: Como podem facilmente constatar, não citei nomes de ninguém, porque, (esperteza minha), correndo o risco de me esquecer de alguém, safei-me assim airosamente do imbróglio que podia acontecer.
Ficamos, na Tabanca do Centro à espera de textos e sobretudo de ideias para aplicarmos as tais sinergias, (ena pá, consegui utilizar a palavra duas vezes), em prol dos ex-combatentes necessitados.
Para este efeito utilizar o tabanca.centro@gmail.com
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P26: 1º Encontro da Tabanca do Centro



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Mensagem do camarigo David Guimarães a propósito do 1º Encontro da Tabanca do Centro

David Guimarães
Imagem "fanada" à Tabanca de Matosinhos
Pronto cá ando eu sempre distraído... LEIO SEMPRE TARDE. Então mais uma tabanca? Pois que bem a árvore que eu humilde guerreiro ajudei a erguer-se continua a dar seus frutos... Mais uma tabanca e os mesmos amigos sempre com a vontade de que apareçam mais... Foi isso que a guerra nos deixou - ainda bem que deixou algo de bem - estarmos uns com os outros e de qualquer processo sempre confraternizarmos não com gritos guerreiros - não interessam, mas com o grito solidário de camarada de guerra da Guiné em que todos fomos soldados, onde perdemos um pouco de juventude e de tempo mas ganhamos este espírito que nos fazem ser assim - amigos... SOMOS AMIGOS
Quero assim dizer - QUE BEM, mais uma tabanca e mais irão surgir aposto e que BOM. Como diz o Mexia Alves e bem - uma tabanca de todos. É isso mesmo, estas "povoações" que se vão construíndo soa de todos como todos afinal fomos combatentes... e hoje somos assim AMIGOS...
pois que seja o cozido - boa escolha para a 4ª feira do mês - não se esqueçam de me dizer qual é para um dia eu ir novamente - já lá fui tantas - só para estar na nova não digo vossa mas na QUERIDA TABANCA do Centro... de todos claro, como as outras são...

PARABÉNS e um abraço

David Guimarães
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Nota: Caro camarigo David Guimarães, fica atento ao anúncio do próximo encontro, que será mais coisa menos coisa, dentro de um mês.
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P25: 1º Encontro da Tabanca do Centro

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Mensagem do camarigo Zé Teixeira sobre o 1º Encontro da Tabanca do Centro








FESTA É FESTA, MEU.
Foi dia de festa em Monte Real.
Quando dois ou três ex-combatentes da Guiné se juntam, há festa. Ora, eram mais de quarenta, pá!
Eu que já estou vacinado em ajuntamentos do género, senti a comoção tomar conta de mim, quando vi aquela sala cheia. Então descobri porque é que a sala do Milho Rei em Matosinhos, só tinha trinta e sete convivas. Um bom grupo dos “habitués”, tinham ido á procura do Cozido à Portuguesa. E que saboroso cozido!
Não sei que raio de magia tomou conta de nós, os “apanhados pelo clima da Guiné”.
Em qualquer lugar onde nos encontremos, havendo alguém por perto que tenha palmilhado aquela terrinha, logo nos sentimos irmanados, como que companheiros de longa data, mesmo que nunca nos tenhamos visto ou cruzado na vida, mesmo quando a diferença no ano de nascimento (coisas dos nossos paizinhos), nos tenha atirado para a Guiné em períodos diferentes. Estivemos na Guiné e pronto…
Sobretudo quem se sente ligado à Tabanca Grande (a culpa é do Luís, a quem aproveito para lhe enviar um abraço de parabéns, bem merecido, e, da camarilha dos co-editores), há como que uma mística com características próprias e uma linguagem que nos une e nos liberta o ego, tornando cada um de nós, mais “ele”, tal como na tropa. Tiramos a máscara que a sociedade teima em impor e somos nós próprios.
Aqui em Matosinhos temos o tinto do ZÉ Manel, para ajudar, mas o que bebemos em Monte Real não lhe ficou atrás.

Este encontro inaugurativo da Tabanca do Centro foi para mim muito especial.
Primeiro, porque, sem querer louros, me senti feliz por em 2005 convidar dois amigos, antigos combatentes da Guiné, como não podia deixar de ser, a fundar o que mais tarde se chamaria Tabanca Pequena (Grande há só uma) de Matosinhos. Forma simples que encontramos de petiscar umas sardinhas semanalmente na Casa Teresa. Semente que está germinando aqui e ali, levando alegria, boa disposição e possibilitando a catarse que alguns teimavam em não querer fazer.
Segundo, tive oportunidade de reencontrar o José Belo. Comandante, camarada e amigo de quem me despedi em Abrantes em Maio de 1970, com um “até qualquer dia, meu alferes”.
Em 1975, na sequência da luta pelas suas convicções foi parar à “chossa” de Custóias.
Vivendo eu a 400 metros dessa estância de caça (dos) onde se vê o sol aos quadradinhos, senti-me no dever de o ir visitar. Não só o dever, mas também a saudade
Forcei todas as portas e consegui. Devo ter sido a única pessoa (não importante) que não sendo da família dos presos furou a barreira. À segunda tentativa na semana seguinte, tive de fugir para não levar um tiro. (houve quem insistisse e a GNR arranjou-lhe um capote de madeira).
Há dois anos, graças ao Graça e ao seu/nosso Blogue, reapareceu na Suécia. Mesmo com 40 graus negativos, conseguiu por os dedos de fora e usar o computador, parta dizer olá, estou aqui.
Depois, tal como a água a pingar na pedra, as saudades foram roendo, roendo, roendo…
Uma ajudinha do camarigo Mexia Alves e o nosso homem deixa as renas no pasto e desce a este povoado chamado Portugal, para comer um cozido à portuguesa e voltar.

Terceiro, a oportunidade que me foi dada de agitar um pouco as águas e pôr os camaradas a pensar um pouco mais na forma de ajudar os nossos irmãos guineenses ( onde é que eu já ouvi isto!) .
A Campanha das Sementes e água potável para a Guiné, esteve presente. A generosidade dos camaradas notou-se e a conta bancária cresceu mais um pouco.
Obrigado camarigo Mexia pela iniciativa. Espero sinceramente que se transforme num centro de convívio e fraternidade.
Obrigado Zé Belo, por teres vindo de tão longe, para que nos pudéssemos rever e abraçar.
Obrigado camaradas pela vossa generosidade que rendeu 155.00€ para a campanha.

Zé Teixeira
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P24: 1º Encontro da Tabanca do Centro

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Avaliação do 1º Encontro da Tabanca do Centro, segundo o camarigo António Martins Matos.


O autor da avaliação, à chegada, com o António Graça de Abreu


Será a isto que chamam fotografia aérea???


A fotografia está cortada mas mostra o grau de satisfação do autor da avaliação,
confirmada aliás pelo ar de espanto do José Brás.




Amigo Joaquim

Aqui vai a minha avaliação referente ao almoço

1º Organização 5 estrelas
2º O melhor cozido que alguma vez comi, eu que gosto deste tipo de pratos simples.
3º Ambiente descontraído e sem quezílias e merdisses como as que ás vezes que aparecem noutros lugares.

Quanto ao futuro da Tabanca do Centro, ele será o que decidirmos fazer dele.

Claro que o pessoal da Guiné merece ser ajudado, isso não está em causa, mas parece-me de louvar e tentar levar por diante uma vontade de ajudar “os nossos”, conforme foi sugerido.

Existem muitos ex-militares a precisar de ajuda.
A titulo de exemplo, na minha rua existe um homem a controlar o transito, a “arrumar” carros, a receber uma moeda, não é um “sem abrigo” mas para lá caminha.
É conhecido pelo “pára-quedista” porque apesar de mal vestido usa com orgulho uma boina verde.
E ...foi pára-quedista, Alferes Miliciano Daniel Paiva, da CCP121, percorreu e esteve em operações por toda a Guiné, com especial relevo para Guidage, 1973.
Não sei o que o levou à situação actual mas incomoda-me que alguém que deu tudo pela Pátria esteja naquelas condições.

Haverá outros, muitos mais a necessitarem de tratamento que as suas economias não comportam e o Estado não assume.
Podíamos ajudá-los.

Um abraço
António Martins de Matos
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Nota: Tenho fotografias enviadas pelo António Martins Matos, bem como textos de outros camarigos que irei publicando à medida que tiver tempo e ... paciência!
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

P23: 1º Encontro da Tabanca do Centro

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Mensagem do camarigo Vasco da Gama sobre o 1º Encontro da Tabanca do Centro



Três Especiais



Mexia Alves, sempre atento


Sentados o Joseph e o Mexia. De pé, o Teixeira, o Vasco e o Lobo

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Giselda e Vasco conversam sobre o Miguel ( Torga).



Do meu Buarcos lindo, para a Tabanca do Centro

Foi bonita a festa pá!

Tenho dormido mal de há uns tempos a esta parte e dormi ainda pior na véspera do dia 27, o tal, o da inauguração da Tabanca do Centro. Estava ansioso, sempre assim fui, quando alguma coisa quebra a rotina dos dias que cada vez se tornam mais iguais aqui para as minhas bandas.
À hora aprazada chegou a minha casa a Ana Maria e o António Pimentel, conhecidos desde crianças, amigos maiores desde que a Guiné nos proporciona mais e melhores encontros. Lá fomos os três direitinhos a casa do nosso comando e Cruz de Guerra, Luís Rainha, por sinal irmão da Ana Maria, que a nós se juntou na companhia da sua mulher.
Partimos os cinco rumo a Monte Real, sem necessidade de guia, direitinhos ao objectivo de acordo com as coordenadas indicadas, ao pormenor, pelo Mexia Alves.
Íamos a meio da rua de Leiria quando ao fundo avistámos um ajuntamento de pessoas, cujas cabecinhas, todas quase desprovidas de cabelo, reflectiam os raios solares com tal intensidade que obrigaram o Luís Rainha a uma travagem de emergência, dado o encadeamento sofrido.
Foi bom, é sempre bom, dirigirmo-nos a um grupo de pessoas e sermos recebidos com um sorriso de cumplicidade, mesmo daqueles que ainda não se conhecendo muito bem, já são amigos.
É este o sortilégio que o nosso Luís Graça fez (re)nascer em quase todos nós, quando, em boa hora, criou um dos Blogues mais importantes de Portugal, que pede meças sob variadíssimos pontos de vista ao mais pintado, lido pelo mais humilde de nós até à intelectualidade que dele, portanto de todos nós, se serve para os doutoramentos e quejandos. Daqui um abraço sincero de respeito e amizade ao nosso Luís Graça, que amanhã, dia 29 me apanha na idade, razão pela qual e em nome da Tabanca do Centro lhe envio um grande abraço de parabéns.
Éramos quarenta e quatro, porque não nos deixaram ser mais.!
Lá estava o camarada Belo, vindo expressamente da Suécia.
Lá estava uma delegação da nossa Tabanca de Matosinhos!
Lá estava o “grupo do Cadaval”! Então Hélder? Então Rosales? Faltas injustificadas.
Lá estava a malta do centro sul.( Abracei o Jero, que não conhecia pessoalmente).
Lá estava a malta do centro norte, liderada pelo camarada José Moreira.
Lá estava a malta da aviação com quem nunca havia conversado de tão perto! Os diálogos que com eles mantive na Guiné eram sempre barulhentos, mas davam uma nova alma ao pessoal, quando as abençoadas ameixas vindas do céu interrompiam outras conversas que os Tigres do Cumbijã iam mantendo com o P.A.I.G.C., sobretudo na região de Cumbijã e de Nhacobá.
Lá, enriqueci a minha biblioteca. Consegui, finalmente, as “Vindimas no Capim” do José Brás, e ainda adquiri “Os Golpes de mão’s” do Jero, a tradução dos “Poemas de Li Bai”, do Graça de Abreu, de quem já li e apreciei o “Diário da Guiné – Lama, Sangue e Água Pura”e ainda da Alexandra Reis, filha do nosso querido camarada do Guileje e meu particular amigo Manuel Reis, “ O Ninho”, cuja leitura vos recomendo, pois as palavras frescas e a limpidez da escrita, fazem-nos percorrer com muito agrado o painel de azulejos colocado na parede….
Lá estavam outros de outros lados a quem pela primeira vez abracei.
O Mexia, não confundir com o João Vilarett, declamou um poema da autoria do José Brás que foi bastante aplaudido. O poema, vindo de boa cepa, poderá ser lido no post anterior e o “dizeur” esteve à altura do autor.
Falou também o Zé Teixeira que levou “algum” para as sementinhas e mais o Zé Moreira que, emocionado, apresentou a sua Organização de Solidariedade para com as crianças da Guiné. Na vastidão do oceano segue carregado um contentor de quarenta pés que a sua organização conseguiu. Mais uma vez.! Depois partirão por terra uma série de jipes e motas que farão a entrega em mão, para que nada se perca.
Com malta desta até eu gostei do cozido à portuguesa.!
A batatinha, a carninha de vaca e o chouriço nunca faltaram no meu prato. Estrategicamente sentado, perto do meu querido padrinho nortenho Silvério Lobo, nunca me faltou comida.
O Lobo, esse, só comia “Cóbinhas”.
Anda tudo trocado com o aquecimento global. Até um Lobo é vegetariano…
Ainda não tenho máquina fotográfica, mas prometo comprar uma de alta qualidade, pois vou candidatar-me ao subsídio de combatente que me dizem ser altamente chorudo, de modo que vou anexar algumas fotos que camaradas nossos me fizeram chegar.

Para todos os combatentes da Guiné e seus familiares um obrigado do fundo do coração do amigo ao dispor,

Vasco Augusto Rodrigues da Gama
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Nota: O camarigo Vasco, sabendo da minha falta de tempo hoje, facilitou-me a vida e enviou-me um texto que já faz a notícia do 1º Encontro da Tabanca do Centro.
Dêem-me tempo para depois colocar mais fotografias.
As fotografias e legendas são da autoria do Vasco da Gama.
Joaquim Mexia Alves

P22: Primeiras notícias sobre o 1º Encontro da Tabanca do Centro

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Começam a juntar-se os camarigos


Lista do 40 magníficos que estiveram presentes no 1º Encontro da Tabanca do Centro

Álvaro Basto
Ana Maria e António Pimentel
António Martins Matos
António Graça de Abreu
Agostinho Gaspar
Américo Pratas
Artur Soares
Antonieta e Belarmino Sardinha
Carlos Neves
Daniel Vieira
Dulce e Luís Rainha
Eduardo Campos
Eduardo Magalhães Ribeiro
Gina e Fernando Marques
Giselda e Miguel Pessoa
Gustavo Santos
Joaquim Mexia Alves
Jorge Canhão
Maria Helena e José Eduardo Oliveira
José Belo
José Brás
José Carvalho
José Diniz
José Moreira
José Teixeira
Juvenal Amado
Lobo
Manuel Reis
Mendonça
Teresa e Carlos Marques
Vasco da Gama
Vasco Ferreira
Victor Caseiro





O José Belo em terras de Portugal, ainda com um ar um pouco admirado, assim do tipo:
Não me lembrava que os Portugueses falavam tão alto!!!
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P21: O Centro e o Nada

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Aparentemente …
o nada é… o nada.
quer dizer
não existe não tem densidade não tem massa
não tem peso – nem espaço – nem volume
não tem cor nem cheiro

insisto
aparentemente nada é nada.
com nada é impossível construir casas semear trigo
colher cerejas fazer um filho ir à lua
com o nada ninguém ri ninguém chora ninguém
grita de dor ou de prazer

o nada não é pão – nem espada – nem ternura
nada – em absoluto – não existe
nada é um ponto
nada é o centro imaterial arbitrariamente ocupado
pelo espaço em redor

o nada é o centro
um território tão vasto como o infinito
um território tão vasto como o sonho
cientistas e poetas que me expliquem o nada e
o centro
que me expliquem aquilo que em vão buscarei…
até ao último folgo

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O presente do camarigo José Brás para a Tabanca do Centro, no seu 1º Encontro.
Sem mais considerações, que não são necessárias!
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

P20: 1º Encontro da Tabanca do Centro

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Últimas indicações para os inscritos para o 1º Encontro da Tabanca do Centro, em Monte Real, dia 27 de Janeiro, às 13.30, impreterivelmente, (o cozido não espera), na Pensão Montanha.

O melhor caminho para chegar a Monte Real, (se não for da zona de Monte Real), é apanhar a A17 quer venham do Norte, quer venham do Sul.

A A17 tem uma saída que é mesmo o nó de Monte Real, pelo que não tem que enganar.

A rua principal de Monte Real, chamada rua de Leiria, é de sentido único, (de Nascente para Poente), na qual sensivelmente a meio, do lado esquerdo fica a Pensão Montanha.

Um pouco mais acima fica o Café Central com esplanada que será um bom ponto de encontro para os que quiserem. Eu estarei lá a partir das 12.00 horas.

A entrada para a sala do restaurante, faz-se por uma porta de lado, numa pequena travessa ligada à Pensão, e não pela porta principal que agora está fechada.

Fazem favor de trazer o “pilim” trocado, 8,50€ para o almoço, para não se demorar muito a receber.

Quem quiser dar mais qualquer “coisinha”, 10,00€, por exemplo, reverterá a favor do Projecto “Sementes para a Guiné”, sob a responsabilidade do camarigo Zé Teixeira.

Dentro das possibilidades falaremos do próximo encontro e do que pretendemos para esta Tabanca do Centro.

Escuso-me aqui de informar o melhor caminho de Kiruna, na Suécia, para Monte Real, porque ainda não há carreiras directas, o que estamos seriamente a pensar em incrementar!!!
Última hora: Estão encerradas as inscrições, porque já não há mais lugares!
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

P19: A Operação Cozido à Portuguesa!

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Vou então desvendar um segredo!
A operação Cozido à Portuguesa começou a ser delineada ainda na Guiné e muito especialmente no destacamento de Mato Cão.
Fizeram-se várias experiências, sobre o modo se deveria desenrolar o banquete e a fotografia acima é a prova fotográfica do que aqui afirmo.
Na referida fotografia podem ver-se combatentes, (a fazerem as vezes de ex-combatentes ou camarigos, como quiserem), reunidos à volta da mesa, fazendo apreciações sobre um hipotético Cozido à Portuguesa!
Claro que depois de tão aturados planeamentos e até execuções práticas, só podemos prever que a operação Cozido à Portuguesa, que se desenrolará no próximo dia 27 de Janeiro, será um sucesso em todas as frentes.
Até lá, camarigos, um abraço!
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P18: Últimas informações sobre o 1º Encontro da Tabanca do Centro

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Caros Camarigos
Temos neste momento 34 inscrições para o 1º Encontro da Tabanca do Centro, à volta do Cozido à Portuguesa.
Tal como tinha informado o restaurante onde vai ser servido não está reservado só para nós e tem uma sala comum, pelo que, após consulta com a proprietária, as inscrições estão fechadas .
Lembro que o almoço está marcado para as 13.30 do dia 27 de Janeiro, na Pensão Montanha, que fica na rua principal de Monte Real, também conhecida por Rua de Leiria. A entrada faz-se por uma porta de lado.
Lembro ainda a conveniência de estar a horas, porque o cozido é bom enquanto está quente!!!
Na mesma rua e um pouco mais acima existe o Café Central, com esplanada, que seria um bom local de encontro.
Tragam "dinheirinho" certo, por causa dos trocos!!!
Se for preciso alguma coisa mais aqui fica o meu "númaro": 962108509.
Adeus, até ao meu regresso!
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